Frase de Fábio Silva
Óh! Quem poderá me entender? Eu, poeta viajante, caminhando solitariamente na senda da vida; Elevo-me em espírito, como resultado de uma vida extremamente contemplativa. Vida reflexiva que me desenvolve o intelecto; E faz-me notar a real e linda paisagem do invisível. Nota, tal paisagem, o espírito elevado à sensibilidade, Que aprendeu a suplantar a todos que o cercam, E que tentam com sua “inocente” presença, Ofuscar o brilho desta contemplação. Mas à ela “entrego meu espírito”. Porque mesmo com o implacável ataque dos outros - “Que não nos compreendem”-, Aprendi a ver vida, onde jaz a morte; Aprendi a inalar e perceber o bom e suave cheiro de nascimento, Que sai de Dentro de uma tumba fria! Aprendi a sentir o calor no frio e o frio no calor das aflições. Aprendi a cultivar a febre! Porque aprendi que os que amam, também a sentem. Aprendi a visualizar o bonito no que é feio. A alegria na tristeza. A riqueza na pobreza. A turba na solidão. E a solidão no meio da turba. A ver sorriso em meio ao choro. A ver maturidade na jovialidade. E até a me entregar a esse amor!!! Aprendi a ver a todos com os olhos vendados. E a estar presente com minha ausência. Aprendi a fazer com que soubessem que estou presente na ausência, Mas a não quererem sentir falta dela. Isto requer ter habilidade de um artista. Aprendi a ensinar que quando dou a entender que estou confuso, Façam saber que sei o que estou fazendo. Isto é confiança!!! Mas uma confiança conquistada com o tempo e a boa percepção das coisas. Aprendi, Que os poetas são de fato como as estrelas. Que apenas devem aquecer de longe; Mas, se se aproximam muito, queimam. Enfim: aprendi que não devo queimar ninguém...
No pensador.ai desde