Pular para o conteúdo

Frase de Bruno M. Tôp

Mais uma vez lá ia solitário o rato, Fugindo para não acabar em algum prato, Fugiu tanto que acabou chegando no topo de uma montanha, O medo pela altura fez gelar todas suas entranhas, Não estava acostumado com tais altitudes, De fato, começava a questionar suas virtudes, Afinal estava sempre fugindo desesperado, Jamais fora por alguém respeitado, Não entendia o porquê de existir, Uma criatura que estava fadada a nunca sorrir... E como de costume levou um grande susto, Ao ver que bem acima de si, havia um imenso busto. O busto de uma águia imponente, Que observava o horizonte com algo em mente, Parecia incorfomada assim como o rato, Talvez por acreditar que não tinha um talento nato. 'O que te aflinges grande autarquia?' O pequinino se pronunciou enquanto pelas garras da águia subia. Não soube o que levou a se manifestar, Mas sabia que se tivesse ficado muito tempo parado, Com o tempo, talvez fosse notado, E poderia acabar como jantar. 'Oh não tinha te percebido pequenino... Não é nada, só que não entendo porque existo, Sou só um pássaro que não tem um bom destino, Nem sei porque estou pensando nisto, Só sei que percebi o qual inútil, Uma águia pode ser quando não é fútil...' 'Sinceramente não te entendo caro amigo... Você é uma águia, o rei dos céus, rei das montanhas, Se eu tivesse seu imenso porte sempre comigo, Aposto que todos meus inimigos temeriam-me de forma tamanha, Que nunca mais teria de me esconder de ninguém, Sinceramente não sei porque você quer ser outro alguém' 'O que posso fazer amigo roedor? Não sou tão rápido quanto um beija-flor, Não sou tão elegante quanto um pavão, Sou apenas uma ampliação do gavião... Não me comparo com o grande condor, Às vezes eu penso que sou só um perdedor... 'Você, um pequeno rato, esbanja sabedoria, E é bem quisto pela grande maioria, Já eu sou temido por uma minoria, Que não percebe que sou só uma imitação fraca de uma harpia' E então o rato percebeu de um estanho jeito, Que mesmo aquele grande pássaro tão perfeito, Tinha o mesmo problemático defeito, Que ele, um roedor tão mal-feito. 'Acabei de enteder nossos problemas, Na verdade não passa de um bobo dilema... Todos estamos fadados a invejar, Todos os que estamos fadados a admirar, Sem perceber que sempre somos admirados, Por todos aqueles que se mantém do nosso lado. Estamos fadados porque não percebemos nossas virtudes, Escondidas em nossas mais singelas atitudes, Temos a mania de só olhar as costas alheias sempre cheias de luz, Sem perceber que em cada um de nós também nas costas também produz, Essa bela luz, e ela é a reunião de nossas qualidades, Que não podemos estar bem localizado, No centro de nossas costas, onde não temos visibilidade, Que foi colocada lá como num perfeito plano divino, O plano que controla todo nosso destino.'

Bruno M. Tôp

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Bruno M. Tôp

A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos. Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferruja…
Continuar lendo

A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos. Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferrujar a minha visão da vida, as cores que antes via nas coisas pequenas, como poder fazer o tempo esperar, como esperei, e ficar sem fazer nada, dando um tempo só para mim; não agora, os tempos que passo de forma boemia, são tempos de angústia, em que o guloso espírito de responsabilidade rouba a graça da vadiagem. É como eu sempre soube, os seres humanos quando envelhecem, deixam de sonhar, simplesmente por enxergarem algo que quando eram crianças, nunca terem percebido; Há um teto acima de suas cabeça, que restringe suas ações e reações, que inibe suas vontades e espontaniedade, um teto chamado responsabilidades. E a única fuga para ele, é olhar de lado e ver numa janela, um céu azulado que se desenha acima da cabeça de seus filhos. Por isso que os pais se contentam em realizar os sonhos dos filhos; não é por eles não terem sonhado nunca, é só que, seus sonhos estão invisíveis, ocultados pelo teto acima de seus desejos juvenis. O Amor que outrora, teve tantas definições, hoje é apenas uma parte que me entorpece numa rotina que se eu parar para avaliar como deve ser avaliada, a saída de emergência guardada nos meus pulsos, será usada. Uma ilusão, minha vida, muita dor, esperança, sonho, alegria, um vício, o que há de mais maravilhoso, uma sensação de vazio e ainda assim, apenas uma palavra. Eu esqueci que o Amor já foi tudo isso para mim. Meu teto me impede de perceber essas coisas tão óbvias assim. Agora, o que me resta, é tentar fugir um pouco mais desse teto, mas pelo que me parece, o tempo não vai deixar, ele está zangado por eu ter aproveitado do amor de forma tão hipócrita e criminosa. É isso que dá, afirmar ser raposa, ter coração de gelo, e nem ao menos saber, quais sentimentos são verdadeiros.

Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe. Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei…
Continuar lendo

Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe. Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei disso porque toda vez que você exibe um sorriso, o meu próprio sorriso o sobrepõe. É, eu tenho certeza, ninguém é tão sortudo quanto nós somos. Quando você me liga, e me diz como você se sente, eu fico imaginando como e quando você se enraizou tão longe, sem eu nem mesmo notar. Como e quando, meu coração deixou de ser meu, para ser seu? Você já deve ter percebido, mas eu não costumava a estar habituado a isso, e sem nem perceber, discutia só por discutir, porque a paz que seu olhar me inundava, era tão inédita... Só que não há nada de mal nisso, eu apenas nunca estive tão feliz. E agora, eu tenho essa sensação de que se eu demonstrar exageradamente o bastante, você vai sorrir de volta pra mim, o sorriso tão intenso (e envergonhado) que só tem para mim, o sorriso pelo qual eu me apaixono todo dia. É, eu tenho certeza que ninguém sobrepõe a beleza do seu sorriso nesse mundo.

Nós continuamos conversando, Mas sinceramente, Eu não tenho ideia do que está acontecendo,
Continuar lendo

Nós continuamos conversando, Mas sinceramente, Eu não tenho ideia do que está acontecendo, Ainda somos amigos? Existe uma magóa que você não admite, E isso me incomoda bastante, Como um colibri, Pairando no ar. Percebo que você está me evitando, Mas sinceramente, Não é de hoje que isso vem acontecendo, Faz tempo que você não é mais a mesma comigo, E nosso sorriso, você não mais permite, Como se o que a gente já teve fosse irrelevante, Algo que eu fechei assim que abri, Que você nunca deixou respirar. O problema é que sempre lhe vejo, Sou fisgado pelo encanto do seu olhar, Me pego saudoso do seu beijo... Não sei mais o que esperar. Só me resta esperar que esse desejo, De alguma forma consiga me deixar, Que o gosto voraz do seu beijo, Minha memória consiga apagar.

Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida. Por menos um ciclo do sol,…
Continuar lendo

Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida. Por menos um ciclo do sol, eu a conheci, me apaixonei, me viciei, desapeguei, abandonei, reapaixonei, enjuei e ignorei. Tudo tão rápido, mas de uma forma tão intensa, que foi um amor para uma vida toda; pena que esse amor não durou nem mesmo a vida de uma vespa, que nasce na primavera, e morre num inverno. Foi mais ou menos o que aconteceu com ela, como uma vespa, que visualiza uma fogueira. Pobre coitada, hipnotizada, lá no fundo sabia que seria o seu fim, mas não resistiu aquela luz, e foi em direção a fogueira. Pobre dela, que sempre foi contra ao que eu queria, e sem perceber, não teve escolhas, veio até mim, deixando morrer sua parte mais inocente. E aí, depois do pequeno hiatus que preguei ao seu coração, ela aprendeu a se proteger de mim, de uma forma que nunca esperei. Pois é, como eu sou um mal perdedor, não aceitei aquela defesa. Eu nunca fui um vencedor, porém, nunca aceitei a derrota. Na verdade, é algo bem além, essa caracteristica é do meu coração, que simplesmente não sabe perder. E desde então, eu desapereci, a fogueira se apagou, e a pobre vespa ficou desnorteada, no escuro, sem seu vício para lhe guiar. Mas essa é só mais um romance, que como todo romance que se prese, teve seu início, seu meio, e seu fim. Pois por definição, romance tem que ter um fim.