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Outras frases de Rayron Oliveira

Minha alma se encontrava aflita, gélida, úmida, vagando por imensos vazios. Cansada de abrigar-se em meio ao nada. Onde só lhe sobrara dor e más lembranças. Onde cuspiram e fizeram de sua passagem árdua, sofrida e perigosa para sua evolução. Onde quase lhe puseram no inferno rode…
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Minha alma se encontrava aflita, gélida, úmida, vagando por imensos vazios. Cansada de abrigar-se em meio ao nada. Onde só lhe sobrara dor e más lembranças. Onde cuspiram e fizeram de sua passagem árdua, sofrida e perigosa para sua evolução. Onde quase lhe puseram no inferno rodeada de tudo, menos de amor, como lhe fora prometida.

Ele se embrenhava na mata a procura de si mesmo. Sozinho. Sempre sozinho! E a única presença que existia a sua volta, eram as árvores e folhas secas no chão. Fora isso, apenas ele e o vazio que existia na mata e dentro de si. Ele não sabia se a mata encontrava-se deserta ou o de…
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Ele se embrenhava na mata a procura de si mesmo. Sozinho. Sempre sozinho! E a única presença que existia a sua volta, eram as árvores e folhas secas no chão. Fora isso, apenas ele e o vazio que existia na mata e dentro de si. Ele não sabia se a mata encontrava-se deserta ou o deserto encontrava-se nele. Ou se ele encontrava-se na mata deserta, ou a mata deserta encontrava-se nele e como ele, deserto. E na medida em que adentrava aquela vasta e vazia mata, menos o reconhecia e, assim, se perdia nas folhas e sem si. Era tudo muito confuso, cheio de nada! Vasto, verde, vazio e confuso. O único momento que parecia ter se encontrado, foi quando viu pela primeira vez um redemoinho passando a sua esquerda, arrancando árvores e espalhando poeira. Galhos quebrados e bichos desabrigados. Tudo se tornava oco. Ele era oco. E a cada minuto um buraco enorme crescia e lhe diminuía, transformando-o em nada. Desesperado para saber quem realmente era, correu até um lago e tentou olhar seu reflexo através da água. Apenas as rochas no fundo do lago e o céu refletido na água que corria límpida e cristalina. Sua boca seca e amargurada não dizia palavra. Nada, nenhum som. Sufocado por mãos que não lhe tocavam, porque não havia ninguém alí; a não ser ele e o nada ( que era tudo a mesma coisa, inclusive nada ) carregou a si mesmo até um penhasco, fechou os olhos e se jogou. De oco e vazio; de desespero e solidão, (...) ele intensificou seu nada. Findou. Antes de saltar do penhasco e desfazer-se lentamente na escuridão de seu 'eu', ele procurava a si, que era o nada, e, no entanto, já era alguma coisa. Mas de tanto procurar e não se contentar, acabou encontrando o nada, o fim, ou nem isso. Quando abriu seus olhos, na parede de seu quarto o relógio marcava 06:30; ele sabia que estava extremamente atrasado, como sempre esteve, mas não se assustou. Fazia décadas que não sentia emoção alguma, a não ser quando estava a dormir. Do lado de fora, uma tempestade enorme caia e alagava as ruas de seu bairro. Tudo aquilo que acontecera não passava de um sonho. Ou seja: mais um não realizado. E apesar de estar muito atrasado, recusou levantar-se da cama. Na verdade não conseguia. - É que o peso da existência torna-se cada vez mais denso as 06 da manhã. E vazio, cheio de nada, ele seguia.

Talvez o problema não esteja na semente que tu vieras ter plantado, mas sim no solo que tu escolhestes para florir. É preciso saber as procedências da terra antes de semear. O amor pode ser como uma semente, e o coração como um solo. Não adianta regar amor em um coração que não é…
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Talvez o problema não esteja na semente que tu vieras ter plantado, mas sim no solo que tu escolhestes para florir. É preciso saber as procedências da terra antes de semear. O amor pode ser como uma semente, e o coração como um solo. Não adianta regar amor em um coração que não é fértil.