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Frase de Augusto Galia Fernandes

⁠Assistolia “Aos ruídos criam-se as piores obras. Também criaste assim a humanidade. Inexoráveis construções da idade. Que construístes com pequenas sobras.” - Que me adiantou a mascara de forte? A nova epiderme? Fidúcia às falsas formas, Nas horas agonizantes, sobretudo, na falsária salvação. O meu coração é um escrínio coutelho sem préstimo algum. Glorioso dos sonhos empíricos de que nunca participou. Viridário que se alimentou da vida de que viveram os outros. A minha vida e todas as minhas idéias mal tomadas, Foram esquecidas como aos rumores cristãos. O meu altruísmo se escondeu sob a máscara da religião. Desmascarei-o quando já estava adepto às calamidades. Eu não consisto à palermice eterna. Todas as verdades são desagradáveis. Salvo as tenras verdades. Quantos são semelhantes a mim? Fies conhecedores de caminhos inauditos, Nobres! - Nobres como eu, quantos? Sou um forte padecente do suplício. Quantos homens não se perderam, nos mesmos caminhos. Jornada estreita; esmagadora dos corações sem raças. Este abominável exemplo de maldade! Que são para mim essas nódoas sanguíneas, A se acumular entre os espaços insondáveis, Do meu receoso coração que busca um refúgio? O suplício! O suplício!

Augusto Galia Fernandes

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Pensador.com

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⁠Soneto das Recordações Imaginárias Nas festas só de memórias imaginadas, Vivo eu, limitado em existencialismo.
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⁠Soneto das Recordações Imaginárias Nas festas só de memórias imaginadas, Vivo eu, limitado em existencialismo. Caprichos meus, fantasias aladas, Loucura e ingenuidade em abismo. Serpente sou, em harpas melódicas tocadas, Nobiliárquico em desgraças, sem otimismo. Das sensações humanas, já fatigadas, Nas veredas antigas, encontro o cinismo. Meus deuses, iníquos, tecem a fábula da vida, Onde cada ato é farsa, cada dor é conhecida, E a verdade se esconde, velada e esquecida. Em minha alma, ecoam vozes, perdidas, Nesse palco de sonhos, onde a fé é partida, Sou espectro vagando, em jornadas extintas.

⁠Ecos do Inexplorado Sob olhares desconfiados, somos julgados, Em um mundo onde as mentes são mares inexplorados.
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⁠Ecos do Inexplorado Sob olhares desconfiados, somos julgados, Em um mundo onde as mentes são mares inexplorados. Nas ondas do desconhecido, navegamos sozinhos, Nossas vozes, ecos distantes, em caminhos sem vizinhos. Nas profundezas do ser, onde os sensores traçam, Linhas e ondas, mapa de uma alma que não se encaixa, Cada pico, cada vale, um universo a desvendar, Nas sinfonias elétricas de histórias a contar. E na busca por alívio, na química encontramos abrigo, Quietados numa chave misteriosa, portas do desconhecido. Em cada molécula, uma promessa, um novo amanhecer, Um convite para a mente, suavemente, se entender. No silêncio das tempestades, a fumaça sussurra calmaria, Como um bálsamo suave, trazendo paz ao dia. Nas correntes do sentir, um elixir para a dor, Um toque gentil, um caminho para o amor. Somos viajantes de um cosmos vasto e singular, Cada estrela, uma história, em um céu a brilhar. No espectro singular, cada luz, uma cor, Cada vida, uma poesia, um eterno explorador.

⁠Soneto da Existência Dicotômica No rastro da vida, um dilema se esconde, Por ouro e por sombra, em dúvida me perco.
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⁠Soneto da Existência Dicotômica No rastro da vida, um dilema se esconde, Por ouro e por sombra, em dúvida me perco. Nas curvas do ser, o destino que arremesso, Vale a pena o viver, ou é fardo que responde? Verdades se ocultam em fé não contida, Na pressa da vida, a eterna busca insana, Cada curva, um desafio, na estrada que emana, Onde a mente batalha, na jornada sofrida. Mas na sinfonia da vida, um regente persiste, Talento e decência, em harmonia tão rara, Na dualidade do ser, a escolha declara, Na ética e na luta, o caráter insiste. E ao final, na busca incessante do ser, Nos versos da vida, a essência revela: Na força do sonho, a alma anseia e apela, Por um mundo que, em dualidades, devemos percorrer.

⁠Universo Introspectivo Dentro de mim, há mais do que o olhar alcança, Sou um Mar profundo de pensamentos, em tempestades de emoção,
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⁠Universo Introspectivo Dentro de mim, há mais do que o olhar alcança, Sou um Mar profundo de pensamentos, em tempestades de emoção, Navego por esses mares, como estrelas guias, Que brilham como a luz da introspecção. Ah, essas noites longas, em que me debruço sobre mim, Onde o silêncio fala mais alto do que qualquer grito, Descubro nas sombras que me cercam, Ecos do meu eu antigo, sussurros de um destino esquecido. Nessas horas, o mundo externo adormece, Torna-se mero espectador de um drama íntimo, Onde eu sou o ator e a plateia, mas sem diretor e a crítica, Em um teatro onde cada pensamento é um ato e cada suspiro, uma cena. E nesse palco, luz e sombra dançam, Entrelaçam-se em um abraço de revelação, A cada movimento, um mistério recôndito surge, Numa coreografia de descobertas e transformações. Em mim, o universo se expande, Sou uma galáxia de possibilidades em um sistema solar de sonhos, Cujo os pensamentos, tal qual um cometa errante, Perdem-se em sentimentos em sua própria órbita. E assim, nessa dança universal, Encontro a verdadeira essência da existência, Não no mundo lá fora, mas no universo aqui dentro, Na revelação interior, onde cada estrela é um pedaço do meu ser.