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Frase de Aline Diedrich

Ela vai. Segue seus próprios caminhos, cura a dor dos espinhos, carrega na mala essas e outras memórias. Ela é inteira e, por ser inteira, ela não aceita histórias pequenas ou banais. Ela vai. Coloca em metades seus merecidos pontos finais, empurra pra fora o que não tem o poder de enfeitar sua casa, não se contenta com coisa rasa nem abre um espaço aqui - outro ali - para o que não cabe em seu lar. Pois ela não confunde amor com a necessidade de amar. Ela vai. Vai sem asas, sem saber voar. Mas vai. Enfrenta as suas quimeras, planta suas flores sem a paciência de esperar pelas estações mais certas, ela faz suas primaveras. Sem nunca deixar de ser neblina quando precisa esconder a estrada a frente ou calor para derreter alguns gelos. Ela é mais do que enviar mensagens, cartas, cartões, selos. Ela mesma vai. Vai e rouba a cena quando não sabe o que é interpretar. Ela vai sem medo de se molhar nem de se queimar. Ela vai sem dizer amém pra tudo com o pensamento pequeno de que isso pode mudar o mundo. Ela vai. Até quando desmorona, quando lhe derrubam ou cai. Ela vai. Vai, mas não reconstrói, não refaz o que ficou para trás. Ela simplesmente vai. Vai e constrói o novo com todo esforço que isso requer. Porque ela sempre sabe o que quer... Tem a ver com essa vontade enorme que ela tem de viver.

Aline Diedrich

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Aline Diedrich

Não seja o que mundo espera de você, mas o que você espera do mundo...
Quantos mil degraus? Cair do telhado e quebrar a perna, jamais impediu que prosseguisse naquela busca insana por um pedaço do céu. Planejava ter uma escada tão alta, apoiada no Everest, para contar com exatidão quantas estrelas habitavam no espaço e tocar o firmamento com a pont…
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Quantos mil degraus? Cair do telhado e quebrar a perna, jamais impediu que prosseguisse naquela busca insana por um pedaço do céu. Planejava ter uma escada tão alta, apoiada no Everest, para contar com exatidão quantas estrelas habitavam no espaço e tocar o firmamento com a ponta dos dedos. Desde que nasceu lhe ensinaram a olhar para o alto. Jamais baixar os olhos diante qualquer desafio que a vida colocasse em sua frente. Seu paraíso era ali, o agora, o momento de incerteza e de acreditar em adivinhações tolas do futuro. Foi assim que decidiu escalar as montanhas, pular alguns muros velhos e despintados e colocar seu balanço feito de pneu em meio os prédios da cidade. Mas por mais que subisse todos os degraus, o firmamento continuava distante. Teve a impressão de que não passava de uma ilusão de óptica, um delírio de consumo impagável, o máximo que seus olhos conseguiam ver. Mas ainda assim era azul. Azul celeste. Olhou outra vez para o céu. __ E aí, será que chove? Perguntou o cara parado ao seu lado, enquanto esperavam o ônibus que estava atrasado como sempre. Ainda precisava perder o medo de altura.