Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
"SÚPLICAS" Fado das palavras.... Que dizíamos e já não dizemos Palavras ditas, rimadas.... Amadas, odiadas tantas vezes Onde floresce um jardim De camélias que eu tanto amo Jardim que está na nossa vida Tão rica e perfumada Cheia de encantos e desencantos Por culpa nossa ou de outros Alheios aos nossos sonhos Á nossa vida, a tudo que é nosso Fado que o vento varreu As nossas horas que mudam de lugar Poesia fingida dos olhos da alma Onde morremos mesmo sem morrer Chegamos a partir, mesmos sem partirmos Mão noturna que escava o silêncio Entre a singela chuva, que aldraba na lama As brumas de um cavaleiro sem amada Fornalha de pão quente no forno Da imensa fome do impenitente mendigo Entre segredos de amor já refletido Surge o suplico e desprotegido Da imperfeição que os nossos olhos Nunca viram línguas no espelho Queimados do impenitente tempo Tantas vezes perdido por nós esquecido Toupeira que escavava entre o silêncio Dos nossos sentimentos impuros Rasgados nas brumas Do nosso inconsciente feito em súplicas Fado das palavras de uma penumbra Sombra chocalhada, abafada Do nosso sangue que amadurece Como as uvas morangueiro que bebemos Já fermentado o liquido doce dos deuses Branco, rosa, roxo néctar da perdição das almas!
No pensador.ai desde