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Frase de Lucas Rizzotto

Tempo Sabe, vim andando a passos largos. Nem bem sabia por que tanta pressa, Apenas sentia o vento em meu rosto, As árvores ao meu lado que rapidamente ficavam para trás. Via no chão a minha sombra ora aumentar, ora diminuir. Sabe, agora andava a passos normais. Mas sabe, nunca soube andar normalmente. Sou torto de nascença. Agora podia sentir meus pés tocando o chão. O suor rolando em minha face. O piar dos passáros, o sopro do vento. Sabe, passou o tempo, agora ando em passos curtos. Vejo todos passarem por mim rapidamente, Sinto o vento a querer levar-me para trás. O suor já não escorre, eu já não corro. Ando de um jeito desengonçado. A sombra hoje demora a aumentar e diminuir. Sabe já não lembro de muitas coisas, pois já se passaram tantas. Sabe, já não estou mais aqui. Sou como um filho do céu, sopro no vento. Sorriso no chão, lágrima ardendo.

Lucas Rizzotto

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Lucas Rizzotto

O amor nunca estará à venda. Na banquinha do amor, existiam vários sabores à venda. E como se já não bastasse poder comprar o amor, ele estava na promoção. Inquieto, um dos visitantes pôs-se a prová-los. Todos os cheiros e sabores, como todo bom curioso.
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O amor nunca estará à venda. Na banquinha do amor, existiam vários sabores à venda. E como se já não bastasse poder comprar o amor, ele estava na promoção. Inquieto, um dos visitantes pôs-se a prová-los. Todos os cheiros e sabores, como todo bom curioso. Mas, na banquinha não falava, que para conhecer um a um, eram necessários anos, mesmo que em uma fração de segundos. Permaneci imóvel, correndo apenas com os olhos conseguia ver todos os potes coloridos. Uma senhora, já ampadara por uma bengala, notou minha faceta de curiosidade, e com um sorriso, falou: "Bom menino, fiz o mesmo que você. Usei apenas os olhos para ter a certeza de que não era necessário abrir todos os potes, para provar tudo o que o amor pode nos dar."

Xícara Vapor saindo da chaleira, Era a água no limiar do seu fervor,
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Xícara Vapor saindo da chaleira, Era a água no limiar do seu fervor, Vaporizando-se com o agitar de suas moléculas, Sendo o algoz dos cubos de gelo. Levada pela mão de quem quer servir a xícara, Sobrevoando aquela sala já sem saída, Jaziam meus últimos minutos, Até ser absorvida. Repousaria no oval de uma xícara, Que gélida, branca e límpida, Jamais esperaria, O calor de minhas gotas. Já banhada, quente e suada, Expelia seu sabor em forma de fumaça, Feito nevoa em tempestade, Com sua espuma de não realidade. Das profundezas do seu líquido enegrecido, Até poderia salpicar grãos de açúcar, Para temperar o líquido a ser bebido. Doce ou amargo.... Forte ou fraco.... Com a colher faziam ondas, Pequenos turbilhões, Que ora me adoçam, ora me amargam. Feito uma dose de whiskey e suas alucinações. Mas se do café fiz minhas letras, Mais uma xícara em branco ficaria. Pois não sou a àgua quente que também esfria, Muito menos o café que um dia termina.