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Frase de Valdemi Cavalcante Teixeira

MÃE! Hoje eu te agradeço! Pois o que fez não tem preço, Quando me amamentou. Serei grato para sempre Pelos nove meses em que vivi no teu ventre, Por isso é que hoje vivo eu estou. Obrigado por ter me dado um ninho. Por ter me dado um nome. Por ter me dado carinho E ter me transformado num homem. Meu coração não aguenta mais a distância. Lembro da minha infância No tempo em que eu era tão feliz, Quando eu tinha teu colo. E hoje distante eu choro, Porque um dia eu quis Conhecer o mundo E aprender coisas diferentes. E esqueci que o amor de mãe é profundo E dura eternamente! Perdoa-me a ausência, Pois permiti a influência Deste mundo tão sombrio. E hoje vivo distante Pensando em ti a todo instante E percebo o quanto fui frio, O quanto fui tolo Quando deixei meu lar E perdi o teu colo Pra vir tão longe morar. Seu filho ainda vive! Ainda hoje estive Pensando em ti a chorar! Cumpre missão tão linda Sabendo que ser mãe é sua sina! Pelo filho vive a rezar! Pede para ele proteção De todos os Santos, Nesta hora fala alto o coração E ela se banha de prantos! É sempre mãe na alegria e na dor! Mesmo se não lhe é dado o devido valor Ela não se aborrece. E quando fala no filho Seus olhos se enchem de brilho E coração se amolece! E tudo faz para ajudar o filho ingrato, Mas esse não reconhece Todo o amor que lhe é dado, Mostrando que nem sempre o merece! Continua sendo mãe mesmo diante da ingratidão, Perdoa se o filho lhe esqueceu na solidão, E continua firme por ele a rezar. E se o filho se encontra doente A mãe sofre intensamente Pedindo a Deus para que ela morra em seu lugar! E morrendo parte para os Céus Para junto do Pai ficar! Onde será coroada por Deus. Se torna Rainha, mas do Alto, ao filho continua amar!

Valdemi Cavalcante Teixeira

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Pensador.com

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⁠NOSSA HISTÓRIA Saudades daquelas tardes fagueiras, Em que eu e você trepávamos na mangueira,
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⁠NOSSA HISTÓRIA Saudades daquelas tardes fagueiras, Em que eu e você trepávamos na mangueira, Escondidos da ira da titia! No delicioso café da matina Me convidava para corrermos pela colina, Sentindo no rosto o frescor da ventania! Eu, você e o canto dos bem-te-vis, Cheios de amores, suspiros infantis, No esplendor contagiante da tua alegria Que me levava ao delírio, empíricos desejos, Quando sentia teus afagos, provava os teus beijos; Adorava estar sempre na tua companhia! Eram momentos intensos de amores joviais, Escondidos na colina, em gozos divinais, Até o dia em que fomos pegos pela Maria! Destemido, enfrentei-a, venceu a ira tremenda; Envergonhado e triste, fui expulso da fazenda; Tive que vir morar no sul fugindo da Bahia. Restou-me a saudade do tempo de criança, Eternizada na doce lembrança De nós dois no sertão em plena sintonia! Passou-se décadas dos dias de outrora, Mas eu me lembro a cada minuto e hora, Do quanto eu amava quando contigo pro campo fugia...! Foi quando adulto, encontrei uma morena, Meiga, magra, linda e pequena, De olhar doce, transparecendo magia, Me causou vertigens, lapsos de memória, E eu não quis acreditar que nossa história Pudesse um dia ultrapassar as barreiras do sertão da Bahia! VALDEMI CAVALCANTE TEIXEIRA

O TEMPO Para todo mal o tempo é o melhor remédio! Não existe mal que o tempo não cura.
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O TEMPO Para todo mal o tempo é o melhor remédio! Não existe mal que o tempo não cura. Cura doença, desavença e até loucura, cura paixão, desilusão e também cura o tédio. Dê tempo ao tempo sem perder tempo, pois ao tempo não se contradiz. Dê tempo ao tempo se não é tempo de ser feliz. Dê tempo ao tempo, não só por um momento, mas por gerações se preciso for. Pois o tempo, esse relógio do universo, quando se transforma até em verso pode curar até mal de amor! E se na dor ou na alegria, o problema é o tempo ou o contra tempo, no tempo eu me reinvento dando tempo ao tempo todo dia! São Bernardo do Campo, 24/12/13 - Valdemi