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Frase de Israel Soler

MINHA ESCURIDÃO É INFINITA Eu medi a minha escuridão e descobri que ela é infinita. Diante disto, propus-me a me olhar com outros olhos. Procurei luz na alma, mas só havia sombras. Isso inquietou-me diante da improbabilidade de ver a luz. Então me recolhi, mantendo-me na minha pequena insignificância, porém, não me dei por vencido. Eu já tinha visto a luz, mas o ego a sufocava. Procurei me despir dele; havia camadas, e lutei com as forças que me restavam. Eu estava cego, pobre de espírito e nu! Mas quem disse que eu estava nu? Meu próprio ego. A briga sempre foi intensa, de causar exaustão. Procurei sair da bolha em que me meti. Tentei alçar voos, mas sempre era reprimido. Quase tudo que me cercava eram trevas, devido à bolha. Tornei-me um monstro, um ser sem vida, buscando vidas em outras dimensões. A batalha dual se acirrou, sendo que eu mesmo era o espectador. Eu torcia pelo mais forte, só que, no momento, o mais forte era o obscuro. Os outros "eus" que existem em mim, ambos os lados, não levantavam a bandeira branca, e eu seguia inquieto na expectativa do vencedor! Por fim, alcancei o chão e, de espectador, resolvi entrar na briga. Foi quando comecei a enxergar um filete de luz na minha vasta escuridão!

Israel Soler

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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GINÁSTICA LABORAL Riso travado em ambiente fechado A piada é o tempo que foi leiloado Movimentos ensaiados pra não desabar A tragédia moderna é esquecer de estar Alongam-se corpos em rituais de gesso Esquecem a vida, a origem, o preço A engrenagem exige postura e sorriso Enquanto a essência perde o seu juízo A causa revela a nulidade no ar Numa ginástica laboral pra disfarçar Consumindo anseios secando canais Cortando conexões ancestrais Se fosse cômico a gente ria no fim Mas não é cômico, é trágico pra mim A ilusão consome a força e a voz E a engrenagem devora o que sobrou de nós Estique o braço e finja o motivo A nulidade consome o que era vivo A causa parecia nobre, gigante Mas é só fumaça num palco distante.