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Frase de Simone Caixeta

SAUDADE... Saudade, saudade, saudade, é bom ou é ruim de sentir? Saudade dói como diz a frase “quem inventou a distância não conhecia a dor da saudade”, mas tem que doer? O que é saudade afinal? De que sentimos saudades? Sentimos saudades de tudo. Sinto saudade do tempo de menina, do tempo da inocência, da falta de compromisso, das brincadeiras de rua, amigos da rua, rua qual crescemos juntos, da casa dos avós, dos tios, dos primos... Ah como é bom lembrar a casa dos meus avos, onde tudo era permitido, do sabor da comida caseira: molho de batatinha com linguiça, bolinhos de fubá, o macarrão e o doce de manga da vovó, isso dá muita saudade. Saudade da família reunida, das festas de final de ano, na qual nós, primos, tios e pais e avós, bebíamos, comíamos, jogávamos baralho (truco). Saudades das cantorias, rompíamos a madrugada, soltávamos nossos talentos, que nem era tanto talento assim. Oh como isso dá uma saudade. E com o tempo passa ser saudade da casa de nossos pais, porque esses agora já são os avós. Saudade dos amigos que aos poucos foram partindo e se perdendo no tempo e na distância. Afinal cada um segue sua vida, seu destino. Saudade do tempo em que brincávamos na rua, sem perigo eminente, até ao anoitecer: queimadas, vôlei, licença beti (conheci essa brincadeira por esse nome, nem sei como se escreve), esconde-esconde, pique- esconde, passa-anel, etc.. Saudades da adolescência, o primeiro beijo, primeiro amor, as festinhas na casa dos amigos, do primeiro porre, das aventuras, etc. Saudade dos rompantes, dos sonhos da juventude, ah como sonhávamos! Queríamos tanto... tantos sonhos, muitos não concretizados. Mas tenho saudade de sonhar sonhos inatingíveis, afinal, saudade de sonhar. Tem mais saudade, saudade de amor, essa é cruel. Saudade também do tempo em que amávamos como se não existisse mais ninguém no mundo. O rompimento de um relacionamento era o fim. Mas passa, o tempo é o senhor dos esquecimentos, esquecemos, mas a saudade fica. Saudades, saudade de muitas coisas, se eu fosse citar todas, passaria o resto da vida escrevendo. Ops, pera ai, relendo o que escrevi então me deu saudade de novo, mas no inicio do meu texto referi uma frase na qual a saudade doe... mas não senti dor. Saudade não tem que doer. Se doer não é saudade. Porque ninguém sente saudade dos momentos difíceis, das angustias e das dores. Então saudade nada mais é a certeza de que vivemos momentos felizes. Se houve felicidade não há porque ter dor. Mas se ainda tem dor, seja pelo distanciamento da convivência com alguém que te fez feliz, o que causa saudade, seja lá pelo que for, é porque estais vivendo de passado. Viver no passado é reviver o que não volta, é não permite ter novas saudades. Viver no passado é não entender que a vida segue, sem apagar o passado, sem deixar de sentir saudade, porque saudade é bom. Enfim, saudade é a certeza de tivemos momentos feliz! E se “saudade é melhor do que caminhar vazio (Mario Quintana)” quem vive sem saudade vive na solidão! E eu não caminho vazio!

