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Frase de Gil Façanha

QUANDO FAÇO POESIA Quando faço poesia, faço paixão. E meu maior prazer é despir minh’alma, Desnudando-a com calma, E cedendo-a ao toque da inspiração. Quando faço poesia, reinvento o tempo. Reencontro antigas emoções, Transformo os já cansados sentimentos... Refaço minha história, revivo cada passo na memória. Quando faço poesia, desfaço os conceitos pré-inventados, Jogo todos os medos de lado, Sou a pura verdade do meu ser, Torna-se meu, tudo que fiz por merecer. Quando faço poesia, faço vida... Sinto-me parir uma chance a mais. É como se não houvesse limites para o amor, É como se toda guerra virasse busca pela paz. Quando faço poesia, sou tantas em uma só. Minhas personalidades me possuem com licença. Quando faço poesia, sou mais do que mostro ser, Sou tudo ao que estou propensa. Quando faço poesia, transformo em realidade minhas quimeras. Sou o calor do inverno, o frio em pleno vulcão, a doçura de uma fera. Quando faço poesia, sou poeta, e enalteço o esplendor de cada rima. Sou um viajante do mundo, que em seus versos cumpre sua sina. FELIZ DIA DA POESIA.

Gil Façanha

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Pensador.com

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INSENSATO DESEJO Recai sobre mim o desejo, O afã de tocar teus lábios num ímpeto beijo.
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INSENSATO DESEJO Recai sobre mim o desejo, O afã de tocar teus lábios num ímpeto beijo. De abraçar teu abraço, estreitando-se laços, E no calor dos teus braços, deleitar-me em ínfimo espaço. Apoderou-se de mim a saudade, Banhando-me dessa necessidade, De entregar-me a essa louca vontade, Lascivo querer, vestido de insana voracidade. Escorre do corpo a emoção, Da pele à alma, dos olhos ao coração... Dos poros, salgado tempero de paixão, Extraído pelo toque perfeito das tuas mãos. Desliza entre os lábios a avidez, Da língua que sente do teu sabor a escassez, Do amor que fizemos sem timidez, Da louca pretensão em ser tua outra vez. Mas façamos do último encontro, sede que só tempestade pode saciar, Um encontro entre rio e mar, Fome que só teu corpo me pode matar, Tatuagem na carne, pra nunca apagar.

INDEFINIDA INSATISFAÇÃO Não sei o que é! Só sei que aqui está.
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INDEFINIDA INSATISFAÇÃO Não sei o que é! Só sei que aqui está. É uma sensação invulgar, que implode nas entranhas, Espalhando uma angústia tamanha que quase não posso suportar. É um querer sem saber, Um desapego do agora... uma vontade de ficar... uma aflição pra ir embora. É qualquer coisa sem definição, Um trem sem estação, Ou quem sabe apenas um vagão vazio. É como estar sob o mais forte sol, e quase morrer de frio. É ter assunto e não saber como falar, Estar ao alcance e não poder tocar. É ter o tema, e não escrever, É se saber poeta, e não conseguir a poesia conceber. É como seguir sem direção, É qualquer coisa indecifrável, Uma sensação forte, mas que chega de maneira afável. É saber o que fazer, mas não saber como, É o tanto faz ser aqui ou acolá... É qualquer coisa que apenas há. É algo que me deixa assim: Sem rumo, sem destino, sem saber como lidar com o que está em mim.

UMA BATALHA EM MIM Fui tantas vezes ela... Que de mim me perdi. Corrompi meus olhos na tentativa de não precisar encarar aquilo que me negava existir. Passei a ser mais livre do que jamais fui, ousei como nunca houvera ousado dantes... E de alguma forma tornei-me de mim, mais d…
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UMA BATALHA EM MIM Fui tantas vezes ela... Que de mim me perdi. Corrompi meus olhos na tentativa de não precisar encarar aquilo que me negava existir. Passei a ser mais livre do que jamais fui, ousei como nunca houvera ousado dantes... E de alguma forma tornei-me de mim, mais distante. Fui tantas vezes ela... Que me tornei horizonte. Ao longe vejo apenas um longo e antigo rastro de mim. Ultrapassei fronteiras, derrubei muralhas, e as cicatrizes de antigas batalhas deixaram eternas lembranças de um passado que sempre estará presente... tão meu somente. Fui tantas vezes ela... Que veio a tona o melhor de mim. Mergulhei fundo em meu desconhecido, encarei os gritos e gemidos, e o medo que tentava minha lucidez destruir. Quebrei regras e promessas, e corri como quem tem pressa de aprender a viver... Exasperada pela angústia de ser o que o mundo me obrigava a ser. Fui tantas vezes ela... Que destruí todos os conceitos, aprendi a me aceitar com a visão dos meus próprios defeitos, e assim descobri quantas vezes deixei de ser eu. E após essa longa batalha entre o que fui e o que hoje sou, apesar daquela parte de mim que se perdeu... Uma mulher mais forte, renascida de uma guerra só sua, sobreviveu. E nesse equilíbrio que busquei entre razão e emoção, libertei as correntes do meu coração, e minh ‘alma de minha própria cela... Mas tudo porque antes, fui tantas vezes ela.

A MORTE Infame, traiçoeira e vil... Findas a esperança, tece a trama.
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A MORTE Infame, traiçoeira e vil... Findas a esperança, tece a trama. Perigosa, de forma sutil, Enigmática e sorrateira, a ninguém ela ama. Tantas faces, nenhum rosto, Leva amor e põe dor em seu lugar. É destino deixando desgosto, Não há quem possa, dela escapar. Tão ardil, em fina teia, A poucos dá tempo de um adeus sussurrar. Embora nos corra vida nas veias, Impiedosa, nos leva pro mesmo lugar. A dor e a lembrança pra nós que ficamos, Mata-nos um pouco a cada lágrima que cai. Um último olhar a quem tanto amamos, Adeus aos irmãos, rumo aos braços do Pai.