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Frase de Jemartines

Deixei todos os meus cigarros na tua casa, deixei as minhas roupas pelo chão, deixei também o meu cheiro por cada parte do seu quarto. Deixei meu coração, jogado pelo chão da tua sala. Deixei, fui deixada. Bati a porta do teu coração, sai sem direção. Lembro-me dos olhos se enchendo de lagrimas, dos lábios tremendo ao tentar dizer um adeus. Mas eu te conheço, e chegou a hora de você me deixar, foi-se embora, não me olhou nos olhos. Preferiu um fim sem despedidas. Assim sem fim. Foi-se embora de dentro de mim, deixando comigo tudo de ti. Tuas digitais, tuas marcas de bebidas, deixou comigo ainda o teu numero de celular. Foi-se embora, mas levou contigo todo o meu amor. Ah meu amor. Não poderei amar mais ninguém, já que todo o meu amor, está sendo levado com você. Assim como o vento leva as folhas por onde passa.

Jemartines

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Jemartines

Foi mal. Desculpa a e pelo guarda-roupa vazio sem minhas roupas. Desculpa pelas chamadas perdidas, e as mensagens não respondidas. Desculpa dos emails não lidos e de não ter atendido a campainha quando você bateu na minha porta.
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Foi mal. Desculpa a e pelo guarda-roupa vazio sem minhas roupas. Desculpa pelas chamadas perdidas, e as mensagens não respondidas. Desculpa dos emails não lidos e de não ter atendido a campainha quando você bateu na minha porta. Desculpa cara. Eu sei que te devo uma explicação, ninguém abandona alguém assim, sem se dar uma explicação. Mas não interprete isso como um abandono. Eu estava na verdade arrumando essa minha bagunça que você causou dentro de mim. Tá uma verdadeira zona a minha vida. Eu fui embora. Eu tive que ir embora, não só do teu apartamento, que eu tanto gostava de passar as noites, não só do teu quarto que tantas vezes foi ninho no nosso amor, mas também fui embora da tua rotina. Dessa tua vidinha cheia de surpresas, de altos e baixos. Eu não tive escolha. Bom, na verdade eu tive, tive muitas escolhas, dentre elas, eu poderia ter escolhido estar agora com você, jogados na sala jogando play, ou então bêbados no bar da esquina falando milhões de besteiras. Eu poderia estar agora, te amando como nunca. Mas cara, a vida nos surpreende, e dessa vez ela nos surpreendeu. Eu só estou querendo dar um tempo para mim mesma. Estou nessa de tentar te deixar respirar. Reorganizar essa minha vida bagunçada, me impor limites, que há muito tempo eu não sei o que é ter limites. Eu preciso levar a minha vida muito a serio, e você deveria fazer isso também. Lembro que tem me dito algo sobre a faculdade, leva isso a serio. Eu te apoio. Mas que irônico isso cara. Não estarei mais na sua rotina, não teria como acompanhar o seu desempenho. Enfim. Não pense que eu deixei de te amar. Isso seria injusto, seria injusto comigo mesma, deixar de te amar tanto. Nunca que eu iria deixar de amar alguém que usa a camisa por dentro das calças, que me acorda de manha com um beijo na testa e que acima de tudo, é o meu melhor amigo. Mas assim como as flores respiram, eu também preciso respirar. Você também. Tu me entende? Não, tu não me entendes, eu sei. É raro tu me entender, eu teria que explicar a situação milhões de vezes, porque na primeira explicação tu estaria prestando atenção nos meus lábios, como de costume. Mas olha, deixa eu ainda te chamar de amor? Amor, não pense que isso é um ‘’Adeus’’, eu lendo esse email também pensaria que seria um adeus. Mas não é. Eu só quero seguir um pedaço da minha vida sem ninguém. Preciso focar no meu futuro, e não pense que você não está no meu futuro, porque você sabe que está. Eu me recordo das promessas que te fiz. Exceto ás que fiz bêbada. Mas eu lembro muito bem de quando eu te falei que você seria quem iria me esperar no altar e quem iria ser pai dos meus filhos. Cara eu me lembro. Então não me leve a mal. Um dia eu volto. Eu volto. Juro. Te prometo. Não ligue no meu celular, eu mudei seu nome na agenda, agora está ‘’não ligar pra ele’’. E cara não atenda minhas ligações bêbada. Também não me procurei no meu antigo condomínio, eu não moro mais lá. Mas os meus moveis e algumas roupas suas ainda permanecem lá. Porque eu vou voltar lá, e permanecer lá. Eu sei que você não vai se adaptar a esse novo estilo de vida. Mas com o tempo você se acostuma. Se você não encontrar aquela sua camisa preferida, não pense que a perdeu em qualquer lavanderia, porque ela está agora comigo, vestida no meu corpo. Roubei das suas coisas também, o seu maço de cigarros, desculpe falto tempo para que eu fosse ao bar da esquina comprar. Cara eu trouxe comigo muitas coisas suas, inclusive teu coração. Perdão por isso. Em breve eu voltarei. Não se preocupe comigo, eu estou bem. Raramente te escreverei um email. E por favor de novo, não me ligue. A minha voz ficaria tremula pelo telefone, e ouvir a sua respiração ofegante seria uma tortura para mim, com tanta saudade que eu já sinto. Desculpe, desculpe meu amor. Mas eu sei que você vai se cuidar. E cara para de beber porque eu não estarei mais ai com você pra te fazer companhia. Se você procurar bem, achara algumas peças de roupas minhas pela casa, não pense que são peças intimidas. Não são. E meu travesseiro ainda tem alguns fios de cabelos meus. Cara que tortura, você olhar pra cada canto do teu apartamento e se lembrar de mim. Mil desculpas. Eu odeio despedidas, e você sabe disso. Eu iria chorar, e não iria conseguir sair da tua aza nunca. Me entende? Eu preciso caminhar sozinha ao menos uma vez na vida. Me deseje boa sorte porque você sempre me deu sorte. Desculpa a demora pra ter respondido teu email. Você ainda vai entender que mesmo agente se amando o suficiente pra ter um ao outro, agente precisa seguir a vida. E a minha vida ainda não está formada. Em breve eu te reencontro. — Eu te amo.Dorme bem.

