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Frase de Leonardo R. Pessoa

⁠Panapaná Essas borboletas têm mania de carregar o verão nas asas. Se vestem de vento e claridade, vão aonde a cor inventa o ar. Gosto delas porque sabem se miudarem no céu — só ou em bando — como se o céu fosse coisa de brincar. Coleciono-as em álbuns soltos. Ali, no meio do sol, são mais tintas que matéria, mais riso do que bicho: elas são coisa e não são. Dizem que vivem pouco — mas pouco pra quê? Pousam na eternidade das manhãs, ficam suspensas no que não dura, deixando rastros de voo que só o invisível sabe ver. E eu as celebro com meu olhar ralo, que aprende, com elas, a gastar a vida no que não sobra.

Leonardo R. Pessoa

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Pensador.com

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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu.
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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu. Sofrer foi a única prova de que mesmo delirando eu estava existindo.”