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Frase de Olavo de Carvalho

A coisa mais inútil do mundo é discutir se o Islam é uma religião da concórdia universal ou uma religião da violência e da guerra. O próprio Corão está gritando em cada página que ele é inseparavelmente as duas coisas. O predomínio de um lado ou do outro é questão de momento apenas. O problema é que, quando predomina o lado violento, o outro lado não tem argumentos para neutralizá-lo que não possam ser eles próprios neutralizados. TODA religião que contenha em si um projeto de ordem estatal é inseparavelmente pacífica e guerreira, porque assim o são os Estados, por definição. Só o cristianismo e o budismo não contêm esse projeto, podendo, portanto, amoldar-se a qualquer ordem estatal, impregnando-se temporariamente das suas qualidades e defeitos. A verdade ou falsidade de uma via religiosa não pode aferir-se pelo seu pacifismo ou belicismo, nem pelos belos argumentos que a sustentam, os quais variam como o tempo, mas sim e somente pela sua capacidade prática de servir de canal à ação real de Deus no mundo. O próprio [propósito] de Deus é fazer milagres, isto é, não estar limitado pelo quadro das determinações espaçotemporais que Ele mesmo impôs à natureza e à história.

Olavo de Carvalho

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Pensador.com

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Outras frases de Olavo de Carvalho

Há coisas que são boas por alguns instantes, outras por algum tempo. Só algumas são para sempre.
O sentimento segue aquilo que amamos. Se amamos o que é verdadeiro, bom e belo, ele nos conduzirá para lá. O problema, portanto, não é sentir, mas amar as coisas certas. Do mesmo modo, o pensamento não é guia de si próprio, mas se deixa levar pelos amores que temos. Sentir ou con…
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O sentimento segue aquilo que amamos. Se amamos o que é verdadeiro, bom e belo, ele nos conduzirá para lá. O problema, portanto, não é sentir, mas amar as coisas certas. Do mesmo modo, o pensamento não é guia de si próprio, mas se deixa levar pelos amores que temos. Sentir ou conhecer, nenhum dos dois é um guia confiável. Antes de poder seguir qualquer um dos dois, é preciso aprender a escolher os objetos de amor – e o critério dessa escolha é: Quais são as coisas que, se dependessem de mim, deveriam durar para sempre? Há coisas que são boas por alguns instantes, outras por algum tempo. Só algumas são para sempre.