Você lembra? Sentou-se comigo ali, naquele banco de praça abandonado. Preferiu o silêncio por algum tempo, ficou tudo bem, você se sentiu a vontade, e permanecia por perto.
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Você lembra? Sentou-se comigo ali, naquele banco de praça abandonado. Preferiu o silêncio por algum tempo, ficou tudo bem, você se sentiu a vontade, e permanecia por perto. Eu fiquei te olhando, examinei cada traço do seu rosto, e vi como você desviava o olhar quando ficava sem graça. Você não acendeu o cigarro, porque eu te pedi. Não queria ter o seu cheiro impregnado nas minhas roupas, não queria ainda decorar o seu cheiro logo tão cedo. Pra caso de bater a saudade no decorrer do dia, eu não precisaria me lembrar do seu perfume barato misturado com esse cigarro amargo de quinta. Você sentiu as minhas mãos geladas te acariciando vagarosamente. E agente ainda se permanecia em total silencio. Me lembro que de longe dava pra ouvir o barulho das folhas sendo levadas com o vento. Via seus braços fortes se arrepiando com o leve frio que fazia naquela manha de outono. Eu pude avistar as pontas dos prédios sendo cobertos pela neblina. Por perto a visão que tinha era de pessoas caminhando, com pressa, encarando o chão. Talvez cheias de problemas, com almas tão vazias. Mas eu tinha você bem ali na minha frente, me fazendo perder o foco sobre tudo. Por que estar com quem agente ama, não teria preço, não teria como se comparar a nada. Como pode? Por fora um silêncio profundo entre nossos corpos, e por dentro gritando o mais alto possível. Encontros ocasionais, beijos de surpresa, abraços demorados, palavras ao vento. Coisas naturais da vida, não aconteceriam todos os dias. Já era de se saber. Lembra também, do apartamento bagunçado? Da nossa foto no porta retrato, dos bilhetinhos na porta da geladeira. Lembra do nosso amor? Lembra da sua blusa que me servia de pijama em dias de chuva? Lembra da cor apagada da cortina, que você tanto reclamava? Eu troquei as cores, apenas pra satisfazer o seu bom gosto. Mas é claro que isso não seria o suficiente pra te ter de volta nos meus braços. Amar muito alguém, nem sempre é o suficiente pra ter de volta. E disso eu sei bem. E hoje, as coisas naturais da vida ficaram tristes. Isso não é uma carta, é um presente, que de embrulho eu lhe envio a minha saudade. — Oh saudade.

