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Frase de olihc2000

21 Por que você se foi? O que foi que eu te fiz? Em que momento meu abraço deixou de ser um lugar para ficar? Você escolheu partir. E eu fiquei. Fiquei com a casa cheia de silêncio, com as conversas que nunca terminaram, com a mania de imaginar como seria se você ainda estivesse aqui. Passei dias procurando respostas em detalhes que talvez nunca tenha existido. Revivi cada palavra, cada gesto, cada despedida disfarçada de "até logo", tentando descobrir onde eu poderia ter agido diferente. Mas no fundo, acho que nada mudaria. Porque quando alguém decide ir, não é o amor do outro que o faz ficar. Hoje é dia 21. O nosso dia. Hoje seriam seis meses. Seis meses de nós, de planos, de promessas, de uma história que eu ainda imaginava escrevendo. Mas fazem três meses que você escolheu colocar um ponto final. E, desde então, eu sigo aprendendo a conviver com a saudade de alguém que ainda existe em mim, mesmo tendo deixado de existir ao meu lado. Ainda dói. Dói porque eu não perdi apenas um amor. Perdi o meu melhor amigo, o porto onde eu acreditava poder voltar. Talvez um dia eu pare de esperar uma mensagem que nunca vai chegar. Talvez o dia 21 volte a ser apenas um dia. Mas hoje... Hoje ele ainda carrega o peso de tudo aquilo que nós poderíamos ter sido. E de tudo aquilo que você escolheu deixar para trás.

olihc2000

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Pensador.com

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⁠Entre os escombros, você Eu te conheci quando já não restava ninguém. Ou, pelo menos,
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⁠Entre os escombros, você Eu te conheci quando já não restava ninguém. Ou, pelo menos, era assim que o meu coração enxergava o mundo. É claro que eu tinha amigos. Tinha minha família. Tinha pessoas que diziam estar por perto. Mas nenhuma delas entendia o tamanho do vazio que alguém havia deixado. Porque perder uma rotina também é perder um pedaço de si. É sentir falta das ligações de todos os dias, das conversas sem hora para acabar, das discussões bobas, dos filmes assistidos juntos, da certeza de que, do outro lado da tela, sempre haveria alguém. E, quando tudo isso acabou, eu fiquei. Fiquei tentando convencer a mim mesma de que ainda era suficiente. Foi então que, em um belo dia, você apareceu. Talvez você nunca saiba, mas chegou exatamente quando eu mais precisava. Não para ocupar o lugar de ninguém. Ninguém ocupa. Mas para me lembrar que o universo ainda conspirava encontros, enquanto eu acreditava que só me restavam despedidas. A gente começou a conversar. Vieram as calls de quase todos os dias, as conversas longas, as vezes em que você me contrariava e, por incrível que pareça, isso fazia bem. Porque eu precisava de alguém que não tivesse medo de me mostrar que a vida continua. Sem perceber, você foi se tornando presença. E presença cura mais do que qualquer discurso bonito. Hoje você conhece partes minhas que muita gente nunca conheceu. Sabe como eu penso, como eu sinto, como eu me escondo quando finjo estar bem. E, talvez por isso, eu ainda tenha medo. Não de você. Mas da despedida. Depois que alguém vai embora, a gente aprende a colocar prazo até nas pessoas que ainda estão ficando. Então eu tento não me apegar. Tento. Mas existe algo em mim que insiste em acreditar que algumas pessoas chegam não para substituir quem partiu, mas para reconstruir aquilo que a dor destruiu. Se um dia você ler isso, quero que saiba: obrigada. Obrigada por ter aparecido quando eu já não sabia caminhar sozinha. Obrigada por cada conversa, por cada call, por cada momento em que você esteve presente sem sequer imaginar o quanto isso significava. Talvez você nunca entenda o tamanho da diferença que fez. Mas eu sei. Porque, sem você, talvez eu ainda estivesse tentando juntar os cacos de uma versão minha que acreditava que sempre seria deixada para trás. E hoje... Ainda tenho medo. Ainda carrego cicatrizes. Mas já não caminho completamente sozinha.