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Frase de Crislambrecht

Um grande muro cercava a cidade Vivo e alegre muro verde Entre seus sons Ante sua beleza Sob sua sombra Cresci Vivia em paz Protegido eu me aventurava em seus caminhos Mas como toda cidade Nesta habitavam seus vermes E logo vi uma negra nuvem Anunciando a destruição Estalos como aplausos de uma grande plateia Trazidos pelo vento forte E o calor E o fogo Fez-se noite E ao lado da minha casa Queimava tristemente o muro Este que parecia tão poderoso Não pôde conter as chamas Não pôde proteger filhos nem pais Via os pequenos pássaros mergulhando no mar de fogo Beija-flores com seus bicos cheios d’água Mas nada pôde parar O fogo ergueu-se aos céus E tudo queimava Num horrendo espetáculo O grande muro não foi ao chão Reergueu-se Reverdejou-se Não desistiu Serviu novamente de abrigo As cinzas logo se enterraram Algumas cicatrizes permaneceram Mas ele estava ali As lágrimas pertenceram à um grande susto... O tempo foi passando A cidade o muro não pode conter Esta criatura infestada Pôs no vivo muro Ferozes feras de metal Seu ronco anunciou: “É chegada a hora do massacre” Vi de perto O muro descendo aos poucos Aos prantos gritava Ninguém podia ajuda-lo Corações de metal Movidos a sangue negro Sem qualquer sentimento Mortos Matando O muro que me protegeu Finalmente cedeu E o que me sucedeu Foram fortes sentimentos Uma grande lição Infelizmente foi triste Como sempre E agora vão devorar o meu lar E continuam a querer me devorar Mas jamais serei digerido por tais vermes Queimarei quantas vezes precisar Sou feito do muro Cresci em suas entranhas Sou feito dos seus sonhos Talvez eu seja seu único herdeiro Eu o amo Ele é eterno Viverão em mim Para sempre As lembranças dos seus caminhos Tua sombra protetora Teu cheiro Teu grande poder Sou a tribo de um só índio

Crislambrecht

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Pensador.com

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Indo de Volta 14022012 Acordei tão cedo que nem pude me ver no espelho, apenas saí pelas ruas sob o orvalho censurador. Passou por mim um jovem loiro, cabelos compridos amarrados e com um boné sobre eles. Pedalava com certo entusiasmo, conforme tocava seu mp3 Player. Antes que…
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Indo de Volta 14022012 Acordei tão cedo que nem pude me ver no espelho, apenas saí pelas ruas sob o orvalho censurador. Passou por mim um jovem loiro, cabelos compridos amarrados e com um boné sobre eles. Pedalava com certo entusiasmo, conforme tocava seu mp3 Player. Antes que pudesse cumprimenta-lo ele passou por mim, tão rápido que levou consigo alguns anos. Alguns metros depois eu já não via mais nada, a escuridão da noite chuvosa me fez correr em direção à luz. Próximo do nada eu me refugiei do gelado choro em uma construção. Por mim passaram dois jovens com o mesmo nome, muito amigos, que andavam sem se preocupar com a chuva. Passados alguns segundos, a nuvem deu lugar ao sol, a chuva aos ventos, esses me distraíram e eu nem pude ver pra que lado foram os dois jovens. Estava muito frio, e as feridas que se abriram com a areia do vento ardiam ao sol. Encontrei abrigo em um colégio, onde vi as sementes de um possível amor, essas eu vi sendo semeadas de volta para suas flores e desaparecendo posteriormente. Vi o fim do começo de uma banda, eram três amigos, foram se desconhecendo e se desencontrando, dois deles começaram uma amizade lentamente antes do terceiro nascer de um grande impacto e transformá-los em melhores amigos. Voltavam de suas casas e entravam sorrateiramente em festas. Depois de tantas viações em marcha ré, vi o início de uma grande amizade começando aos poucos até deixar de existir. Logo então vi dois irmãos ficando cada vez mais jovens e mais inteligentes, mais preciosos, mais inocentes. Vi eles desaprendendo e ganhando muitas coisas das poucas que desejaram. Logo depois vi um casal apaixonado, fazendo juras de amor em uma igreja, e eu só olhava, pois tinha acabado de acordar e não tinha forças para questionar. Eu acordei em queda livre, me libertei no final da queda, e não me importei com a escalada. Aproveitarei ao máximo a subida, sempre lembrando do tanto que me elevei enquanto caía.