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Frase de José Laércio do Egito

TAO TE KING - LAO-TSÉ VERSO 4 - INTERPRETADO POR JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO O Mestre não deve esperar que o discípulo chegue à Perfeição Absoluta, desde que por mais que procure dentro do relativo ele jamais chegará à uma coisa chamada, Deus, Perfeição, ao Tao pois somente no Infinito encontra-se a Perfeição, Nele está contido tudo, a Ele coisa alguma pode ser tirada ou acrescida." O Tao é o vazio inesgotável, e a fonte do profundo silêncio, que o uso jamais desgasta. Desvalores e valores são próprios do mundo dialético, relativo, portanto condições ainda distantes da Perfeição. "O Tao é como um vaso inesgotável, mas vazio. Mesmo vazio contém o segredo de toda plenitude" O Mestre não deve julgar-se perfeito mesmo se ainda estiver imbuído de valores que os considera pureza, pois a pureza ainda está distante da cientificação perfeita. A Perfeição Absoluta está no Tao e o Tao é o vazio inesgotável. Enquanto o ser tiver qualidades ainda não chegou à Perfeição. "O mestre cheio de conceitos, de hábitos, de pontos de vista dogmáticos, jamais poderá captar o sentido real do Tao, que se expressa justamente pelo vazio" O Mestre pelo exemplo pode apenas induzir a marcha própria de cada discípulo no sentido da vacuidade de onde, observando o caminho do Mestre, ele siga o seu na busca da perfeição, sinta o Tao, "Origem de todas as plenitudes do mundo". Do "vazio do Tao" todas as coisas procedem assim na caminhada própria correta o discípulo pode encontrar e trazer valores mediante os quais à cada dia ele chegará mais próximo da perfeição. Não são repressões, condenações e nem mesmo exaltações que conduzem o discípulo à perfeição pois nos ensina o Tao Te King: "Suavizai o corte, desfazei os nós"... O Mestre não deve tornar o caminho do discípulo nem árido, afim de que ele não o abandone, e nem muito suave: "Diminui o brilho, deixar que as rodas percorram os velhos sulcos". O Mestre não deve interferir diretamente na caminhada do discípulo, deixar que cada um siga o mesmo caminho que outros percorreram, mas pelo exemplo mostrar o sulco mais eficiente. A carroça segue melhor nos velhos sulcos deixados por outras carroças que já trilharam o mesmo caminho. O Mestre deve considerar seu próprio brilho a fim de se harmonizar com a escuridão do discípulo; não deve salientar seu brilho para que não ofusque o discípulo. " ILUMINAR PÁSSARO À NOITE É TORNÁ-LO MAIS CEGO AINDA ". O Mestre deve ser um farol mas se necessário diminuir o seu para poder se harmonizar com a escuridão dos outros. Isso indica que a luz deve ser mostrada gradativamente ao discípulo, pois se ela se apresentar muito forte este se desestimulará julgando não poder chegar tão distante.

José Laércio do Egito

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Pensador.com

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TAO TE KING - VERSO 7 - DESPRENDIMENTO (INTERPRETAÇÃO) Neste verso Lao Tsé fala do desprendimento quando inicia dizendo da pouca duração daquilo que é auto-sustentado. Fala da duração do céu e da terra e diz ser decorrente de uma base de sustentação fora deles mesmos. "O céu e…
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TAO TE KING - VERSO 7 - DESPRENDIMENTO (INTERPRETAÇÃO) Neste verso Lao Tsé fala do desprendimento quando inicia dizendo da pouca duração daquilo que é auto-sustentado. Fala da duração do céu e da terra e diz ser decorrente de uma base de sustentação fora deles mesmos. "O céu e a terra perduram por não serem egoístas, mas por existirem para o bem de toda a criação". Perdura tudo aquilo que é desapegado, conforme disse Jesus " Quem quiser salvar a sua vida ( ego) perde-la-á, mas quem perder a sua vida ( ego) por amor a mim ( Eu ) este a salvará" - Rhoden. O Mestre que entende isto procura não ser egoísta, dar tudo de si sem esperar exaltações como retorno. O mestre deve reprimir o egocentrismo servindo aos seus discípulos de uma forma desprendida, colocando o bem estar deles acima do seu próprio. Assim ele estará indiretamente realçando a sua pessoa. A força do Mestre está naquilo que ensina e não em si mesmo, assim não deve tomar como base de sustentação a si mesmo e sim aquilo que ensina. Isto é o não ser egoísta, valorizar o Eu em detrimento do ego. O Mestre é mais reconhecido e o seu nome perdura por mais tempo quando coloca o bem-estar dos discípulos acima da sua própria pessoa. Sendo desprendido ele dá realça a própria pessoa. "O verdadeiro artista é aquele para quem a obra não tem importância pessoal". É assim que atua a natureza, é por isso o céu e o mar perduram; por não serem egoístas e estarem desde sempre ao serviço da criação. O mestre será muito mais eficiente se estiver consciente como a Lei Natural atua. Ensinar é ser desprendido...é esquecer-se de si próprio em benefício de todos. O mestre ao esquecer-se de si, será mais lembrado pelos discípulos. Reprimindo o ego-centrismo o Mestre torna-se cada vez mais eficiente.

