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Frase de Rô Montano

⁠"A Eternidade dos Loucos" Vivo a loucura que o mundo condena, onde o tempo é ilusão e não tem amarras. Navego os mares da febre serena, onde o amor desafia as próprias barras. No proibido, traço meu caminho, onde a razão se dissolve em desejo. Beijo o abismo, danço sozinho, sem medo algum de cair no ensejo. As horas se perdem, sou vento errante, sou fogo que arde sem se apagar. Na pele que toco, sou chama vibrante, incendiando a noite sem hesitar. O tempo é tirano, mas nele não vivo, sou infinito onde o mundo é vão. Faço da vida um sopro impulsivo, que explode em versos, febril, sem razão. No teu olhar, um mistério sem nome, um eco de mundos jamais desvendados. E eu, insano, bebo e me some nas trilhas de sonhos há tempos sonhados. Se amar é loucura, então enlouqueço, sem freios, sem medo de me perder. Pois cada instante que em ti adormeço é tempo que escapa, sem mais se render. Não há finitude no que nos consome, no beijo que arde, no peito que clama. Somos delírio—sem leis, sem um nome— somos um tempo que nunca se apaga. E se um dia o mundo disser que é tarde, que amar assim é um erro, é vão... Seguirei rindo, pois quem arde não teme a noite, não teme o não.

Rô Montano

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Pensador.com

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Outras frases de Rô Montano

⁠"Refúgio na Eternidade" Há um barulho no mundo que não me deixa ouvir a minha própria alma. É tudo tão corrido, tão sem direção... Os homens passam por mim como vultos, perseguindo algo que não sabem nomear. Correm para onde? Fogem de quê? As torres brilham, mas brilham falsas.…
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⁠"Refúgio na Eternidade" Há um barulho no mundo que não me deixa ouvir a minha própria alma. É tudo tão corrido, tão sem direção... Os homens passam por mim como vultos, perseguindo algo que não sabem nomear. Correm para onde? Fogem de quê? As torres brilham, mas brilham falsas. São feitas de vidro, sim — e, por dentro, ocas. Há corações ali... ou apenas sombras? Eu me recuso. Recuso o barulho, a pressa, a vertigem de ter sem ser. Ergo meus olhos — mas não aos altares da modernidade. Não aos palcos, nem às telas que se alimentam de vaidades. Ergo meus olhos para o invisível. Para o que não muda. Para o que me chama quando o resto silencia. Ergo meus olhos para Deus. Nele, sim, há direção. Nele, sim, há casa. E então me pergunto: o que são os prazeres modernos, senão relâmpagos que não aquecem? De que vale o ouro, quando o peito geme em silêncio? Há vozes por toda parte; há mentiras emolduradas em telas. Mas minha alma — ah, minha alma — deseja chão. E encontra esse chão em Deus. Ele não muda. Mesmo quando tudo muda. Mesmo quando o chão treme. Mesmo quando a dor veste o rosto das manhãs. Ele é meu refúgio, meu lugar seguro, quando o mundo desaba em mim. Seu amor é um abraço invisível que me sustenta quando já não há mais nada. Sua voz... é como o vento leve nos dias quentes: não se vê, mas se sente. O mundo quer poder. Quer vaidade. Mas isso o torna cego por dentro. E os reis modernos, tão bem vestidos, caem sem fazer barulho — porque o vazio não pesa. Eu, ao contrário, descanso em Deus. É ali que respiro. É ali que existo sem me perder. Quando tudo falha — a ciência, a razão, os discursos tão bem ensaiados —, quando a alma geme por algo que não se compra, é em Deus que encontro a canção. A cura. O pão. E, principalmente, o silêncio que me devolve a mim mesma. Porque Ele é o lugar onde minha fé descansa... e floresce.

⁠O Refúgio da Minha Alma é Somente Deus Quando o ruído do mundo é tempestade, E a alma exausta busca algum abrigo,
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⁠O Refúgio da Minha Alma é Somente Deus Quando o ruído do mundo é tempestade, E a alma exausta busca algum abrigo, Não há poder, honra ou vaidade Que acalme o coração, senão o Amigo. As luzes deste século — vaidade! — Prometem paz, mas trazem só conflito. E o homem, em sua cega liberdade, Perde-se em si, sem Deus, pobre e aflito. Mas eu, cansado de buscar em vão, Achei nos Céus o amor que não se ausenta: Refúgio eterno em meio à confusão, Rocha de paz que toda dor enfrenta. Em Deus repousa o ser, livre e contente, Meu sol, meu norte, meu pastor presente.

⁠"Mãe" Ela não foi só corpo: foi alma,
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⁠"Mãe" Ela não foi só corpo: foi alma, foi prece, foi silêncio que entendia, abraço que curava. Ela partiu, mas ficou no café quente, no gesto distraído, no calor que vem do nada e me faz lembrar: mãe não morre, vira eternidade.

"A Eternidade Mora em Ti, Mãe" Mãe, em teus braços o tempo parece adormecer. É como se o mundo lá fora silenciasse, e tudo se resumisse ao bater do teu coração, ao sussurro manso da tua voz, que embala até a alma cansada. Em teus braços, a dor se dissolve como bruma ao sol da ma…
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"A Eternidade Mora em Ti, Mãe" Mãe, em teus braços o tempo parece adormecer. É como se o mundo lá fora silenciasse, e tudo se resumisse ao bater do teu coração, ao sussurro manso da tua voz, que embala até a alma cansada. Em teus braços, a dor se dissolve como bruma ao sol da manhã. Nada pesa, tudo encontra lugar: os medos, as culpas, os sonhos partidos. Teu colo é chão antigo, onde os passos da infância ainda ecoam. É abrigo que não cobra, é amor que não exige. É perdão que chega antes do erro, é presença mesmo na ausência, é eternidade guardada em gestos tão simples, que só o coração sabe entender. Em teus braços, mãe, volto a ser essência. Volto a ser o que fui antes da pressa, antes das dores do mundo. Em teus braços, sou inteiro — mesmo quando me sinto em pedaços. E, se um dia tua presença física me faltar, saberei, mesmo assim, que teus braços ainda me envolvem — invisíveis, mas reais. Eternos, como tudo o que é feito de amor.