Frase de T-Cruzes
Teu nome ainda lateja na minha cabeça como vidro quebrado brilhando no chão, bonito de longe, perigoso de perto. Eu aprendi a sangrar devagar pra não fazer barulho, como quem respeita o luto de algo que nunca foi vivo de verdade. As palavras que te escrevi vieram feridas, cheias de poeira e intenção torta, misturando carinho podre com raiva cansada. É foda admitir, mas tem amor que nasce morrendo, e mesmo assim a gente insiste em regar o cadáver. Te transformei em metáfora sem pedir tua permissão, porque é mais fácil lidar com poesia do que com a merda concreta do abandono. E doeu, doeu pra caralho. Esse negócio de achar beleza no que me destrói. No fim, guardei tudo numa gaveta sem fundo: tu, eu, os restos, as frases tortas, toda essa bagunça emocional que fede e brilha ao mesmo tempo. E quando a madrugada pesa, parece que o universo inteiro respira, por cima do meu peito, me esmagando, me lembrando que até as ruínas têm memória. E as minhas, infelizmente, ainda falam teu nome.
No pensador.ai desde