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Frase de Beatriz Spinola Trimer

Liberdade? Somos todos escravos. Do cheiro, do sabor e do tato. Da beleza e feiura Das escolhas prematuras. Somos todos escravos. Das conscequencias dos atos. Das verdades não ditas E pela vida omitidas. Somos todos escravos. Pelas regras acorrentados. Pelo medo presos, calados. O que é santo? O que é pecado? O que é escolha? Nesta vida em bolha, Neste cercado fechado. Opções limitadas lado a lado. O que é liberdade? Nem transitamos na vida a vontade. Nem a roupa se pode negar Nem a loucura se pode abraçar. Somos todos escravos.

Beatriz Spinola Trimer

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Pensador.com

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Compasso composto Ei música, Ritmo ininterrupto batucar
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Compasso composto Ei música, Ritmo ininterrupto batucar Desse coração pulsante Em frenesi a dançar Danças novas e antigas. Loucura velha amiga Neste ritmo louco vai cantar, Eu acompanho em notas e passos, Pequenos e largos Agudos e (nem tão) graves, Num vibrato da alma Que não aguenta calada O silêncio, A calma. Oh melodia marcada, No pulsar do meu corpo intrincada. Em seus Staccatos devidamente diafragmados, Numa voz tão minha que parece de outrem. Ou então em tão sonoro Legato Que meus pulmões parecem mais largos Que o ar que inspiro e exalo em notas cantadas para ninguém. Sigo o compasso Tanto rítmico quanto o cartográfico, Num caminhar musical e geográfico, Descobrindo novos espaços Fora e dentro de mim. E nessa loucura incessante e acompanhada, Tendo seu ritmo ditada, Pelo metrônomo cardiaco que há em mim. Vejo-me, eu, criatura barulhenta Em frenetica hipnose alimentada pelo ar, Que transmite as ondas sonoras, Genesis da loucura que me faz despertar. E neste compasso composto Que canto e danço com gosto Vou-me enfim. Chega de versos e poemas Destes o ritmo levo apenas E eles tambem farão parte de mim, Como a doce loucura que junto com a arte me fizeram assim.

Pesadelo A pior coisa que vi em um sonho que parecia ser meu:
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Pesadelo A pior coisa que vi em um sonho que parecia ser meu: pobre criatura esquartejada porque de sua carne se criava tudo a partir do nada. Seus gritos invadiam meus ouvidos enquanto tinha carne e pele arrancadas. Seus olhos clamavam clemencia mas seus algozes, disto, não viam nada. Arrancavam-lhe tudo porque se transformava: sangue em ouro, carne em metal, pele em prata. Bastava que o tecido antes de morrer tocasse naquilo e aquilo em que tocava esse se tornava. Ouvi teu choro abafado, sem gritos, já que a língua lhe faltava, agora era um pedaço de cobre na mesa daqueles que a torturava. Ela me olhou, quando ainda tinha olhos Ela me chamou, quando ainda tinha voz Ela me disse "te amo" enquanto ainda pensava. Mas eu só observei, eu não fiz nada. Quando ela se tornou mil coisas e ao mesmo tempo nada, Aquilo que me mantinha presa observando me soltou eu chorei, chorei por que em um único golpe senti toda a dor, me senti despedaçada. Eu agora vi o êxtase no rosto dos assassinos que sorriam enquanto eram consumidos pela carne que se transmutava. Morriam sufocados na própria ganancia e de tão insanos não sentiam nada. Nos seus últimos momentos vi algo que me fez estremecer como pude não antes perceber? O rosto dos algozes era meu como também era o rosto da pobre criatura agora desfigurada, eu havia me matado na minha ganancia de querer ser tudo acabei no fim, me tornando nada.

Ela Para ela não importa velho, criança, humano ou marmota.
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Ela Para ela não importa velho, criança, humano ou marmota. Para ela é tudo igual politico, juiz, criminoso ou marginal. Para ela nada adianta dinheiro, poder, oração ou mantras. Para ela dá tudo no mesmo saudável, doente, galã ou vesgo. Ela é sempre pontual nem cedo, nem tarde, seja aqui ou em Portugal. Ela chega pra todo mundo Vegetal, animal, trabalhador e vagabundo. Ela está sempre presente seja no nascimento ou quando dá de cara com a gente. Inevitável, indomável e feminina Não é a penas o artigo, mas Morte tem jeito de menina: Cruel e benevolente, Motivo de dúvidas em várias mentes, Nos faz esperar, mas quando chega... Ah ela é de matar.