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Frase de Cleuza Fernandes

Cadê Fabiana? Era madrugada E o barulho da madrugada era surdo... E o brilho da madrugada era desbotado... E a minha boca na madrugada era amarga. Meus olhos... Ah, os meus olhos... Eles viram e não quiseram crer Nos olhos cerrados que viram, Nos lábios emudecidos... Era madrugada E a madrugada era pesada, cansada... Tinha cores tão pálidas, sem vida, Como o lilás que enfeitava seus lábios... E o rosa, a cor da candura, Na menina adormecida Sob rendas brancas estendida, Nas flores de cores sem vida. De repente o sol despontou Forte e aqueceu a terra... Mas meu coração gelado, tremia. Febril de dor; a borboleta criara asas E procurava a imensidão... Enquanto o casulo a escondia de mim. Cadê Fabiana?

Cleuza Fernandes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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