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Frase de Mafê Probst

⁠Gosto da mansidão dos dias cinzas que me abraçam úmidos. A garoa fina que cai nesse outono invernal pinica a ponta do meu nariz que, sem pudor, enrubesce. Caminho sem pressa nessa rotina que me agita e me engole as horas... Tem sido bom viver agridoçura do cotidiano, meio caos, meio manso -- nunca morno. Treinei meus olhos para perceber cosinhas: essas bonitezas simples do dia-a-dia que, tão costumeiras, quase ninguém mais vê. É o que tem me desacelerado o peito e acalmado ansiedades: respiro tranquila enquanto vejo o dia passar, devaneando na fumacinha que sobe do café recém coado, percebendo a pressa das pessoas fugindo da chuva, dançando, sozinha, enquanto espero o semáforo esverdear. Absorvo risadas como se fossem música. Deixo meu riso fazer coro às felicidades alheias. Abraço quem cruza meu caminho, espantando o frio pelo tato. Aprendi a aguçar meus ouvidos biônicos e ouvir atentamente tudo que me chega aos ouvidos. É bonito viver o presente, estar no agora. Exercício bonito deixar o amanhã para a sua devida hora...

Mafê Probst

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠vezenquando tento me vestir da mulher que quero ser. tem dias que a rotina
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⁠vezenquando tento me vestir da mulher que quero ser. tem dias que a rotina engole um pouco mais & ainda assim, me apaixona. houve um tempo que eu não sabia equilibrar os sonhos que, hoje, carrego firme na palma das mãos… viver é deliciosamente caótico

⁠Em algum momento, entre os excessos de pertencimento, deixei de caber. Vi destoar as expectativas, assisti, lentamente, cada palavra morrer. Eu tagarelava, n’outros tempos, mil verdades em entrelinhas que me denunciavam inteira; quando me despia das vontades alheias e me enxerga…
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⁠Em algum momento, entre os excessos de pertencimento, deixei de caber. Vi destoar as expectativas, assisti, lentamente, cada palavra morrer. Eu tagarelava, n’outros tempos, mil verdades em entrelinhas que me denunciavam inteira; quando me despia das vontades alheias e me enxergava nua & vulnerável; dizendo mais do que ousava sentir; sentindo mais do que arriscava ser. Hoje se amontoa. Vezenquando deixo escapar. Vez em sempre tento esconder…

deixo descabelar. aprendi depois de muita energia desperdiçada. eu era inquieta demais diante de qualquer bagunça, não fazia ideia de como conviver com o caos. tudo precisava estar milimetricamente no lugar. roupa desamassada, cabelo bem penteado. odiava os dias de vento, vê se p…
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deixo descabelar. aprendi depois de muita energia desperdiçada. eu era inquieta demais diante de qualquer bagunça, não fazia ideia de como conviver com o caos. tudo precisava estar milimetricamente no lugar. roupa desamassada, cabelo bem penteado. odiava os dias de vento, vê se pode? agora deixa ventar. deixo me virar do avesso, deixo bagunçar — o cabelo, a roupa, a vida toda. sorrio no meio da brisa leve e aprendi sorrir em meio algumas tempestades. a chuva não me assusta mais, mas ainda não gosto de raio e trovão. me percebo cada dia mais dente-de-leão: tão leve, tão me deixo levar. e me levo. ⁠(do livro: A menina que desatava nós)