Frase de Ana Margarida Amorim
Gosto de ti, de mim, de nós, sem fim... atroz, feroz, sem voz... premissa de uma vida vivida, sentida, corrida...tu em mim, eu em ti!
No pensador.ai desde
Gosto de ti, de mim, de nós, sem fim... atroz, feroz, sem voz... premissa de uma vida vivida, sentida, corrida...tu em mim, eu em ti!
No pensador.ai desde
Quero-te porque te venero na força do meu ser...amigo..amante...amado...em todo o lado desejado!"
Repara na sombra da minha caminhada, dirijo-me para algum lugar...sou uma pessoa atenta aos movimentos...tento por vezes desviar-me um pouco, mas mantenho-me na tua direcção.
Repara na sombra da minha caminhada, dirijo-me para algum lugar...sou uma pessoa atenta aos movimentos...tento por vezes desviar-me um pouco, mas mantenho-me na tua direcção. Se existir algo maior do que o meu sentir, que venha ao nosso encontro, reencontro...porque conto com os teus olhos para guiar-me, no abraço apertado, enlaçado no amasso do teu passo. Os dias são longos mas encontro-te...
Inspira-me a ânsia louca da vontade vivida, intensamente ardente, corrente...pensei que abarcava a vida, mas tropecei em caminhos errantes;
Inspira-me a ânsia louca da vontade vivida, intensamente ardente, corrente...pensei que abarcava a vida, mas tropecei em caminhos errantes; Está frio...aquece-me na saudade, amarra-me nos teus braços, enreda-me nos teus beijos...por vezes sinto-me num labirinto...a saída encontrá-la-ei através de ti...não fujas da realidade, da constância...se sair não volto, se voltar não fico...que o brilho do teu olhar me leve por aí sem pensar.
(...) não alcançavam...encostaram-se à parede, metade a desfocar-se e a notar-se mais, parecia nascer-me, mas o tempo dissolvia igualmente a seguir, invisível, a soluçar nos pântanos, encolhidos de medo, inclinados a agitarem-se, para além do silêncio, desinteressados do tempo. M…
(...) não alcançavam...encostaram-se à parede, metade a desfocar-se e a notar-se mais, parecia nascer-me, mas o tempo dissolvia igualmente a seguir, invisível, a soluçar nos pântanos, encolhidos de medo, inclinados a agitarem-se, para além do silêncio, desinteressados do tempo. Mas onde param os teus olhos? Afugentam-se os pássaros...erguem-se no ar motivos que ninguém entende, ventos de eternidade, palavras que não ganham força...preocupa-me o interior, não coincide nada, uma sombra igual às outras emerge...certifico-me que me sinto eu própria, não me entendo, interrompem-me a cada instante, decidem por mim pessoas estranhas, que não existem mas como se estivessem habituadas a nós. Estou cheia de movimentos a tentar explicar-me que eu no entanto recuso saber, tantas coisas sem relação entre elas, de tempos a tempos tudo me parece tão diferente, destinado a impedir-me que me resigne a aceitar-me, a entregar-me, a espantar-me através de mim. Pensei que um dia destes voltava, poisava tão veloz como um moinho, assobiava num murmúrio incompleto (...)