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Frase de FRANCISCO JUVAN SALES

CONFIANÇA EM SUAS CRIAÇÕES Se o artista (o escritor, o poeta, o artífice etc.) tem dúvida em sua criação é de pouca importância que ele se preocupe acerca das apreciações, avaliações, análises, exames, julgamentos, pareceres, opiniões, comentários ou coisas que os valem sobre ela, pois nada mais inapropriadas à duvida de qualidade de seu ofício do que as críticas, que mais resultam em mal-entendidos do que boas considerações que o levem à frente. Relativo à criatividade, as coisas estão longe de ser tangíveis e dizíveis quanto cremos. A maior parte da inventividade, imaginação, inspiração ocorre num espaço em que nenhuma palavra seja capaz de alcançar. Menos suscetíveis ao alheamento do público do que qualquer outra coisa são as obras de arte, esses seres misteriosos fecundados para perdurarem além das nossas vidas efêmeras. Na incerteza, descrença, suspeita de que suas invenções não possuem feições próprias, se são tão só acenos discretos e velados de fatos isolados, de que não têm expressão e forma independentes, explicações ou definições suficientes, implícitas, o que menos o inventor poderá fazer é olhar para fora de si a fim de obter uma resposta quanto à expressividade ao seu cultivo. Se as manifestações dos apreciadores forem afirmativas, se a resposta à interrogação sobre a insegurança quanto à aceitação pública for um forte sim, então construa os seus engenhos com mais tranquilidade de suas vidas. Com as suas dores mais aliviadas, aproxime-se da natureza para dizer a que veio ao mundo, com vive, ganha ou perde em vida, pois precisa de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de proveitoso no domínio em que há boas tradições, usos e práticas brilhantes. Necessário se faz fugir dos motivos gerais para aqueles em que a sua existência lhe proporcione. Trabalhe conforme seus desejos, seus pensamentos, sua fé, com afeto e beleza, tudo com íntima e humilde sinceridade. Exprima as imagens dos seus sonhos, dos objetos de acordo com a sua cosmovisão existencial, mesmo que todos os ruídos do mundo lhe cheguem aos ouvidos, não lhes dê atenção. Procure soerguer sua personalidade, alargando-a e transformando-a durante a transição do dia para a noite, onde o ruído passe longe, sem nele penetrar. Se depois deste ensimesmar-se, a criatividade brotar com ímpeto, então, não mais pensará em perguntar seja a quem for se a criatura será boa. Nem tão pouco tente compensações por seu trabalho, pois há de ver nele um pedaço de sua voz e de sua vida. Sua obra deve ter um apelo universal que transcende fronteiras culturais e linguísticas. Os temas, atemporais e significados de cores vibrantes que encantem gerações. Pinturas, histórias que nos levem a um mundo mágico e encantador que nos convide a encontrar beleza nas coisas mais simples da vida. Em resumo, à obra de um grande artista não poderá faltar a força que inspire e encante milhões de pessoas em todo o mundo. Sua arte é uma celebração da vida, da imaginação e da criatividade humana, e um testemunho duradouro de poder transformar o mundo. Assim sendo, caso venha saber o que significa ser um artista, então aceite o destino e carregue-o com seu peso e a sua grandeza, sem nunca se preocupar com recompensa que possa vir de fora. Sua criação, com efeito, deve ser um mundo para si mesmo e encontrar tudo em si e nessa natureza a que se aliou.

FRANCISCO JUVAN SALES

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠A vida como a natureza se refaz, se reinventa, se reprograma constantemente, daí essa dinâmica da vida, que nunca morre. A vegetação estava toda seca, triste com o que o ser humano está fazendo com ela. De repente, a chuva cai lavando nossos erros e a natureza nos presenteia co…
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⁠A vida como a natureza se refaz, se reinventa, se reprograma constantemente, daí essa dinâmica da vida, que nunca morre. A vegetação estava toda seca, triste com o que o ser humano está fazendo com ela. De repente, a chuva cai lavando nossos erros e a natureza nos presenteia com suas cores e nos dá mais uma chance de recomeçarmos e refletirmos sobre nossas ações que desestabilizem o meio ambiente em toda sua extensão.