Os seus olhos, eu gosto deles. São diferentes e quando me olham despercebidamente, acelera o coração. Parece até uma câmera fotográfica, que captura cada gesto meu.
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Os seus olhos, eu gosto deles. São diferentes e quando me olham despercebidamente, acelera o coração. Parece até uma câmera fotográfica, que captura cada gesto meu. Eu gosto do seu sorriso, gosto do timbre da sua voz, do modo quando chama meu nome. Quando agente gosta de uma pessoa, até mesmo o modo quando falamos o nome dela é diferente. Seu jeito de caminhar, até o jeito de reclamar, são razões para me inspirar da vontade de escrever. Eu gosto também do seu nome e sobrenome. Cairia bem ter o seu sobrenome junto ao meu. Eu gosto mesmo é do jeito que eu fico quando tu estás por perto. Gosto dessa sensação que tu me causa, essas borboletas no estomago e pensamentos paralelos. Gosto, assim como se gosta de ver o por do sol. Gosto, como se gosta das coisas simples. Mas moço. Eu gosto mesmo e de você.

Então me sentei de frente pra janela do meu 6° andar. Fui escrever a minha vida em um papel amarelado sem linhas. Lotei uma xícara com café e coloquei ao lado, por estar frio me enrolei em meu cobertor. Mas ainda havia algo que me incomodasse, não conseguia me concentrar. O barul…
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Então me sentei de frente pra janela do meu 6° andar. Fui escrever a minha vida em um papel amarelado sem linhas. Lotei uma xícara com café e coloquei ao lado, por estar frio me enrolei em meu cobertor. Mas ainda havia algo que me incomodasse, não conseguia me concentrar. O barulho dos carros que passavam lá embaixo me interrompia, e a chuva fazia-me lembrar de cenas as quais eu já havia vivido, e como de costume os meus pensamentos se deslocavam para outras cenas ainda não vividas, mas imaginadas. E era como se eu estivesse lá. Se faria diferença alguma? Não sei. Apenas voltei para aquele meu momento de escrita, entre o papel, a caneta e as meias palavras rabiscadas. Mas nada saía, as palavras permaneciam alojadas dentro de mim. Percebi que o café esfriava, e a chuva ainda caia vagarosamente e o frio me deixava mais gelada do que o normal. Apenas o triste frio lá fora e algumas pessoas tentando lavar a alma. Era a visão que eu tinha do alto do meu 6° andar. Sei que pareço triste, minha aparecia não está sendo lá as melhores possíveis. Embora eu não esteja tão triste assim, digamos que é o cansaço da vida, afinal a vida estraga as pessoas. Ou talvez eu esteja bem? Digamos que não. Posso dizer que me sinto confortável, se essa é a palavra certa. Sim, mas talvez não. Por mais que eu queira me sentir bem por toda minha vida, logo de manhã ou depois irei me desgastar com algo e não estarei tão bem quanto hoje. Mas logo as coisas se repetem, e eu estarei finalmente bem, e contente. E assim vai, é uma rotina! É a minha rotina. E como eu me desconcentro fácil demais, sobre a minha vida novamente não saiu nada, apenas meias voltas na sala de estar, e vagas palavras expostas nesse papel amarelado. E olha. Enfim, a chuva parou de cair. E o café se esfriou novamente.