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Frase de Alisson Fernandes

Sabe, é muito triste você ver os dias passando e, a cada dia que passa, você começa a ser engolido pela rotina e não pode fazer nada para impedir isso. Você acorda, é segunda-feira. Você toma o café e vai para o ponto, a insônia do final de semana ainda te afeta. Você acorda na metade do caminho para o colégio e o resto do dia é como qualquer um: primeiro tempo no colégio, você almoça, segundo tempo, você pega o ônibus para a faculdade, você dorme no caminho, pega o ônibus pra casa, você janta e se deita; cansado de mais para tomar um banho. É terça-feira, você não dormiu ainda, o banho espanta o sono que logo volto quando você senta no ônibus, você acorda na metade do caminho; está com uma cara horrível no reflexo da janela. Primeiro tempo, você almoça, segundo tempo, você acorda em cima do ponto da faculdade, você volta para casa, toma um banho e dorme, não esta com fome essa noite. Você está atrasado, é quarta-feira. Você pega o segundo ônibus e chega em cima do horário na aula, é intervalo do primeiro tempo e seus amigos tentam te apresentar uma pessoa nova, você não sabe o nome dela e esta com fome de mais pra se preocupar com isso. A falta do café de fez comer o dobro no almoço. Você dorme no ônibus a caminho da faculdade e passa do seu ponto, vai chegar meia hora atrasado. Você chega e dorme, sem comer ou tomar banho. É quinta-feira, você dormiu só metade da noite e, mesmo assim, está mais animado. Toma café e vai para o ônibus, você não consegue dormir. Percebe que tem alguém te olhando e, quando você olha de volta, ela sorri. Você não retribui o sorriso. Primeiro tempo, seus amigos te chamam pra jogar cartas, você não sabe jogar cartas. Almoço. Segundo tempo. Tem prova na faculdade hoje, você não estudou. Chega em casa, frita um ovo, toma banho e dorme. Você acorda antes do despertador. É sexta-feira. Coloca um par da roupa na mochila hoje. Você toma café reforçado. Seu ônibus está atrasado, você perde alguns minutos. Por causa do atraso você vai em pé, não tem como dormir. A caminhada te deixa cansado e com cede. Primeiro tempo, você encontra a mesma menina que te olhava no ônibus, você a ignora. Almoço. Segundo tempo, nada de anormal até aqui. Hoje não tem aula na faculdade. Você acorda na casa da sua avó, é sábado. Ela fica contente por você estar ali, você também fica ao ver a felicidade dela. Não tem nada para fazer ai, só a televisão para assistir e sua avó para conversar. Você não tem internet no celular, mesmo assim olha para ele a todo instante. A noite chega mais rápido do que você espera, sua avó vai dormir cedo. O celular não tocou ainda. Você acorda meio dia, o almoço de domingo já esta pronto. Seus tios apareceram para visitar sua avó, sua aparência esta horrível. Parece que ninguém além de você percebeu isso. Seus tios vão embora, sua avó se deita. Você espera ela levantar para poder ir para casa. Seus pais estão no quarto assistindo e seu pai pergunta sobre sua avó, você diz que ela esta bem, toma um banho e vai para o quarto. O céu já esta escuro quando você chega em casa, são 22h. Nada, nenhuma mensagem. Você sabe que espera por algo que jamais ira acontecer de novo. Você vai até sua gaveta e pega uma caixa, que não esta escondida. Ainda é domingo e você acaba de desistir de esperar e vai até a única solução que lhe resta, se drogar, sentir seu corpo flutuar e sua cabeça esquecer cada problema que te prejudica. Você acorda, é segunda-feira. Você toma o café e vai para o ponto [...]

