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Frase de Nelson Rodrigues da Costa

⁠A minha existência é um pequeno clarão, Que brilha por instantes na vastidão, E ilumina a noite fugazmente sem pedir permissão. Sou um relâmpago que não sabe por que surge, Um lampejo que não questiona seu destino. A vida é simples, como a luz de uma vela ao vento, E eu sou apenas o que sou, sem intenção ou lamento. As estrelas observam-me sem curiosidade, Assim como eu observo o campo, a árvore, o rio. Nada tem propósito além de ser, E nesse ser, encontro minha paz e meu viver. Não há mistério no clarão que sou, Não há desejo de eternidade ou de compreensão. Sou um instante de luz na escuridão do mundo, E isso basta, sem razão, sem ilusão. A vida não se pede, nem se rejeita, Apenas se é, como o sol, como o mar. E ao findar do meu brilho, algo persiste, Pois na vastidão, meu clarão resiste. Ser é suficiente, ser é tudo, E o pequeno clarão que sou, Ilumina outros caminhos na escuridão, Deixando uma fugaz e efêmera recordação.

Nelson Rodrigues da Costa

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Pensador.com

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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar.
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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar. Não sou o que mostro. Sou o que seguro para não cair. O que calei para não ferir. O que deixei por dizer para não gastar palavras em vão. Aprendi a vestir sombras com a dignidade de quem sabe que até a noite tem camadas. Ergui castelos no ar com mapas rasgados. Com linhas tortas, sim, mas desenhadas com silêncio aceso. Não procuro a luz para brilhar… prefiro arder por dentro a que me apontassem o fogo. E quando me tentam convencer falsamente que o mundo é preto ou branco, guardo as cores no bolso. Não para esconder — mas para aqueles que as querem mesmo ver. Sou feito de todas as coisas que não se veem à primeira. De silêncios que gritam. De memórias que ainda não aconteceram. De palavras que nasceram antes da boca. Não preciso de ser lido. Mas se me lerem, que não me distorçam. Procurem a cor, não as trevas. As que tremem. As que resistem. As que sou.

⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração.
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⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração. Não importa a distância ou circunstância, nunca será um até sempre, mas um até mais.

⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta.
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⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta. Dois lados de uma mesma moeda, que ora dá cara ora da coroa. Fica a bipolaridade ora feliz ora triste... consistentemente insatisfeito. Mas de quem é o problema? Do que ama ou do amado? No fundo do que sofre, porque sonha voar mais alto com asas frágeis e cansadas. Enquanto planeia no alto reza que a esperança não esmoreça, que a nuvem sustente o palácio onde reside o seu espírito lutador...