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Frase de J. Krishnamurti

Vejam, senhores, vocês observam um pôr do sol encantador, uma bela árvore num campo, e logo que olham alegram-se completamente, inteiramente, no entanto, retornam a isso com o desejo de deleitar-se de novo. O que acontece quando voltam com o desejo de alegrar-se novamente? Não há alegria nenhuma, porque é a memória do pôr do sol de ontem que está agora fazendo vocês voltarem, que os está impelindo, incitando-os a alegrarem-se. Ontem não havia memória alguma, só uma apreciação espontânea, uma resposta direta, no entanto, hoje estão desejosos de recobrar a experiência de ontem, ou seja, a memória está interferindo entre vocês e o pôr do sol. Portanto, não há nenhuma alegria, nenhum esplendor, nenhuma plenitude de beleza. Novamente, vocês têm um amigo que lhes disse alguma coisa ontem, um insulto ou uma cortesia, vocês retêm essa memória, e com essa memória vocês encontram seu amigo hoje. Realmente não encontram seu amigo – carregam a memória de ontem, que intervém; assim, continuamos cercando a nós próprios e as nossas ações com memória, portanto, não há nenhuma inovação, nenhum frescor. Essa é a razão pela qual a memória torna a vida cansada, enfadonha e vazia.

J. Krishnamurti

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Pensador.com

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Outras frases de J. Krishnamurti

Essa é a razão pela qual a memória (dos fatos vividos) torna a vida cansada, enfadonha e vazia.
Certamente há alguma outra qualidade que seja essencial para a felicidade. A felicidade não é um fim, não mais do que a virtude. A virtude não é um fim em si mesma, ela proporciona liberdade, e nessa liberdade há a descoberta. Portanto, a virtude é essencial. Com efeito, uma pess…
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Certamente há alguma outra qualidade que seja essencial para a felicidade. A felicidade não é um fim, não mais do que a virtude. A virtude não é um fim em si mesma, ela proporciona liberdade, e nessa liberdade há a descoberta. Portanto, a virtude é essencial. Com efeito, uma pessoa não virtuosa está escravizada, em desordem, deslocada, perdida, confusa, entretanto, tratar a virtude como um fim em si mesma ou a felicidade como um fim em si mesma tem muito pouco significado. Portanto, felicidade não é um fim.

Nossa vida é uma sucessão de demandas por conforto, por segurança, por posição, por plenitude, por felicidade, por reconhecimento, e também temos raros momentos de desejo de descobrir o que é a verdade, o que é Deus. Portanto, Deus ou a verdade tornam-se sinônimos de nossa satisf…
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Nossa vida é uma sucessão de demandas por conforto, por segurança, por posição, por plenitude, por felicidade, por reconhecimento, e também temos raros momentos de desejo de descobrir o que é a verdade, o que é Deus. Portanto, Deus ou a verdade tornam-se sinônimos de nossa satisfação. Nós queremos ser gratificados, portanto, a verdade torna-se o fim de toda busca, de todo empenho, e Deus transforma-se no último lugar de descanso. Movemo-nos de um padrão a outro, de uma gaiola a outra, de uma filosofia ou sociedade para outra, esperando encontrar felicidade, não apenas a felicidade no relacionamento com as pessoas, mas, também, a felicidade de um lugar de descanso onde a mente jamais será perturbada, onde a mente deixará de ser torturada pelo seu próprio descontentamento. Podemos colocar isso em palavras diferentes, podemos usar diferentes jargões filosóficos, mas é isso o que todos queremos – um lugar onde a mente possa descansar, onde a mente não seja torturada por suas próprias atividades, onde não haja sofrimento nenhum