Frase de Robin S.25
Prefácio dos Deuses A dama nívea, sob umbra prece, ora. Um cântico aos velhos Deuses Sob o seu pranto, o legado umbra aflora, com um apetite que não sacia Consumida em pecado de outrora. Da antiga profecia, eis a proa O antigo Deus há de tomar forma Da mácula de alvor que ecoa, A vergonha de sua graça esquiva. Ecoa das ruínas em língua arcaicozoa. A seu reino a noite sempiterna ativa, sob o véu de breu que tudo cobre. Um ancestral tornar-se-á carne viva, com cheiro acre de terra e sangue pobre. A dama nívea, sob umbra prece, ora. Cantiga dos Deuses celestiais. No seu pranto, o legado umbra aflora, Qual trevas no âmago dos olhos, Torna turva a vista, qual névoa que devora. Tal negror de seus olhos caíra, Que lhe maculam o vestido alvíssimo. A profecia dos Deuses já se cumprira. Sob sua formosura, destoa o desespero. O eco dos antigos hinos ressurgira. Ainda que finde por amor infame, um laço de dor e volúpia impura. Ungirá com prece o berço do infante, sob a névoa fria que perdura. Embora as sombras o mundo sele, Lavar-lhe a alma em sangue e culpa Saudando o ser das rúnicas delecele. * Vindo à terra a noite oculta. Vagando de seu lar, tão apartada, A dama nívea, jaz sob sangue e pecado. Sua alma sobre o abismo jaz deitada. Donzela nívea, sob umbra orando ao lado. No encanto de seus olhos de cristal, Ao menos santa sua esperança é alçada. Cantiga dos Deuses de outrora, afinal. Em seu último pranto, a escuridão selada.
No pensador.ai desde