TAO TE KING - VERSO 6 - INTERPRETAÇÃO Neste verso Lao Tsé fala da profundeza do vale, isto é, da incomensurável profundeza do Absoluto, fonte de todas as coisas, comparando-o à mãe de tudo quanto existe, de onde originam-se todas as coisas e eventos. Todo conhecimento pré-exist…
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TAO TE KING - VERSO 6 - INTERPRETAÇÃO Neste verso Lao Tsé fala da profundeza do vale, isto é, da incomensurável profundeza do Absoluto, fonte de todas as coisas, comparando-o à mãe de tudo quanto existe, de onde originam-se todas as coisas e eventos. Todo conhecimento pré-existe no seio da "Mãe". O Mestre deve ser apto em retirar da fonte o conhecimento preexistente, por isso não deve se preocupar com a apresentação do ensinamento. Em harmonia com a fonte, tudo recebe do seio da mãe. "Procura o Reino de Deus e tudo o mais te será dado por acréscimo" Evangelho. Ao Mestre basta saber acessar o conhecimento e assim não precisa preocupar-se com a apresentação do conhecimento. O discípulo em harmonia também não duvida e nem contesta os ensinamentos recebidos, apenas examina-os para perceber a origem. O Mestre deve ter empenho em manter-se em sintonia com a Mente Universal afim de não apresentar ilusões em vez de conhecimentos oriundos do "seio da Mãe". Diz o Tao Te Ching: "... pela porta da Fêmea Misteriosa o Um fez-se dois, e os dois transformaram-se nas dez mil coisas. É dessa Fêmea que brotam o céu e a terra". O mestre deve saber que o conhecimento não pode ser criado, apenas pode ser captado. O Mestre que assim entende é por natureza humilde, jamais assume para si méritos por aquilo que provém do absoluto. O Mestre sabe que o conhecimento verdadeiro não procede do ego mas sim do Eu.

TAO TE KING - LAO-TSÉ - INTERPRETAÇÃO DO VERSO 5 Para o Universo e para a natureza nada e nem ninguém é superior ao outro, nada nem ninguém é inferior ao outro. Do mesmo modo, é assim que a Lei Natural funciona em relação a todas as coisas que existem.
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TAO TE KING - LAO-TSÉ - INTERPRETAÇÃO DO VERSO 5 Para o Universo e para a natureza nada e nem ninguém é superior ao outro, nada nem ninguém é inferior ao outro. Do mesmo modo, é assim que a Lei Natural funciona em relação a todas as coisas que existem. Cega é a lei natural e imparcial a sua justiça, pois o Infinito não tem atributo algum, são os finitos Quem lhes atribui os seus próprios atributos. Assim, diante do Tao o Mestre não vale mais e nem é superior aos seus discípulos, assim também nenhum discípulo é superior a qualquer outro. Ninguém é beneficiado ou prejudicado por ser quem é. Todos os discípulos tem a mesma dignidade independentemente do seu grau de inteligência, raça ou filiação. Todos deverão ter as mesmas oportunidades de manifestação das suas capacidades e acompanhamento do Mestre. O Mestre não busca ter predileções por determinado discípulo, deve estar aberto a todos. Jesus não tinha predileção por João mas João parecia ser o predileto porque sempre estava mais próximo de Jesus mas não por predileção do MESTRE. O mestre atende Àquele que lhe procura, e o discípulo que mais procura mais recebe, mas isto não pode ser ditado por predileções. A luz da consciência brilha de modo igual para o que é agradável e para o que não o é. Ninguém deve ser realçado e muito menos o Mestre deve desperdiçar o seu tempo procurando ser especial! Um pouco de humildade faz parte da ordem das coisas. O discípulo, mesmo parecendo vazio, tem algo para ensinar ao Mestre. O Mestre não deve desperdiçar palavras, se não houver ouvidos para escutá-lo é preferível manter-se em silêncio pois do contrário termina esgotando o conhecimento e então tem que ficar calado. É um como um fole que não esta sendo operado. Quando existem ouvidos para escutar, o Mestre deve ser como um fole, esvazia sem exaurir-se, nunca lhe falta alento pois a fonte do conhecimento, o Tao é inesgotável. O Mestre, agindo em consonância com o Tao, quanto mais ensina mais tem para ensinar, quando mais ensina mais aprende, quanto mais faz mais tem para fazer, é como um fole que sempre tem uma fonte para se suprir. É ao discípulo que cabe saber manobrar o fole pois se o fizer corretamente o seu alento permanece, assim sempre tem para aprender e aquele que aprende tem para ensinar. O contestar do discípulo é como o tentar devolver ao fole o alento recebido acrescido do seu próprio. Assim, o fole não pode funcionar de forma adequada. Ao discípulo cabe operar corretamente o fole para tirar cada vez mais conhecimentos e usar aqueles que forem importante para sua caminhada. Aquilo que não interessa a um discípulo pode ser exatamente o que interessa a um outro. O ensinamento falado está pode exaurir pois consome energia, mas ensinamento pelo exemplo, pelo modo de ser próprio não exaure o Mestre, pois trata-e da sua própria maneira de ser.