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Frase de Jose Geraldo Pires de Almeida

Ter razão ou ser feliz Passamos muito tempo de nossas vidas tentando provar que temos razão, vezes em uma, vezes em outra situação ou questão, quase todas sem importância nenhuma naquilo que nos é mais caro, passamos a vida tentando convencer nossos familiares, amigos, colegas de trabalho e até mesmo aos estranhos de que temos “razão” na discussão que estiver em tela naquele momento, gastamos nisso desnecessariamente muita energia, para que no fim da conversa sejamos no mínimo duas pessoas descontentes, frustradas com o desfecho do embate, que nada ganharam de positivo com o episódio. Qual importância tem de fato se seu cônjuge ou filhos deixam roupas penduradas no banheiro, apertam o tubo de creme dental pelo meio, que seu amigo acredita que o insucesso do time de futebol é culpa do técnico ou daquele lateral esquerdo, que aquele outro acredite que sua alma só terá salvação se você adotar os dogmas da religião dele, ou se o colega de trabalho ao lado, tem mania de ouvir musica no computador, por que estressar-se por causa de uma vaga de estacionamento “roubada”, ou uma preferencial no transito que não foi respeitada? Se você é do tipo de pessoa que se irrita com nestes tipos de incidentes, com certeza tem lá as suas “razões”, mas se você realmente fica transtornado com estas coisas ao ponto de deixar estragar o seu dia ou pelo menos algumas horas dele, você é do tipo que quer “ter razão”, independente da sua felicidade ou da sua saúde pessoal e social. Contudo, não estou afirmando que você deva abrir mão de sua fé politica, religiosa, sua paixão pelo futebol, nem mesmo deixar de lado seus princípios morais, éticos, etc., mas pode acreditar; ninguém consegue ser feliz, quando quer ter razão. Eu pelo meu lado, decidi que não quero ter razão, prefiro “ser feliz”, como disse o Mestre Rubem Alves em seus escritos, o tempo e as jabuticabas: ”... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena”. Não preciso que as pessoas concordem comigo, nem eu preciso concordar com elas, tudo que preciso é respeitar as opiniões diferentes e ser tolerante com aquilo que não me é agradável, para que não passe de desagradável e se torne o objeto de minha infelicidade. Assim vou seguindo meus dias, tentando em cada um deles ser mais feliz do que ter razão. Para que me servirá a razão quando estiver infartado em um leito de hospital ou sozinho na minha velhice, a levarei para além do tumulo, poderei compartilha-la com outros, o que dirão os amigos que não tive?... Ele tinha razão, mas coitado, foi tão infeliz!...?

Jose Geraldo Pires de Almeida

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Entretanto para os poucos gestores do capital, tudo continuará como antes, seus filhos continuarão sendo formados pela Harvard, Stanford, Cambridge, etc., continuarão sendo as pessoas que gerenciarão estes nossos mal formados trabalhadores, restando para outros poucos, também fo…
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⁠Entretanto para os poucos gestores do capital, tudo continuará como antes, seus filhos continuarão sendo formados pela Harvard, Stanford, Cambridge, etc., continuarão sendo as pessoas que gerenciarão estes nossos mal formados trabalhadores, restando para outros poucos, também formados por estas importantes universidades, permanecerem no exterior, pois lá as oportunidades para eles continuarão sempre infinitas.

Desculpe minha falta de educação Peço ao leitor que desculpe minha falta de educação de me imiscuir em assunto que com certeza não tenho “formação” para tratar de forma adequada, mas aos meus olhos a crescente importação de mão de obra pelo Brasil, a sobra de vagas de trabalho e…
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Desculpe minha falta de educação Peço ao leitor que desculpe minha falta de educação de me imiscuir em assunto que com certeza não tenho “formação” para tratar de forma adequada, mas aos meus olhos a crescente importação de mão de obra pelo Brasil, a sobra de vagas de trabalho em determinados segmentos do mercado nacional e a existência de um grande contingente de desempregados com segundo grau escolar, revelam que as questões do ensino e da qualificação profissional no Brasil precisam urgentemente ser revistas. O pouco ou quase nenhum investimento no ensino técnico ou de “qualidade” trará em curto prazo de tempo um significativo atraso no desenvolvimento econômico do País. Hoje apenas 13% dos jovens que chegam o término do segundo grau têm acesso ao ensino superior. Destes, mais de 80% só conseguirão continuar os estudos no ensino privado, é fato é que existem pequenas “ilhas de excelência” em poucas universidades brasileiras, no mais se cria uma grande massa de cidadãos que cujo objetivo final da formação é que consigam manusear tecnicamente diversas máquinas e que sejam flexíveis para se adaptar a diferentes cargos e funções dentro de uma empresa. Quanto se investe em pesquisas no Brasil? Com certeza o investimento em pesquisa não dá retorno da noite para o dia, mas acredito que está na hora dos governos reverem suas politicas de incentivos e os empresários começarem a apostar neste segmento, ou reprisaremos a história colonial de certo País que de potencia no período das grandes navegações, virou um dos mais atrasados economicamente na Europa moderna. Li outro dia no site de uma revista que o Brasil está investindo na importação de cientistas. Já é um começo. Mas como andam os laboratórios de nossas universidades e centros de pesquisas? Terão eles infraestruturas para estes cientistas importados desenvolverem suas pesquisas ou apenas brincaremos de fazer de conta que estamos mesmo caminhando neste segmento? Entretanto para os poucos gestores do capital, tudo continuará como antes, seus filhos continuarão sendo formados pela Harvard, Stanford, Cambridge, etc., continuarão sendo as pessoas que gerenciarão estes nossos mal formados trabalhadores, restando para outros poucos, também formados por estas importantes universidades, permanecerem no exterior, pois lá as oportunidades para eles continuarão sempre infinitas.