Alisson Fernandes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Alisson Fernandes

A essa tal gravidade Sabe força: às vezes não enxergamos o mal. Às vezes (quase sempre) não enxergamos o bem. Vemos o real. Sonhamos o irreal ou com ele e Voamos como se não existisse força que nos puxasse para baixo. Caímos por que o sonho acabara. E não nos machucamos por que…
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A essa tal gravidade Sabe força: às vezes não enxergamos o mal. Às vezes (quase sempre) não enxergamos o bem. Vemos o real. Sonhamos o irreal ou com ele e Voamos como se não existisse força que nos puxasse para baixo. Caímos por que o sonho acabara. E não nos machucamos por que acordamos. Sim, existe uma força (real) que nos puxa para o sub. Puxa-nos tanto que é melhor ter um chão. Mas se já estamos no chão, essa força é controlável, puxa! Ela puxa tudo. E se não tem um chão, derruba no meu chão. Todavia antes de parar no meu chão, tudo paira no meu corpo. Tenho culpa de existir essa força? Sim. Se existo é por que ela existe. Ou será ao contrário? E se...e se...não, não. E se eu usasse o meu instinto humano. Meu instinto diz que essa tal força existe. Meu instinto diz que - quando olho para cima - tudo pode um dia pairar por meu corpo. Meu mundo diz que não tenho como sair daqui. Ah! Voltando ao sim: ela existe. Então existe uma força muito maior que a controla? Puxa! A força (a muito maior) tem o controle e controla dessa maneira? Já entendi...a tal força maior controla, porém não controla. Calma, vou explicar melhor: ela é só a dona. Enquanto não precisar de controle (de guia) não há como mexer. Acredito que a força (a maior) é do bem. Acredito não, tenho certeza que ela é o bem. Mas, se a força (a tal) é do bem - ou é o bem - por que ela quer me matar e matou meus entes queridos (são 12). Tudo que provocou um alvoroço na minha vida (e neste instante provoca) é do bem. São essenciais ao meu viver. Quer ver? Então presta atenção: chuva; córrego; árvore; barro; pedra. Senhora que atrai, a senhora é do bem, a senhora é o bem, e por que aquilo que são de extrema importância para o meu viver foram as que quiseram me matar por completo. Matou partes de mim, por quê? Estive pensando, talvez filosofando: e se...e se o causador desse mal fosse o ser humano. Fosse eu. Eu não mataria minha família; mas matei? Agora é filosofia pura...como eu pude olhar para o alto e pudera ter um presságio do mal e não fiz nada...nada. Não fiz porque estava enclausurado no mundo perverso dos perversos; é aquele mesmo mundo que dizia: daqui você não pode sair. Então esperei...eu sabia que o meu mundo era mais importante que o outro, entretanto não mais poderoso, que por sua vez não passava de um minúsculo ser, frente a sua força. O mundo sabe que a senhora é poderosa. O meu mundo sabe que a senhora é poderosa. O mundo matou minha família; esta é minha conclusão. Não foi a senhora; foi o mundo. Vou chorar...chorar muito...e muito...não resta outra alternativa. Não posso deter o mundo. Vou culpá-lo até o resto da minha vida. Outros mundo virão trazer solidariedade para mim, no entanto não esquecerei o mundo: está no meu inconsciente; em um lugar onde não se envelhece jamais. Creio que a dor consciente diminuirá. A inconsciente não. Quiçá aumentará. Força, rendo-me a sua força. Aprendi que o seu poder é incondicional. Conscientizei-me de fato que o seu poder puxa. E sei, pois até o meu chão não está seguro e está a todo o momento sendo puxado para o sub. Escrevo à senhora para te isentar da culpa e te respeitar cada vez mais. Amo seu controlador. Adoro-o. Jamais o culparei por não ter impedido o horror, porque aquilo estava sob controle do mundo. Não deixarei mais meu único copo de vidro na beira da mesa, porque a senhora puxa e qualquer descuido se quebrará. A senhora é constante. Cabe a mim, (com o meu poder) administrar tudo a qual me rodeia. Um dia - quem sabe - eu aprenda a puxar também. E o primeiro ser a qual puxarei será o mundo perverso. Puxa! Como é bom; como é satisfatório; como é sensacional percebê-la: ó tal gravidade. Muito prazer, desabrigado!

Diálogo incerto III: Acabei de chegar da estação. - Ah! Agora você não me pega não. Já sei: você veio da estação do metrô. Só não sei dizer o nome.
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Diálogo incerto III: Acabei de chegar da estação. - Ah! Agora você não me pega não. Já sei: você veio da estação do metrô. Só não sei dizer o nome. Acertou. Venho da estação do metrô. E daí? - Como e daí...foi você quem me confundiu com essa história de estação. Fica tranquilo que só fui lá... - Foi lá...como assim, foi lá? Fui lá sintonizar uma estação de rádio...