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Frase de Joelma Antunes

MADRUGADA QUE AMANHECE JÁ É SOLIDÃO... Hoje, assim que acordei... Passou em minha mente Como em um filme os momentos que tivemos: No amanhecer dos teus abraços incrivelmente entrelaçados, Beijos que me tiram o fôlego, No hálito quente, Olhares ainda adormecidos, Desejos ainda inocentes. Pela manhã... O despertador me assusta E a lembrança de tua voz Ao meu ouvido me faz eternizar... Por momento pensei em te ligar, Talvez pudesse me acalmar Com doces palavras que costumas pronunciar... Pensei várias vezes que me ligaria, Então fiquei a esperar, Algo dentro de mim uma esperança nutria, A qual eu não conseguia entender, Se a única coisa que era nítida Naquela ausência era você... Cada minuto era eterno, E cada momento sem você era infinito, Meu dia quase uma eternidade... Um segundo apenas sem ti, Torna-se uma longa espera! Sentimento que de saudades eu morri. Ajude-me a entender a dor que sinto, Bem como todas as coisas Que desaparecem quando você não está! E entre reflexos de lembranças, Sigo colhendo todos os milímetros de esperança Que se esconde dentre minha solidão. Em cada parte do meu dia, Saudade de meus momentos Que já se moldaram a você E não encontro outro lugar O qual conseguiria estar, Se não nos teus braços, Acolhida, despida de alma, Desarmada de defesas, E protegida dos medos Que nesta hora me visitam, Participam de minha tristeza... Perdida entre sentimentos meus, Que em conflitos colhem minhas lágrimas E me encorajam a te esperar... As horas caminhavam lentamente, Sem pressa pra chegar, Chuva fina, E um frio na espinha toma meu ar, Saudades dos carinhos não deixam que te vá, Permeiam minha paz E te implora pra ficar, Coração que não suporta despedida Pede silenciosamente: seja meu lar!!! Já é noite... E novamente ao deitar, Desejo que encontros aconteçam, Mesmo que apenas ao sonhar, Passe pelos meus anseios E te peçam pra loucamente me amar. Pensamentos me envolvem E de ti não se esquecem, Tua imagem fixa e marcante me acalma... Já consigo ver o amanhecer timidamente a chegar Que tentam minhas dor sarar De minhas saudades de ti, Que não cessam de me acenar. Pergunto-me... Se a tua ausência é necessária Para que desperte em mim Tudo o que não posso ser sem você... Então... Saberás que não posso ser a vida, Pois nada não faz sentido Desde o teu último beijo... Quando morei em teus lábios... Me despertas para a alegria, A qual já não mais existe sem teu olhar, Me despertas para os risos, Porque eu sem ti só sei chorar... E até mesmo sem dormir, Ainda assim quero acordar...

Joelma Antunes

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Pensador.com

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LINHAS VULNERÁVEIS DA SAUDADE Forrei meu caminho de amor Como a lágrima que sorrir Mergulhei na alegria da tua alma Num abraço que chora Arrancando do peito A única lágrima que me restava Nas forças que poupei Quando desastradamente passou por mim... Sigo atônito nas linhas indecifráveis do tempo Busco-te nos meus pensamentos noturnos Em Frases cortadas pelo silencio Ate que os sonhos novamente batam a porta Folheio-me nas páginas da vida Despertando em meus anseios ocos Encontrando recordações impalpáveis... E nessas linhas vulneráveis Sou apenas resquícios de vida Flutuando em tuas saudades

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FALA-ME COM TEU SILÊNCIO Um sorriso basta! Do que não sei ao certo Gosto de ti até quanto te calas E em teus lábios colho palavras Que alimentam minha vida E molda minhas esperanças. Delicadamente observo nos olhos do futuro Sonhos... Alguns deles destruídos, Alguns mais redirecionados E alguns outros misteriosos Que degustei ao longo da existência. Despi-me das perguntas Pois já não havia respostas óbvias E eu faria qualquer sacrifício Para que teus sorrisos fossem eternos E não apenas de momento. Lancei ao mar o grito que bradei Querendo dar-te liberdade E calei os sentimentos que afagam minha alma Grande amor que foi essa mentira! Nesta grande mentira mergulhei minhas verdades.

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JAZIDAS LEMBRANÇAS Quando nossos olhares se encontraram Eu desejei morar nos calabouços do teu coração, Mesmo se tivesse que viver Na escassez de sentimentos. Havia em mim, Uma enorme necessidade de viver! Uma urgência de abandonar a dor Morri nas trocas de palavras Ao buscar a vida que hoje não mais respira! Onde o silêncio se dava bem com o coração Numa presença que não mais existia Caminhei por onde o amor jazia. Quando fostes embora... Levastes a minha liberdade E me aprisionei no surreal do descontentamento! Uma sensação de ter tocado a felicidade E ela simplesmente virou pó!

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Dura ausência As minhas mãos estão tão solitárias sem as tuas!!! Minhas saudades te pedem para ficar Chego até ver-te sem te olhar Não me importo em suplicar Esqueça tudo e comigo vem ficar Porque se for medo... Deixas que os meus medos abracem os teus! Não sei se meu destino é teu caminho ou Se meu caminho é teu destino Meus braços falam para você ficar E na força desse abraço Entenda... Que ainda quero te amar! Recordo ... Que a força do último abraço Desperta a memória dos meus sonhos E no infinito eu contemplo A inquietude da manhã chegando As portas das saudades se abrem Como se ainda fosse possível Ter-te em meus braços O sobressalto da tua presença. O reviver da minha entrega... E o meu amor desvendado em um único olhar Num infinito que me contemplo... Na intimidade de um olhar nítido! Sentimento que me deixa enclausurar Por qualquer palavra tu me decifra E no silêncio da tua ausência Refugio-me nos sótãos dos meus poemas