⁠O alpiste com que alimentamos o pássaro preso na gaiola é como que fosse o pagamento pela renúncia da sua liberdade submetido à humilhação do cativeiro, mas que nada o compensa, pois ele já tem o campo como morada e o céu sem limite de espaço para voar. Há um modo profundo de s…
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⁠O alpiste com que alimentamos o pássaro preso na gaiola é como que fosse o pagamento pela renúncia da sua liberdade submetido à humilhação do cativeiro, mas que nada o compensa, pois ele já tem o campo como morada e o céu sem limite de espaço para voar. Há um modo profundo de se ser que fica vivo por baixo de todos os vernizes que nos aplicaram e que nos impede de avançar pelo caminho mais curto já desbravado, balizado e pavimentado? Há coisas que nos trazem boas e ruins recordações pelos insondáveis caminhos que provocam uma forte inquietação nos alicerces dos nossos sentimentos, estimulando-nos o plasma do delírio, no sentido de tudo querer dizer, ficando tais sensações desses tempos vividos e sentidos em nossas vidas. Podem me chamar de ingênuo, mas é assim que imagino o meu jardim cultivado de flores raras: quanto mais colorido e perfumado, mais belo será o mundo em que vivemos. E é através da simplicidade que conseguimos o belo que nos enche os olhos e nos leva ao enlevo da vida. Às vezes, decidimos embalados pelo aplauso alheio e não convictos de que conhecemos o templo da nossa alma, o museu de nossos sentimentos, agindo por emoções de nossas verdades que se escondem por detrás da porta cerrada, muitas vezes sobre os sacrifícios dos mais fracos, vantagem que não nos vale a pena usufruí-la quando obtemos.

Nesse quadro remoto no tempo, moro junto com as minhas lembranças de momentos bons do passado que não voltam mais, podendo ser chamadas saudade, que me acompanha silenciosamente em todos os passos até o último dia de vida. A nossa história pessoal é semelhante a um filme que não…
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Nesse quadro remoto no tempo, moro junto com as minhas lembranças de momentos bons do passado que não voltam mais, podendo ser chamadas saudade, que me acompanha silenciosamente em todos os passos até o último dia de vida. A nossa história pessoal é semelhante a um filme que não sai da nossa mente, nos perseguindo com severidade pelo que fizemos ou deixamos de fazer, onde cada um encontra o seu próprio significado ou o propósito do movimento e oscilações de seu mundo individual, conforme sua própria compreensão, experiência e seu código de valores. Todos nós trazemos marcas da vida, principalmente ferradas no corpo e na alma pelos momentos de alegrias e tristeza, dores, perseguições, falsidades, inveja, decepções etc., também oportunidades de novos desafios para recomeços para irmos em frente. Tudo que tem ou faz relação à nossa terra natal são flagrantes imprevistos transfigurados de momento a momento pela varinha mágica da natureza de tudo o que existe, mostra-se e manifesta-se em nosso mundo, que nada mais é do que um grande teatro, onde todos somos apenas espectadores. Quem tem a mania, o jeito severino de se encantar com as belas coisas da sua terra, onde conhecemos sua gente, seus cantos e recantos de mil encantos, sente, sim, muito orgulho por aquilo que ela representa em nossas vidas. As narrativas da vida são compostas por flashes densos de lembranças que vêm do passado, atravessam o presente e se perpetuam no tempo. Enfim, são flagrantes reencenados de momento a momento por nós atores e espectadores no grande teatro da nossa vida. Sem dúvida o tempo é um voo panorâmico em todas as direções nas assas da imaginação, lembranças para as quais não existem palavras que exprimam toda a emoção carregada de tanta significação. Esses momentos sentidos e vividos no tempo nos revigoram a vida com boas recordações. Somente o coração, a mente, a consciência, sei lá o que, expressam, dizem e confirmam. ⁠