Simone Caixeta

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Simone Caixeta

Sou a bola da vez! Sou a bola da vez... alvo das fofocas, fuxicos, mexericos. E quem nunca não foi? Pessoas de intelecto ocioso, sem conteúdo e valores éticos, se ocupam em distorcer fatos da vida alheia. E quem são os fofoqueiros? São pessoas de mente desocupada, que não perdem…
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Sou a bola da vez! Sou a bola da vez... alvo das fofocas, fuxicos, mexericos. E quem nunca não foi? Pessoas de intelecto ocioso, sem conteúdo e valores éticos, se ocupam em distorcer fatos da vida alheia. E quem são os fofoqueiros? São pessoas de mente desocupada, que não perdem tempo em uma boa leitura, em assistir documentários, filmes na tv, nunca se dispuseram a uma atividade cultural como um teatro, sarau, exposição de arte, encontros literários, etc. Uma fofoca serve para divertir o vulgo, assim como um livro para o sábio. São pessoas dotadas de pouca autoestima, medíocres, de baixos valores, que para se sobressair se reafirmar diante dos demais, se acalentam dos deslizes alheios. E o que lucra um fofoqueiro? Nada. Perdem e muito... ao se prestarem a essa atitude deselegante, estão desperdiçando suas energias maldizendo a minha pessoa. Além de perder o meu apreço, poderiam estar canalizando-as em favor próprio, para enriquecer culturalmente, para seu crescimento, sua evolução, para torna-se uma pessoa melhor, e assim quem sabe recuperar a ética. E para agravar essas pessoas se dizem amigas. Amigas? Só se for da onça, aproveitam-se da proximidade, da confiança para fuxicar. Amigos verdadeiros são aqueles que estendem a mão nos momentos difíceis, que ouvem e silenciam, compreendem e não julgam e muito menos condenam. Mas é exatamente nesses momentos que descobrimos os amigos verdadeiros, sua índole, seus valores éticos. Faço minhas as palavras de Renée Venâncio: “Ao invés de ficar fazendo fofoca, maldizendo as pessoas por aí, ajoelhe-se e faça uma oração pedindo a Deus pra que Ele ilumine e contenha os seus maus pensamentos. Melhor uma boca calada do que palavras injustas ferindo o próximo, e espalhando a maldade que habita os nossos corações. Se você é do tipo que fala demais, regenere-se. Seja justo e dedique-se a cultuar a perfeição do silêncio”. E quanto a mim, não desperdiço minhas energias com fuxicos, deixo isso para os medíocres, concentro-as em me refazer, em construir, e não em destruir. Opto por cultuar a perfeição do silêncio, ele sim enobrece. Portanto, não peçam explicações, detalhes, porque não satisfarei a curiosidade alheia.

Amar é ir além de querer o bem... Muitos acham que amam, mas poucos sabem realmente o que o amor. “Amar é querer o bem do outro enquanto outro”. Retórica singela de Aristóteles não? Desenredando-a percebe-se que de singela não tem nada. Querer bem...é desejar a quem amamos que t…
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Amar é ir além de querer o bem... Muitos acham que amam, mas poucos sabem realmente o que o amor. “Amar é querer o bem do outro enquanto outro”. Retórica singela de Aristóteles não? Desenredando-a percebe-se que de singela não tem nada. Querer bem...é desejar a quem amamos que tudo de bom, que o melhor aconteça na vida dessa pessoa: sucesso profissional, felicidade, saúde, paz, harmonia, etc.. É ir além do desejar, é proporcionar colaborar para a promoção do bem do outro. Querer bem é então o inverso de querer mal. Partindo desse pressuposto, amar não é somente querer o bem para quem se ama, mas também não querer o mal. Aí começa a complexidade de amar... E novamente é ir além do não desejar, do não querer, mas favorecer para afastá-lo do mal. Pois quem ama cuida, zela, apoia, entende. Amar é uma doação, uma entrega sem reservas. Enquanto não formos capazes de nos doar ao outro, sem reservas, sem medo de expormos nossas fragilidades enquanto humanos, as muralhas para adentrar no coração um do outro permanecerão fechadas. Amar é compartilhar... o bom e o ruim, as alegrias e as tristezas, as conquistas e as derrotas, é sorrir e chorar juntos. É apoiar um no outro. Amar é aceitar o outro com todas suas virtudes e fraquezas, sem julgamentos, sem cobranças. Quando passamos a enxergar as individualidades como algo positivo, crescemos e proporcionamos crescimento ao outro, pois o ponto forte de um, muita das vezes, é justamente o ponto frágil do outro. Poder partilhar enriquece tanto quem dá com quem recebe. E o propósito da vida é sempre crescer, superar. Portanto se entregue ao amor, doe-se a pessoa amada, ame sem medo, sem reservas. Se esse amor não for correspondido na mesma medida pela pessoa amada, esqueça-a, reme, deixe-a para traz e siga em frente, porque essa pessoa não te ama.

