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Outras frases de adrielle

Pode falar vai, pode me chamar de chata, birrenta e cabeça dura. Pode passar na minha cara que eu sempre faço tudo errado e que não sei amar. Diz que eu sou a garota errada e insana que você não queria nenhum pouco se apaixonar. Diga o quão desgastante é ficar comigo, me entender…
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Pode falar vai, pode me chamar de chata, birrenta e cabeça dura. Pode passar na minha cara que eu sempre faço tudo errado e que não sei amar. Diz que eu sou a garota errada e insana que você não queria nenhum pouco se apaixonar. Diga o quão desgastante é ficar comigo, me entender e tentar cuidar de mim. Mas não diz que nunca me amou e que duvida do meu amor. Pequeno, só não diz que desiste de mim.

A gente simplesmente não se solta. Deveria, poderia, conseguiria, mas não faz. O sentimento é torpe, a vontade é mútua, o desejo é calmo. Não há possibilidade de progresso, mas não existe volta. Outro dia deitada na cama, nós dois conversando, como sempre, aquele assunto que nunc…
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A gente simplesmente não se solta. Deveria, poderia, conseguiria, mas não faz. O sentimento é torpe, a vontade é mútua, o desejo é calmo. Não há possibilidade de progresso, mas não existe volta. Outro dia deitada na cama, nós dois conversando, como sempre, aquele assunto que nunca acaba, aquela voz que nunca cansa, nossa disputa pessoal, nossa discussão pelo nada, eu te falei que era triste o nosso fim. Eu não estava te olhando, mas sei que você esboçou aquele sorriso falso, que você dá quando te surpreendo e foi categórico na réplica “Ou não”. Eu só ri e mudei de assunto. Eu sei do teu amor, meu bem. Eu sei do teu ódio também. Enxergo ele todo dia, na sua dificuldade em me ignorar. Eu consigo te afetar num ponto que ninguém mais chega. A nossa vontade de se bater e beijar ao mesmo tempo. O carinho e o tapa. Paixão. Desprezo. Uma vontade de chegar perto e empurrar ao mesmo tempo.Essa vontade de te esganar constante pra logo depois beijar as marcas dos dedos no teu pescoço. Você me jurando que é amor, eu rindo do jeito que te faz rir. Eu não acredito em amor, garoto. Não me obriga a sentir. Não faz da nossa relação, obrigação. Acredito que estamos aqui, juntos, por um motivo claro e simples: rotina. Eu me acostumei ao seu jeito meio grosso, as suas palavras meio tortas, o seu humor inabalável, sempre negro. Você se acostumou a minha fraqueza misturada com independência, minha ironia, minha mania de sempre perguntar o porquê de tudo, da roupa ainda estar no varal ou das crianças passarem fome na África. Sua paciência, meu choro. A saudade de uns dias longe, acabou, vamos parar, isso é atraso de vida, nós estamos perdendo tempo e a vontade ridícula de me fingir de telemarketing e te oferecer planos de saúde, revistas, camisetas, minha alma, qualquer coisa. Em parcelas suaves, só põe a mão no bolso daqui trinta dias. E você dizer não, daquele jeito polido que você trata os estranhos. Não, não quero, não me interesso, não faria uso. Eu precisava ouvir. Não me quer, não te interessa, não faria uso, eu precisava por aquilo na cabeça. Eu precisava da sua voz fraca, calma me dizendo mais uma vez que não dava. Aquela voz que você usou quando disse que era o melhor ficarmos longe, eu te quero bem, menina, vou te ver grande ainda. Frio. E eu chorava, pedia, implorava, não deixa acabar. Não me mata, eu imploro. Eu te amo, sim. Eu acredito no amor, agora. Eu acredito em você, eu quero. Nós nos damos tão bem.Vai dar certo. E você categórico, como sempre “Ou não”. Difícil imaginar a vida sem alguém que dividia tudo que não se divide com ninguém. Difícil, mas não impossível. A amizade ficou. Uma sobra de sentimento, de elo, de ligação. Vital pra nós dois. Eu sempre soube que não seria você, o famoso grande homem da minha vida. Você é despretensioso demais pra um cargo tão sério. Mas você me ensinou a acreditar que amor existe, sim. Não é aquele conto de fadas, nem precisa de promessas de eternidade, nem faço questão de vestido branco, nem casa com cachorro chamado Bob e filhinhos que brincam na sala. Eu só quero sentir. Como eu sentia quando você me chamava daquele apelido ridículo na frente dos outros e ria me olhando. E eu não me importava, porque eu adorava que você quisesse me irritar. Eu sei que somos pra sempre. Eu sei nossa história é feia. Eu sei que você nunca foi tão bonito. Eu sei que você vai sabotar meus namoros e eu vou odiar suas namoradas. Sei que no final, vamos acabar deitados na cama, cantando alguma música antiga que ninguém mais saiba, cansados de tentar fugir desse amor tão sem amor que sentimos e loucos de vontade de nos odiar pra sempre, como sempre foi.

Ele te irrita, né? O cara com mais defeitos que você já conheceu, faz tudo errado. Só sabe implicar contigo e é o dia todo nessa troca de críticas. Você fica brava, mas depois ri, porque ele é tão bobo. E você sabe que adora essa coisa de vocês se elogiarem ao contrário, teus "Se…
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Ele te irrita, né? O cara com mais defeitos que você já conheceu, faz tudo errado. Só sabe implicar contigo e é o dia todo nessa troca de críticas. Você fica brava, mas depois ri, porque ele é tão bobo. E você sabe que adora essa coisa de vocês se elogiarem ao contrário, teus "Seu idiota" são uma declaração, acha que me engana? Aí você sorri, desarmada, depois de alguma gracinha dele e quando percebe ele tá olhando fixo, quase hipnotizado. Ele disfarça e solta o tradicional "Chata", que não engana mais ninguém. Interessante o amor fantasiado de ódio, não acha? Fica mais bonito, mais feliz, menos monótono. Quando as coisas começam a desandar e você precisa de um colo, é pra ele que você corre, eu sei. E ele te abraça forte, te ver assim tão frágil é uma tortura. E te provoca só pra você sorrir outra vez, daquele jeito lindo e não é que era disso que você precisava? Ele nunca sabe o que tem que fazer, mas sempre acaba fazendo tudo certo, da forma mais torta possível. Você ama tudo isso, essa falta de jeito, não adianta negar, já era.

- Você se lembra? - De que? - De quando a gente se odiava, brigava todo dia e um não conseguia terminar uma frase sem sacanear o outro.
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- Você se lembra? - De que? - De quando a gente se odiava, brigava todo dia e um não conseguia terminar uma frase sem sacanear o outro. Ela ri. - Lembro, lembro muito bem, quem diria que eu me apaixonaria por aquele idiota que me xingava e quando via que eu ficava brava dizia que era brincadeira, mas que nas horas difíceis estava sempre do meu lado. - Quem diria que eu me apaixonaria pela bobona que fazia de tudo pra me irritar, que me batia mas eu nunca revidava, mas que quando eu precisava, estava sempre ao meu lado.Você me conquistou nos detalhes, em meio á tanta implicância eu reparava em demonstrações de carinho, companheirismo, alegria e tirava de tudo o melhor. - Com o tempo deixaram de virar detalhes, passaram á ser tudo e a implicancia acabou. - Nem toda a implicância acabou… Ele começa a fazer cosquinha nela até ela cair no chão de tanto rir.