Frase de Karina Megiato
Só Deus sabe o que me mata! Ouvi essa frase. Nós fomos condicionadas a uma sociedade onde ser vista de forma vulnerável é sinônimo de fraqueza. Papéis de homens e mulheres foram codificados: mulher faz isso, homem faz aquilo... Homens não choram, não podem ser vulneráveis e são pressionados a sempre exibir força e controle. Mulheres, por sua vez, são etiquetadas como frágeis e delicadas, com suas ambições muitas vezes vistas como uma ameaça à ordem estabelecida. Homens não choram, mulheres não são confiáveis, mulheres não podem confiar... Cada um sabe o que guarda dentro de si, e tudo isso traz muita força, pois foi através de todas as experiências – tanto as fáceis quanto as difíceis – que se moldou o ser que você é hoje... O que não é saudável é ficar carregando algo que te mata, porque isso continua te matando conscientemente. Por que você quer continuar carregando isso? Soltar o sofrimento não vai te fazer mais fraco ou menos merecedor da sua força. Falar e buscar ajuda para soltar as “mochilas” de dor do passado não te faz fraco. A vulnerabilidade é nossa maior força, e reconhecer que se precisa de ajuda para soltar é muita força. O tempo não cura nada; jogar suas feridas embaixo do tapete e não fazer nada a respeito é apenas arrastar o sentimento. O verdadeiro aprendizado acontece quando você colhe as lições daquilo que lhe causou dor e aprende a soltar o sofrimento. Quando você olha para aquela história que lhe feriu a partir de um lugar de gratidão, integra-a como uma experiência essencial na sua construção enquanto ser humano, liberando a bagagem emocional que lhe mata. Buscar ajuda é, sem dúvida, um ato de força. Karina Megiato _KM_ 25/02/2025 18:44
No pensador.ai desde