Frase de Matheus Santos
O CORREDOR DA MORTE Correndo, correndo, avançando, O coração pulsa incessantemente. Passando por obstáculos, Vencendo barreiras, A mente trabalha incansavelmente, Conquistando, passando, vencendo. O corpo obedece fielmente, Movimentos sincronizados, Perfeição e precisão a cada instante. A morte espera pelo erro, Mas não há erro algum. Continua-se a atravessar, a trespassar, Completa harmonia entre corpo e alma. O trajeto é infinito, tal como o viajante, Passando por entre infernos e céus, Mundos e estrelas, luzes e sombras. A vitória, tão perto e tão distante, Afastando-se mais e mais, indefinidamente. O coração pulsa, pulsa eternamente, A mente calcula cada ponto, constantemente. O corpo mantém-se estável, continuamente, A alma prossegue com o seu desejo, sempre. E o tempo passa, o trajeto continua. Passam-se horas, dias, anos, séculos, Mas todos permanecem perfeitos, imunes a ele. Não há nada além deste corredor, desta passagem, Mas continua a viagem, o percurso final. Quando alguém, de fora, observa O viajante incauto, parado, imóvel, percebe: Não há viagem que leve a algum lugar, Se não houver um lugar. Na sua pressa de alcançar o inalcançável, Faltou-lhe o destino, o ponto final. O infinito era a sua meta… Tornou-se a sua passagem. E por ela o coração parou, a mente adormeceu, O corpo paralisou-se e a alma padeceu. A perfeição foi desperdiçada, E nunca mais voltou a existir.
No pensador.ai desde