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Frase de Luan Teles

Ah, você me machuca, com essa mania cruel de me ignorar. Prefiro falar com o Dobby, meu gato, Pois ele me entende bem melhor Que você. Ele não me faz chorar, não me faz sofrer, às vezes, brincando, me faz até renascer. Você duvida de mim a cada instante, como espera que eu queira você? Se acerto, não há louvor, mas se erro, é castigo sem porquê. Sempre pergunta aos outros o que pensam de mim, mas nunca declara confiança, nem para fingir, nem por um fim. Busca dinheiro, busca aplauso, mas não me busca, não me vê. Esquece o respeito, o amor, e deixa meu peito arder. Ignora minhas dores antigas, não sabe o que enfrentei. Repete comigo o mal que em seu passado também deixaram, eu sei. Ninguém confiou em você Eu sei, e sinto muito por isso Eu não gostaria que tivesse sido assim Queria mesmo que tivesse sido amado E compreendido Mais uma vez eu respondo a você Com a tristeza de perceber que você não me escuta Insisto em dizer em vão Sabendo que amanhã tornará a repetir e perseguir suas dores E buscará caça-las Queria que tivesse sido amado, acolhido de forma inteira. Pois minha paixão é febril, mas teu coração é frio, sem paz. E no silêncio, percebo: a história se repete sempre mais. Ainda assim, digo em vão, mesmo sem você me escutar: “Não há ninguém mais bela que você, Seu espelho, espelho seu diz nem a branca neve pode igualar."

Luan Teles

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Luan Teles

Com a esperança, que minha Pandora resguarda, última herdeira da alegria,
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Com a esperança, que minha Pandora resguarda, última herdeira da alegria, posso encontrar a luz necessária. Coleciono força, paz e ternura dos sorrisos alheios que leio, para guardá-los comigo ou até ofertá-los, como um dia fizeram a mim. Coobrigado a compartilhar com meus irmãos, alimento a esperança do meu coração com o ser benfazejo. É mister guardar a paz para que minh’alma não se perca ao som sombrio do réquiem. Faço e perfaço a exegese da minha vida, sutilmente iluminada no único epitáfio possível: que só se desiste de desistir. O barro indispensável de que me refaço tem na honra o seu codinome, e ele me guarda diuturnamente contra a ganância. Pois aquele que se vende recebe sempre menos do que vale. Eis o segredo: ele me firma como rocha, que vence o inaudito e permite à vida, despreocupada, ler nas suas linhas a sua própria quiromancia.

Eu sou aquilo que faço E sou aquilo que vai além dos meus atos Eu sou aquilo que falo
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Eu sou aquilo que faço E sou aquilo que vai além dos meus atos Eu sou aquilo que falo E também sou quando me calo Sou aquele que diz de mim Mas sou também aquilo que digo do outro Sou aquilo que vejo E sou meu olhar, me olhando Sou aquilo que penso e aquilo que nunca pensei Sou o que me conheço E sou também o que me descubro Sou aquele que vive e aquele que morre Que lembra que é lembrado Que sabe que foi inesquecível Mas que esqueceu... E foi também esquecido por alguém E alguém que já esqueceu de si mesmo E alguém que alguém nem conheceu Sou aquele que erra e que acerta Que sonha acordado e sonhando Sou carne e alma ao mesmo tempo Tenho nome e sou inominável Sou homem e sou inomemnável Sou aquele que chora E aquele que ri Sou aquilo que sou E o que não sou Diz também de mim

Eu sempre sorrio quando sinto que vou chorar Pergunto sempre o motivo,
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Eu sempre sorrio quando sinto que vou chorar Pergunto sempre o motivo, mas perdido em encontrar Acho que tem pergunta que nem nasce, para não ter de se explicar Um dia a dor se assentou sem poesia e nem pudor falou: gente não é tão bonita quando tira o dom do amor Esses telefones malditos roubaram o olhar da mesa todo mundo cheio de fala e vazio de presença Então já não vivo pra caber no que esperam de mim podem dizer que eu enlouqueci mas foi lá fora que eu vi o fim Chame do nome que quiser dê o sentido que achar cada um chama de verdade aquilo que pode aguentar E outra coisa ei de falar... Se nem mesmo a sombra que me segue anda igual à de ontem, por que insistem em me ver igual? Já cheguei ao meu trigésimo janeiro sem troféu, nem carnaval não sei se isso é conquista ou só se é um ritual Eu sei que nós já fomos melhores ou só menos distraídos tem tristeza que incendeia e ainda mantém a gente vivo E rico mesmo é quem tem tempo o resto é ilusão o mundo vende pressa e cobra o coração E como dizia nosso Kierkegaard para todos que quisessem escutar, Não é preciso dar a volta ao mundo pra se encontrar no fim: quem anda tempo suficiente descobre casa dentro de si.

Bendito é o pássaro, esse errante, que, não tendo casa, não conhece o destino de estar perdido. Mas eu, pobre de mim, vagueio vacilante, entre o ser que sou e o ser que sonho, tímido e escondido. Como pode um coração ousar ser verdadeiro e não temer a sombra de ficar sozinho? O…
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Bendito é o pássaro, esse errante, que, não tendo casa, não conhece o destino de estar perdido. Mas eu, pobre de mim, vagueio vacilante, entre o ser que sou e o ser que sonho, tímido e escondido. Como pode um coração ousar ser verdadeiro e não temer a sombra de ficar sozinho? Ou será que a dor da solidão, esse lobo sorrateiro, doa menos que o disfarce de um falso carinho? Eu que pensei ter asas, bati-as ao vento para garantir pouso, pão, algum alento. E eis que desperto bicho sem nome, que às vezes sequer sente fome quando tenta, com estômago vazio, digerir o peso inteiro dos sentimentos. Dizei-me: também as aves levam cicatrizes dos ninhos quentes, dos pousos infelizes, dos amores que encontram pelo céu afora? Pois eu, sem jamais ter aprendido a voar, trago marcas que nenhum tempo leva embora. E perdoai-me a tristeza da notícia: quem não sabe o último dia em que o pai lhe tomou nos braços, também não sabe medir a saudade antiga por nunca ter a quem oferecer seus laços. Ah, mas não é esta a sina humana? Dar o que lhe falta, sofrer o que é seu, sonhar o que nunca alcança, buscar no outro o espelho dos sonhos que inventou no seu? Por isso, digo em voz baixa, como quem teme a própria vida — preferiria ser pássaro, simples e passageiro: não ter morada fixa, não disputar o coração alheio, não desejar casa em peito que só bombeia sangue e dos quais a propriedade não leva nome.