POR QUE? Quantas vezes nas horas de silêncio e recolhimento, uma inquietante pergunta brota do coração e nos vêm a mente: "por que" isso aconteceu comigo? E são muitos "por que"... nas mais diversas circunstâncias como perda o emprego, término do namoro, casamento; quando somos…
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POR QUE? Quantas vezes nas horas de silêncio e recolhimento, uma inquietante pergunta brota do coração e nos vêm a mente: "por que" isso aconteceu comigo? E são muitos "por que"... nas mais diversas circunstâncias como perda o emprego, término do namoro, casamento; quando somos ou alguém próximo são acometidos por doenças graves; os acidentes de trânsito, de trabalho e domésticos; uso abusivo de drogas, alcoolismo; abandono nas ruas, a fome, a miséria; a violência física e psicológica; perdas de pessoas amadas, a falta de oportunidade, etc.. Vivenciando cada momento desses, sabemos o quanto esses causam sofrimento, dor, angústia. E novamente a pergunta que não pode ser calada no coração: por que temos que passar por isso, cada sofrimento, cada dificuldade e cada angústia? Por que algumas pessoas tem uma vida de sucesso: família, sustentabilidade, saúde, etc, e outras não? Que justificativa poderia silenciar o nosso coração? O destino? Deus? Ou nós mesmos? Mas para alguns é o destino, a vontade de Deus, para outras fatalidades, consequências de nossos atos. Pergunto-me, o que causa mais angústia, a circunstância em si ou os questionamentos internos gerados pela ânsia de entender o “por que”? Se questionarmos, sofremos duas vezes. Assim, não importa a sapiência do “por que”, mas sim verdadeira lição contida no âmago da circunstância. Que saibamos aprender com a dor, com as dificuldades que a vida nos impõe. Que nos momentos de reflexão não nos concentremos no “por que” e sim no quanto podemos extrair positivamente dessa circunstância. Que o extrato nos proporcione crescimento e nos torne em pessoas melhores, de caráter superior, e principalmente mais solidária e sensível ás dores e as dificuldades alheias. Pois sabemos o quanto a solidariedade nos é essencial nesses momentos.

A GRANDEZA DE UM HOMEM “Quão grandes seriam certos homens, se não fossem tão arrogantes” (textos judaicos) e complemento: se não fossem tão arrogantes, prepotentes e soberbos. Geralmente os três andam juntos, é como se um condicionasse de existência para outro. Uma simples defin…
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A GRANDEZA DE UM HOMEM “Quão grandes seriam certos homens, se não fossem tão arrogantes” (textos judaicos) e complemento: se não fossem tão arrogantes, prepotentes e soberbos. Geralmente os três andam juntos, é como se um condicionasse de existência para outro. Uma simples definição que agrupa os três adjetivos: aqueles que abusam da autoridade, do poder para efetuar um ato, oprimem com intuito de demonstrar que é melhor, mais importante, superior ao outro. Esses no fundo só demonstram o tanto quanto são medíocres. Ao se acharem superior, melhor, os medíocres acreditam que são extraordinários, e não toleram que ninguém seja melhor do que elas, pois isso extermina a falsa ideia de que são extraordinárias. Como é doloroso para o medíocre aceitar que é uma pessoa comum. Uma pessoa comum tem uma singularidade, simplicidade e humildade que a torna extraordinária, diferente do medíocre, que se acham os donos da verdade, os senhores da razão. Assim a arrogância, da prepotência e da soberba são as armas usadas para impor a qualquer custo, suas prerrogativas. Ao medíocre falta o talento, a capacidade e a criatividade de arguir. Portanto se queres ser grande, seja simplesmente comum. E o primeiro passo é aceitar sua simplicidade, sua humildade, pois “quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza” (Rabindranath Tagore).