Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
SINO DOLOROSO (soneto) Plangei, sino! O cerrado chora essa dor vasta Ecoado no infeliz peito e no soneto solitário Dessa realidade vil de uma tirania tão casta Do afeto que um dia foi por nós necessário Cantai, sino! A sofrência no cortejo arrasta Verdugos sentimentos solução no itinerário Escorrem lágrimas que ao pranto não basta Arde a emoção e a alma neste árduo relicário Em repiques de pesar, em desilusão a finados Tilintando rancores, ó carrilhões, que aí tala Em campas de sanhas, e de renhidos brados Toe, sino doloroso, que no silêncio devasta Badala, bimbalha, e num soar o aperto exala Brandindo o amor com uma emoção nefasta © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08/07/2020, 12’10” – Triângulo Mineiro Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde