Frase de Matheus Magro Gabriel
Tristeza que não vai embora e me espera na porta, com olhar cansado de me ter. Ela não espera para entrar, entra sem avisar e me acolhe sem saber como me tratar. Tratamento solitário sem ninguém para olhar, não... quem observa é a culpa. Sem pretensão, a culpa ri, gargalha e fica até quando a tristeza vai embora. A culpa é ardilosa, me provoca com sua pertinência de querer me ferir. As duas juntas me deixam acomodado, porque em meio à solidão me apego a elas, sinto compaixão. Afinal, é melhor ter algo mesmo que te fira, do que não ter. Elas são minhas amigas e não divido com ninguém, e se eu pudesse pegava a tua tristeza e a tua culpa para me sentir mais aquecido, quem sabe até amado. Na pior das hipóteses, se elas me deixarem, fica o vazio dentro de mim, mas quem vai me preencher? Talvez a alegria, mas a alegria não gosta de ficar, é apressada; ela vem e você nem vê. Mas quem eu quero mesmo é a esperança, mas conquistá-la não é fácil, para ficar precisa ser nutrida, nutrida de amor. Mas o amor não cabe em mim, e se cabe é muito pequeno para preencher o vazio e tornar a esperança em amiga. Sinto que não tem jeito, tenho que enganar a esperança, mas como, é que eu não sei; talvez invente um amor. Será mesmo que ela seria boba assim!? A esperança é boa, deve aceitar algo dessa maneira, mas precisa ser bom para não a perder jamais.
No pensador.ai desde