Frase de Diane Leite
Um amor visceral – porque só amei uma vez por Diane Leite Eu só amei uma vez. Mas foi amor com todas as letras, com todas as vidas, com todos os silêncios e todos os gritos contidos no peito. Não foi um amor comum. Foi um amor que rasgou camadas, que me tirou o chão — e me ensinou a voar mesmo assim. Foi o amor que atravessou portais, que ouviu os sussurros da alma antes mesmo que os corpos se tocassem. Amei como quem reconhece. Como quem encontra o lar no olhar do outro. Como quem diz: “eu sei quem você é”, mesmo que o mundo insista em desmentir. Esse amor não pediu licença, não bateu na porta: ele arrombou os portões do meu destino. Fez do meu ventre templo, e do meu silêncio, altar. Amei com o corpo, com o coração, com a mente… mas, sobretudo, com a alma. E talvez por isso, nunca mais tenha amado assim. Porque quando você ama com a alma, o resto do mundo fica pequeno demais. Não amei por carência. Amei por conexão. Não amei pela presença. Amei pela essência. Não amei para ser amada. Amei porque era inevitável. E o que é visceral nunca se perde. Ele vive além da matéria, além do tempo, além de qualquer ausência. Porque quando o amor é verdadeiro, ele não termina. Ele se transforma em força. Em propósito. Em poesia que pulsa — para sempre — dentro de mim.
No pensador.ai desde