Frase de Nelson Rodrigues da Costa
A minha existência é um pequeno clarão, Que brilha por instantes na vastidão, E ilumina a noite fugazmente sem pedir permissão. Sou um relâmpago que não sabe por que surge, Um lampejo que não questiona seu destino. A vida é simples, como a luz de uma vela ao vento, E eu sou apenas o que sou, sem intenção ou lamento. As estrelas observam-me sem curiosidade, Assim como eu observo o campo, a árvore, o rio. Nada tem propósito além de ser, E nesse ser, encontro minha paz e meu viver. Não há mistério no clarão que sou, Não há desejo de eternidade ou de compreensão. Sou um instante de luz na escuridão do mundo, E isso basta, sem razão, sem ilusão. A vida não se pede, nem se rejeita, Apenas se é, como o sol, como o mar. E ao findar do meu brilho, algo persiste, Pois na vastidão, meu clarão resiste. Ser é suficiente, ser é tudo, E o pequeno clarão que sou, Ilumina outros caminhos na escuridão, Deixando uma fugaz e efêmera recordação.
No pensador.ai desde