Frase de Meire Moreira
Não me submeto à sua poesia Não Ela não me toca Não me atinge Não conversa comigo Suas palavras andam de um lado para o outro Afundam e emergem Rasgam as vestes em praça pública Mas nada... Nada acontece Eu sigo Domei suas mentiras Assinei um contrato de sanidade comigo Seus gafanhotos não devoram mais A minha plantação Nem sua estiagem compromete minha colheita Não olhe mais para mim como se eu fosse Um boneco de argila que você vai moldando Me poupe de te odiar Me deixe seguir em paz e sem arrependimentos Não somos mais um do outro Nunca fomos Pare de espalhar cacos de vidro onde eu posso passar Me deixe respirar sem esbarrar em você Me deixe ser quem eu era Quem eu fui Quem ainda posso ser Saia de mim sem ser expulso.
No pensador.ai desde