Frase de Rô Montano
"Nosso amor: ponte entre o ontem, o hoje e o sempre" Nosso amor tem o peso dos séculos, carregado nas costas do tempo, como se fossem asas; e, mesmo quando tudo silencia — ele canta. Canta no ontem, onde os olhos se encontraram, como rios que, ao se tocarem, esquecem a solidão das margens. No hoje, ele floresce entre dedos entrelaçados, nas palavras que não dizemos, mas que queimam no olhar. É abraço que ainda dói de tanto querer, é pele que conhece o nome da eternidade, mesmo que o relógio insista em nos dividir. Nosso amor é o sal das marés que retornam, é a terra molhada após a primeira chuva, é raiz que insiste em crescer entre pedras, é flor que não teme o inverno — apenas floresce. Teu corpo é meu abrigo de claridade, e, quando te toco, é o mundo que se acende. Somos incêndio que não queima, mas ilumina, somos o suor do desejo no lençol da eternidade. E o sempre... Ah, o sempre é o território onde os amantes constroem suas casas invisíveis, feitas de lembranças, de promessas que não se perdem, de beijos que resistem até ao vento do esquecimento. Nosso amor vive lá — onde o tempo não ousa apagar. Somos ponte: feita de ternura, travessia e resistência. Somos poema que se escreve no corpo da vida, linha por linha, com a caligrafia do destino. Porque te amar é cruzar o infinito — e nunca mais voltar do lado de cá. E, se um dia o tempo esquecer nossos nomes, que ele ainda se lembre da ponte — onde o amor ousou atravessar o impossível.
No pensador.ai desde