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Vivi por muito tempo em um mundo onde só existiam coisas boas. Um lugar onde todas as pessoas eram boas, os dias eram bons, o sono era bom, o cansaço era bom, e o dia seguinte era sempre esperado com ansiedade.
Um lugar onde só existia alegria, risadas, lealdade, amor, amizade. Onde o sol brilhava cada vez mais forte e a chuva era motivo de comemoração... Onde os sonhos eram todos possíveis, como se nada nem ninguém pudesse destruí-los. Um lugar onde a esperança era aquela que nunca morria, onde as preocupações com o futuro era todas deixadas pra depois.
De repente, abri os olhos, e vi um mundo surreal a minha volta.
Um mundo no qual existiam pessoas más, dias ruins, o sono já se tornava um pesadelo, pois as preocupações tomavam conta. E o fim do dia, só nos fazia pensar, se realmente era ali que deveríamos estar. E o dia seguinte só nos trazia medo.
Nesse mundo, não existia mais só risadas, alegria, lealdade, amor e amizade. Tudo isso se transformava em uma mistura de sentimentos, onde a alegria era tristeza, a lealdade se tornava falsidade, o amor era pequeno demais, e as amizades, raramente verdadeiras.
Me vi perdida, em um lugar totalmente desconhecido, onde as pessoas que eu achava que conhecia, me surpreendiam. Um ambiente de puro medo, insegurança, e principalmente dúvidas, muitas dúvidas.
Só então que eu percebi que naquele momento, quando eu abri os olhos de verdade, é que eu enxerguei as coisas com mais clareza. E então pude ver, que aquela menina dos sonhos indestrutíveis e da esperança inabalável havia crescido, e aprendido que nada é como pensamos.
Os sonhos ainda continuam fortes. A esperança ainda esta viva, apesar de um pouco abalada. A alegria de viver ainda existe. E os sentimentos verdadeiros, eu também ainda acredito.
Apesar de vivenciar muitas coisas muito próximas a mim, que me fizeram duvidar se as pessoas realmente são merecedoras de uma segunda chance. Ainda acredito nas pessoas.
Porém, ainda não encontrei realmente o meu lugar nessa loucura toda, chamada “vida”.
Mas de uma coisa eu sei, das coisas que vivi, que aprendi, eu tirei apenas as coisas boas, e é assim que continuo seguindo, e sei que ainda tenho muito que aprender e viver. O que me mantém viva, é simplesmente a vontade de ver aquilo que vai mais além do que os olhos podem ver, e o coração, sentir.