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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠Quantas vezes a gente sorriu sem vontade Enquanto os sorrisos de verdade Se esvaiam pelas portas que a vida fechou Nas manhãs mais frias que vivemos Quantas vezes atentamos para o fato De que a gente conversava com o infinito Enquanto à caminho de casa E que simplesmente nunca ouvia uma resposta Mas a gente dizia baixinho, mesmo assim Na esperança de que um dia, lá no fim Alguém, talvez escrevesse Num muro que futuramente ainda fosse contruído Mas que esse muro não nos parecesse muito alto Nesse dia não há mais de importar o escrito Mas que pelo menos ainda desse tempo De lançar-se um olhar por cima dele Saber o que existia do outro lado Perguntar à manhã seguinte Por que foi que esteve brava e fria, se ela era tão linda Talvez ela apenas respondesse Que foi só uma impressão de momento Porque nosso coração pareceu tão triste àquela hora E foi por isso que aquele vento Nos trouxe um doce beijo e um forte abraço Daqueles que as manhãs mais frias oferecem A todo coração que chora, em segredo e sinceramente Mas, de olhar nos nossos olhos A manhã sempre sabe onde dói E sabe também onde cabe o momento Do sorriso que se esconde Pode ser que a manhã, por ter te enxergado tão linda Apesar de brava e triste Deixou teu sorriso onde estava Pra você sorrir, quando tiver vontade Noutra manhã de frio cortante No mágico instante em que a vida te abrir uma porta. Edson Ricardo Paiva. edsonricardopaiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva