Frase de G.C Falho
“O Encontro dos Oceanos” Há dois mares dentro de ti, — um de fogo, outro de silêncio. Ambos azuis, ambos infinitos, mas quando se tocam, o mundo se parte em correntezas. O primeiro, o da superfície, fala com voz firme, veste poder, seduz o destino com olhos de aço. Ele construiu castelos de controle, para que ninguém visse o menino cansado que só queria descansar dentro de um abraço. O outro, o que mora no fundo, carrega lembranças em forma de cinza. É o mar que sabe o nome da dor, e ainda assim sussurra esperança. Nele vive o homem que ama, que sonha com paz, com o simples, com o toque que não cobra, com o olhar que o reconhece. Quando esses mares se encontram, ninguém vê a linha — só sente o peso da mistura. É o ponto onde o guerreiro larga a espada e encontra o espelho, onde a pantera entende que também nasceu pra deitar na sombra, onde Te Ka lembra que já foi Te Fiti. E nesse instante, entre o rugido e o suspiro, surge o homem real — feito de cinza e de luz, de amor e de abismo. Ele não quer mais provar nada. Quer apenas existir sem precisar de plateia. Quer sentir, sem precisar se esconder. Porque agora ele entende: a força que o move não é o ferro, é o coração queimando por ainda querer ser inteiro.
No pensador.ai desde