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Frase de Iolanda Valentim

Dois minutos a mais para ela se levantar da mesa e ele não esbarraria nela. Uma escolha errada de título para ela ler enquanto toma café e ele não falaria que já leu esse livro e que é bom demais. Ela não convidaria ele para sentar se a amiga não tivesse furado ou se ele não tivesse cortado o cabelo semana passada. Ela achava que caras de cabelo comprido eram idiotas. Maior atenção ao deitar na cama semana passada a faria não quebrar o óculos e ela não estaria piscando sem parar por causa das lentes. Ele não acharia que ela estava flertando com ele. Não se encorajaria pra pedir o número, o e-mail, o facebook. Se não fosse a preguiça de procurar outra bolsa pela manhã, ele não repararia que a bolsa surrada dela é cheia de bótons das bandas preferidas dele. Eles têm muito em comum, ele pensou. Ela notou a blusa de banda dele e aprovou mentalmente. Coldplay. Ele comprou seis meses atrás e ela estava perdida embaixo das roupas sujas. Nem era a banda preferida dele. Mas tinha que usar alguma hora. Ele a olhou de perto e ela piscou de novo pra ele. Tá tão na sua, cara! Combinaram de se encontrar às 18h no cinema. Se não fosse o atraso dela, eles nunca iam perder a sessão, nunca teriam outro encontro porque no cinema ele ficaria sem reação e ela acharia ele um bobo. Nunca iriam pra praça à duas quadras de lá e ririam até doer o estômago porque ele tinha se sujado todo com o molho de cachorro quente. Ela limpou o canto da boca dele com o guardanapo dela enquanto ele a olhava fixamente. 1, 2, 3. Estava apaixonado pelas sardas e pelos olhos verdes e grandes dela. Na volta pra casa ele lhe emprestou o casaco e passou o braço ao redor dela depois de ter contado uma piada sem graça. 1, 2, 3. Ela também estava apaixonada. Chamem isso do que quiser. Minha palavra preferida é: destino.

Iolanda Valentim

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Iolanda Valentim

E permanece. Em cada milímetro de mim, cada parte do que eu sou. Cada saudade que eu sinto é um pouco de saudade sua também. Em cada frase que eu escrevo, uma palavra é dedicada a você também. Cada amor que eu tenho, é um pouco do seu.
E é assim que a gente vai vivendo, sabe? Errando pra aprender. Se decepcionando pra se proteger. Se machucando pra crescer. Chorando pra sorrir. A gente cai uma vez, pra aprender a se levantar em outra. No fim, tudo que for bom, verdadeiro, tudo o que realmente nos fizer bem, per…
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E é assim que a gente vai vivendo, sabe? Errando pra aprender. Se decepcionando pra se proteger. Se machucando pra crescer. Chorando pra sorrir. A gente cai uma vez, pra aprender a se levantar em outra. No fim, tudo que for bom, verdadeiro, tudo o que realmente nos fizer bem, permanece.

Às vezes é difícil não se machucar. Mas em alguns casos - como o meu - sempre é difícil. Sou sensibilíssima. Me dói qualquer palavra dita e mal interpretada ou algum gesto pequeno e imperceptível. Gosto de remoer e me doer até pelo que não aconteceu – mas poderia – e pelo que pod…
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Às vezes é difícil não se machucar. Mas em alguns casos - como o meu - sempre é difícil. Sou sensibilíssima. Me dói qualquer palavra dita e mal interpretada ou algum gesto pequeno e imperceptível. Gosto de remoer e me doer até pelo que não aconteceu – mas poderia – e pelo que poderá eventualmente acontecer no futuro. Até por coisas que deveriam passar despercebidas. Comigo, elas não passam e sim grudam no cérebro, me fazem pensar e sentir coisas ruins e querer correr pro lado contrário, amedrontada. Fico sentida por besteira e magoada por coisas bobas, sim. É mais um lado chato de ser exagerada: meus dramas também são.

"Nunca sequer gostei de refrigerante na vida, mas semana passada fui ao médico e ele proibiu terminantemente de beber. Saindo do consultório, me veio a vontade louca de tomar um gole e sentir aquele líquido gaseificado e aromatizado artificialmente passando pela minha garganta. N…
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"Nunca sequer gostei de refrigerante na vida, mas semana passada fui ao médico e ele proibiu terminantemente de beber. Saindo do consultório, me veio a vontade louca de tomar um gole e sentir aquele líquido gaseificado e aromatizado artificialmente passando pela minha garganta. No outro dia, nada mais já me importava na vida a não ser esse bendito fruto proibido. Eu só tinha olhos para o refrigerante. Só pensava no refrigerante. Acordava e ia dormir querendo refrigerante. Não por gostar, mas por saber que eu não posso. É mais ou menos assim com você."