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Frase de Matheus N. (Nassi)

⁠Ele era marrom. Marrom tipo essas cores de barro, de terra, de chão onde a gente finca as raízes, sabe? Eu era azul. Como o céu, como o mar, como alguns rios, como a imensidão, como a profundidade, entende? Nós eramos distintos e talvez nunca nos tocaríamos, mas aí veio a chuva; A chuva que era um pedaço do céu que caía na terra e o arrastava pra dentro de mim. O problema é que pra terra, o importante é ter raízes, flores, árvores, vegetação que não sobreviveria muito tempo ao meu toque, e eu, água, passei a observá-lo de longe enquanto esperava a chuva. E foi na época de estiagem que entendi que eu, rio ou céu, também tenho terra em mim, no fundo, mas que não se deixa ser levado pela minha correnteza, mas que ainda assim me fazia sentir bem por simplesmente saber que ela estava lá. Não teve chuva, não teve “desaguar em mim”, não teve nada. Só teve eu. Eu rio, seguindo em frente enquanto sofria depois de me permitir a ter solo em mim, mas que percebi que esse solo esse não me pertencia, mas que o vento me deixava acreditar que também poderia ser meu, tique que seguir meu curso. Nunca as árvores foram tão bonitas, ou as flores tão coloridas, nunca mais me vi passando em baixo da linha do trem ou pude observar a terra onde tanto amei. Só fui, tive que seguir. Os galhos que se escondiam no profundo de mim, me arranhavam enquanto a minha correnteza me arrastava, isso doía, mas ensinava: Eu era rio, ele era terra, e isso, sempre nos era lembrado todo dia pelos pássaros que nos cercavam e se sentavam à minha margem. SOMOS DIFERENTES E ISSO É DURO. Não podemos ter tudo, e eu tive que aprender enquanto chorava.

Matheus N. (Nassi)

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Matheus N. (Nassi)

Me tomas como velha companheira; Se agarras a mim como parasita; Suga do meu ser, a minha existência (e tenta levar contigo)
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Me tomas como velha companheira; Se agarras a mim como parasita; Suga do meu ser, a minha existência (e tenta levar contigo) Me deixa pra baixo, me xinga, me bate, acaba comigo e... Quem sou eu? Como sou eu sem ti? Há um eu onde não me abuses? Por que eu? Por que assim? Por que? Sinto, ainda hoje, tu rastejando dentre minhas entranhas querendo sair; Mistura de dor com desassossego que teima em habitar em mim; Me causa ânsias, náuseas, vômitos, mas não se desprende (por que?) Deixe-me sorrir e expor verdade, aparta-te de mim, voe para longe e me deixe Deitado na cama eu espero, enquanto mal respiro, ajuda. [AJUDE-SE, AMIGO]