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Frase de Alinny de Mello

Tem um momento curioso da vida em que a gente percebe que algo mudou, mas não houve fogos de artifício, nem anúncio no alto-falante do universo. Simplesmente aconteceu. Um dia eu acordo, preparo um café qualquer, desses que parecem conversar com a gente enquanto sobe o cheiro pela cozinha, e percebo que aquilo que antes pesava no peito já não ocupa tanto espaço. Não é esquecimento, não é indiferença, é outra coisa. É como trocar um móvel enorme de lugar e descobrir que a sala respira melhor. Eu lembro de quando certas lembranças doíam como quem pisa descalça em pedra quente. Tudo parecia recente demais, vivo demais, quase insolente. O passado às vezes se comporta como visita inconveniente, entra sem bater, senta no sofá da memória e ainda pede atenção. E eu, naquela época, ficava olhando para dentro de mim como quem procura um botão de desligar emoções. Não achava. A vida, sábia e meio irônica, nunca entrega manual de instruções. Mas então chega um tempo. E esse tempo não avisa que chegou. Ele se instala devagarinho, como luz entrando pela janela no final da tarde. O que antes era ferida aberta vira cicatriz. E cicatriz é uma coisa interessante, ela não some totalmente, mas também não manda mais na história. Eu olho para trás e penso que sobrevivi a mim mesma. Parece filosófico demais para uma sexta-feira comum, eu sei. Ainda assim é verdade. Existe um tipo de silêncio que aparece quando a dor se transforma em superação. Não é o silêncio do vazio, é o silêncio da paz. Como se o coração finalmente sentasse numa cadeira confortável depois de caminhar quilômetros carregando malas que nem eram dele. E aí eu percebo que muita coisa ficou para trás não porque eu quis forçar, mas porque simplesmente deixou de me pertencer. É estranho como a gente acredita que algumas dores vão morar para sempre dentro da gente, pagando aluguel emocional atrasado. Só que a vida tem essa mania de renovar contratos internos sem pedir opinião. Quando vejo, já não dói. E não doer mais não significa que não importou. Significa que eu cresci o suficiente para não sangrar toda vez que a memória passa. Eu gosto de pensar que superar é um tipo de maturidade silenciosa. Não é aquela pose de quem venceu tudo, até porque ninguém vence tudo. É mais como quem aprendeu a caminhar sem tropeçar nas mesmas pedras. E quando olho para frente agora, existe um espaço novo dentro de mim, um espaço que antes era ocupado por perguntas, culpas e saudades que machucavam. Hoje esse espaço virou paz. E paz, descobri, não é ausência de história. É presença de entendimento. É seguir adiante com o coração mais leve, quase sorrindo para o próprio passado, como quem diz obrigada por tudo, até pelo que doeu, porque no final das contas foi justamente isso que me ensinou a continuar.

Alinny de Mello

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A religião ensina tudo errado. Deus não se vinga de nenhum dos seus filhos pelo outro! Se fosse assim, teria vingado a morte de Abel e matado Caim! Ele ama todos por igual, e jamais faria maldade à nenhum, por mais coração de pedra que tenha. Porém, o livre árbitrio é o mal do mu…
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A religião ensina tudo errado. Deus não se vinga de nenhum dos seus filhos pelo outro! Se fosse assim, teria vingado a morte de Abel e matado Caim! Ele ama todos por igual, e jamais faria maldade à nenhum, por mais coração de pedra que tenha. Porém, o livre árbitrio é o mal do mundo! Em todos nós, existe o bem e o mal. O que mais alimentar, esse reinará!! Deus quer sempre nos ver bem. Sempre.

Ontem sonhei que estava em um tipo de abrigo, junto com várias outras pessoas que também precisavam de cuidados. Havia uma indiana chamada Lininus; ela era muito alegre e feliz, e estava com uma criança. Ela me dizia “Deus te abençoe” e me deu um abraço forte. Eu disse a ela que,…
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Ontem sonhei que estava em um tipo de abrigo, junto com várias outras pessoas que também precisavam de cuidados. Havia uma indiana chamada Lininus; ela era muito alegre e feliz, e estava com uma criança. Ela me dizia “Deus te abençoe” e me deu um abraço forte. Eu disse a ela que, se conseguisse algo material na vida, iria procurá-la para ajudar no que fosse possível. Ela riu. Depois, apareceu um rapaz negro. Ele sorriu para mim e orou por mim, segurando o topo da minha cabeça com a mão direita e os olhos fechados. Eu também fechei os meus. Ao final, ele me desejou boa sorte e deu um leve beijo na ponta do meu ombro esquerdo. Em seguida, havia uma menina que conheço. Ela estava diferente da vida real: tinha cortado o cabelo em chanel curto e estava muito, muito feliz ao contar um sonho que teve comigo, para mim e para quem quisesse ouvir. Ela começou dizendo: “Era uma linda flor, e apareceu o espírito…”. Ela gesticulava e ria. Eu vi várias outras pessoas conhecidas ali, naquele lugar. No sonho, eu estava voltando para minha casa após dois meses me recuperando de uma cirurgia. O curioso é que, na vida real, estou na casa da minha sogra, me recuperando de uma cirurgia de três hérnias, uma umbilical e duas inguinais. Hoje, 18 de abril de 2026, faz 1 mês e 13 dias da minha segunda cirurgia. Nesse sonho, acredito que eram guias espirituais zelando por mim, em forma de pessoas que conheço. Eu estava muito feliz e disse a todos que os ajudaria de alguma forma, algum dia na vida. No final, nem deu para ouvir o restante do sonho da Alessandra, porque meu marido entrou no quarto e eu acabei despertando.