Frase de Ariane de Moura
"Farpas " As palavras me escapam pelos olhos Saem atropeladas pela angústia violenta Rabiscando vestígios de uma poesia sangrenta Minou de mim o fio de esperança Que sempre me perseguia Mas nunca fazera morada definitiva Apartando de mim a felicidade repetina Inquilina maldita, fez a fogueira E colocou para queimar grandes cubos de gelo Ardera veementemente Até que as frias e pontiagudas farpas Acertaram meu miserável coração Que congelou, sem se despedir Sem fazer barulho Repetidas vezes sem grunhidos.
No pensador.ai desde