Frase de Ricardo Melo .
Em algum lugar do século passado. Antes, Éramos o necessário, Hoje, Deixamos de ser o básico. Os costumes do século em que vivemos, No cérebro ficaram as marcas dos dias bem vividos e por mim muito bem lembrados. Em outrora, Comentava-se, falava-se, amava-se, odiava-se e achava-se. Achava-se que era jovem; Achava-se que podia mais; Achava-se que era culto demais; Achava-se que não era a minoria. Achava-se até que sabia mais do que hoje. Fui usuário de finos tecidos; Fui voluntário dos versos fransinos, Mas na verdade, Em algum lugar do século passado eu era apenas mais um mero menino. O tempo passou, As rugas vieram, As marcas são notáveis. Guardei no armário da vida Palavras por mim jamais ditas. Me sentava debaixo das árvores E apreciava as lindas paisagens. As folhas secas caíam lá de cima, Cambaleavam e tocavam em meu rosto renovado. Me comportava... E acendia a lareira e deixava a chaleira por horas na chapa forjada. Era tudo flores E os espinhos eram poucos. O quê não faltava era: -A sua Bênção oh ! minha mãe! -A sua Bênção oh ! meu Pai! E assim... foi o tempo primitivo; Pretérito distante e antigo. Só sei que um Espírito Divino entrou nesse meu corpo, E um dia não estará mais aqui. Costumes? Os vagalumes foram testemunhas De uma vida centenária. O progreso? Invisível é esse dito esperado por muitos. No entanto, Vivos aqui estamos. E isso já basta para os sábios, que sabem valorizar pelo menos O básico.... Autor: Ricardo Melo. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde