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Frase de NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA

FILOSOFIA com NILO DEYSON Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede. Hoje Nilo Deyson trás para você, o tema "filosofia". Reflita no texto. Os filósofos são os eternos amigos da humanidade, e nos ensinam a enfrentar as adversidades. A filosofia existe para que as pessoas possam viver melhor. Sofrer menos. Lidar melhor com as adversidades. Enfrentar serenamente o “perpétuo vai-e-vem de elevações e quedas”, para citar uma grande frase de um filósofo da Antiguidade. A missão essencial da filosofia é tornar viável a busca da felicidade. Todos os grandes pensadores sublinharam esse ponto. A filosofia que não é útil na vida prática pode ser jogada no lixo. Alguém definiu os filósofos como os amigos eternos da humanidade. Nas noites frias e escuras que enfrentamos no correr dos longos dias, eles podem iluminar e aquecer. A filosofia apóia e consola. Um aristocrata romano chamado Boécio (480-524) era rico, influente, poderoso. Era dono de uma inteligência colossal: traduziu para o latim toda a obra de Aristóteles e Platão. Tudo ia bem. Até o dia em que foi acusado de traição pelo imperador e condenado à morte. Foi torturado. Recebeu a marca dos condenados à morte de então: a letra grega Theta queimada na carne. Boécio recorreu à filosofia, em que era mestre, para enfrentar o suplício. Entre a sentença e a morte, escreveu em condições precárias um livro que se tornaria um clássico da literatura ocidental: A Consolação da Filosofia. Tudo de que ele dispunha, para escrevê-lo, eram pequenas tábuas e estiletes. Isso lhe foi passado, para dentro da cela, por amigos. “A felicidade pode entrar em toda parte se suportarmos tudo sem queixas”, escreveu ele. A filosofia consola, mostrou em situação extrema Boécio. E ensina. E inspira. Sim, os filósofos são os eternos amigos da humanidade. Considere Demócrito, pensador grego do século 5 a.C. Ele escreveu um livro chamado Sobre o Prazer. Primeira frase do livro: “Ocupe-se de pouco para ser feliz”. Gênio. Gênio total. A palavra grega para tranqüilidade da alma é euthymia, A recomendação básica de Demócrito, sob diferentes enunciados, é encontrada em muitos outros filósofos. Sobrecarregar a agenda equivale a sobrecarregar o espírito, e traz inevitavelmente angústia. Ninguém que tenha muitas tarefas pode ser feliz. Um sábio da Antiguidade não abria nenhuma correspondência depois das quatro horas da tarde. Era uma forma de não encontrar mais nenhum motivo de inquietação no resto do dia, que ele dedicava a recuperar a calma que perdera ao entregar-se ao seu trabalho. Olhemos para nós, e nos veremos com freqüência abrindo mensagens no computador alta noite, e não raro nos perturbando por seu conteúdo. O único resultado disso é uma noite mal dormida. Fazemos muitas coisas desnecessárias. Coloque num papel as atividades de um dia. Depois veja o que realmente era preciso fazer e o que não era. A lista das inutilidades suplanta quase sempre a das ações imperiosas. O imperador filósofo romano Marco Aurélio, do começo da Era Cristã, louvou a frase de Demócrito em suas clássicas Meditações. Acrescentou que devemos evitar não apenas os gestos inúteis, mas também os pensamentos desnecessários. Marco Aurélio recomendava o formidável exercício de conduzir a mente, quando agitada, para pensamentos aquietadores. Isso conseguido, controlamos a mente, esse cavalo selvagem, em vez de sermos controlados por ela. Veja com Nilo Deyson, o pensamento de um dos filósofos que mais admiro: Sêneca escreveu sobre o assunto com imensa graça e espírito. Sêneca usou as expressões “agitação estéril” e “preguiça agitada” ao tratar dos atos que nos trazem apenas desassossego. “É preciso livrar-se da agitação desregrada, à qual se entrega a maioria dos homens”, escreveu Sêneca. “Eles vagam ao acaso, mendigando ocupações. Suas saídas absurdas e inúteis lembram as idas e vindas das formigas ao longo das árvores, quando elas sobem até o alto do tronco e tornam a descer até embaixo, para nada. Quantas pessoas levam uma existência semelhante, que se chamaria com justiça de preguiça agitada?” Agimos como formigas quase sempre, subindo e descendo sem razão o tronco das árvores, e pagamos um preço alto por isso: ansiedade, aflição, fadiga física e mental. Nossa agenda costuma estar repleta. É uma forma de fugir de nós mesmos, como escreveu sublimemente um poeta romano. Eliminar ao menos algumas das tantas tarefas inúteis que nos impomos a cada dia é vital para a euthymia da qual falavam os sábios gregos. Outro ponto essencial recomendado pelos filósofos para a vida feliz é aceitar os tropeços. É o principal ensinamento do filósofo Zenão e seus discípulos. Nascido em 333 a.C. na ilha de Chipre, filho de pais ricos, Zenão fundou em Atenas uma escola de filosofia que dominou o mundo culto por séculos e cujos fundamentos influenciaram a doutrina cristã: o estoicismo. Tão forte é a filosofia estóica que “estóico” virou sinônimo de bravura na adversidade. Segundo o mais admirado dicionário de inglês, o Oxford, estóico é quem se porta com serenidade diante do revés ou do triunfo. Nem vibra na vitória e nem se deprime na derrota. Zenão perdeu todo o seu patrimônio num naufrágio. Seu comentário ao receber a informação: “O destino queria que eu filosofasse mais desembaraçadamente”. O nome da escola deriva da palavra grega “stoa”, pórtico. Zenão, alto, magro, o pescoço ligeiramente inclinado, pregava suas idéias num pórtico erguido pelos atenienses para celebrar a vitória na guerra sobre os persas. Esse pórtico era colorido com imagens de gregos derrotando os bárbaros. Na Atenas de então, era comum discutir filosofia em locais públicos, mas a escolha do pórtico por Zenão parece carregada de simbolismo: o triunfo da sabedoria sobre a brutalidade. O estoicismo defendia uma vida de acordo com a natureza. Simplicidade no vestuário, na comida, nas palavras, no estilo de vida. E a aceitação de tudo que possa ocorrer de ruim. Agastar-se contra as circunstâncias apenas piora o estado de espírito da pessoa: essa a lógica da aceitação, ou resignação, que viria a ser um dos pilares do cristianismo. O lema estóico: abstenha-se e aceite. O apreço pela vida de acordo com a natureza Zenão a-prendeu com seu mestre em filosofia, Crates. Crates era da escola cínica. Os cínicos defendiam a simplicidade tanto quanto os estóicos, e não é difícil entender por que a posteridade ignorante lhes atribuiu um sentido pejorativo: é que eles eram extraordinariamente irreverentes. O mais notável filósofo cínico, Diógenes, certa vez se masturbou em público. Explicou aos que o interpelavam: “Gostaria de saciar minha fome esfregando o estômago”. Não sobrou livro nenhum de Zenão. Atribuem-se a ele frases, das quais uma das melhores diz: “A natureza nos deu dois ouvidos e apenas uma boca para que ouvíssemos mais e falássemos menos”. Zenão se matou aos 72 anos. Para os estóicos, o suicídio – sem lamúrias, sem queixas – era uma retirada digna e honrosa quando a pessoa já não encontrasse razões para viver. Sabe-se de sua morte pelo biógrafo Diógenes Laércio, autor de Vida dos Filósofos. Zenão tropeçou e se machucou, segundo Diógenes Laércio. Em seguida citou um verso de um autor grego chamado Timóteo: “Eis-me aqui: por que me chamas?” Nascido escravo e só liberto depois de adulto, Epitecto foi uma das vozes mais influentes da filosofia da Antiguidade. Ele viveu nos primórdios da Era Cristã, de 40 a 125. Não escreveu um único livro. Seu pensamento é conhecido graças a um discípulo, o historiador Arriamo. Arriamo teve o cuidado de anotar as idéias de seu mestre, e depois transformá-las em dois livros, Entretenimentos e Manual. Seu tamanho intelectual é tal que o imperador filósofo Marco Aurélio escreveu que um dos acontecimentos capitais de sua vida foi ter tido acesso às obras de Epitecto. Para ele, o passo básico da vida feliz é aceitar as coisas como elas são. Revoltar-se contra os fatos não altera os fatos, e ainda traz uma dose de tormento desnecessária. “Não se deve pedir que os acontecimentos ocorram como você quer, mas deve-se querê-los como ocorrem: assim sua vida será feliz”, disse Epitecto. (Séculos depois, o pensador francês Descartes escreveu uma frase que é como um tributo à escola de Epitecto: “É mais fácil mudar seus desejos do que mudar a ordem do mundo”.) Não adianta se agastar contra as circunstâncias: elas não se importam. Isso se vê nas pequenas coisas da vida. Você está no meio de um congestionamento? Exasperar-se não vai dissolver os carros à sua frente. Caiu uma chuva na hora em que você ia jogar tênis com seu amigo? Amaldiçoar as nuvens não vai secar o piso. Que tal uma sessão de cinema em vez do tênis? Outro ensinamento seu crucial é que só devemos nos ocupar efetivamente daquilo que está sob nosso controle. Você cruza uma manhã com seu chefe no elevador e ele é efusivo. Você ganha o dia. Você o encontra de novo e ele é frio. Você fica arrasado. Daquela vez ele estava bem-humorado, daí o cumprimento caloroso, agora não. O estado de espírito de seu chefe não está sob seu controle. Você não deve nem se entusiasmar com tapas amáveis que ele dê em suas costas e nem se deprimir com um gesto de frieza. Você não pode entregar aos outros o comando de seu estado de espírito. “Não é aquele que lhe diz injúrias quem ultraja você, mas sim a opinião que você tem dele”, disse Epitecto. Se você ignora quem o insulta, você lhe tira o poder de chateá-lo, seja no trânsito, na arquibancada de um estádio de futebol ou numa reunião corporativa. Não são exatamente os fatos que moldam nosso estado de espírito, pregou Epitecto, mas sim a maneira como os encaramos. Um dos desafios perenes da humanidade, e as palavras de Epitecto são uma lembrança eterna disso, é evitar que nossa opinião sobre as coisas seja tão ruim como costuma ser. A mente humana parece sempre optar pela infelicidade. Outra lição essencial dos filósofos é não se inquietar com o futuro. O sábio vive apenas o dia de hoje. Não planeja nada. Não se atormenta com o que pode acontecer amanhã. É, numa palavra, um imprevidente. Eis um conceito comum a quase todas as escolas filosóficas: o descaso pelo dia seguinte. Mesmo em situações extremas. Um filósofo da Antiguidade, ao ver o pânico das pessoas com as quais estava num navio que chacoalhava sob uma tempestade, apontou para um porco impassível. E disse: “Não é possível que aquele animal seja mais sábio que todos nós”. O futuro é fonte de inquietação permanente para a humanidade. Tememos perder o emprego. Tememos não ter dinheiro para pagar as contas. Tememos ficar doentes. Tememos morrer. O medo do dia de amanhã impede que se desfrute o dia de hoje. “A imprevidência é uma das maiores marcas da sabedoria”, escreveu Epicuro. Nascido em Atenas em 341 AC, Epicuro, como os filósofos cínicos, foi uma vítima da posteridade ignorante. Pregava e praticava a simplicidade, e no entanto seu nome ficou vinculado à busca frívola do prazer. Somos tanto mais serenos quanto menos pensamos no futuro. Vivemos sob o império dos planos, quer na vida pessoal, quer na vida profissional, e isso traz muito mais desassossego que realizações. O mundo neurótico em que arrastamos nossas pernas trêmulas de receios múltiplos deriva, em grande parte, do foco obsessivo no futuro. Há um sofrimento por antecipação cuja única função é tornar a vida mais áspera do que já é. Epicuro, numa sentença frequentemente citada, disse que nunca é tarde demais e nem cedo demais para filosofar. Para refletir sobre a arte de viver bem, ele queria dizer. Para buscar a tranqüilidade da alma, sem a qual mesmo tendo tudo nada temos a não ser medo. Também nunca é tarde demais e nem cedo demais para lutar contra a presença descomunal e apavorante do futuro em nossa vida. O homem sábio cuida do dia de hoje. E basta. Heráclito e Demócrito foram dois grandes filósofos gregos da Antiguidade. Diante da miséria humana, Heráclito chorava. Demócrito ria. No correr dos dias nós vemos uma série infinita de absurdos e de patifarias. Alguém a quem você fez bem retribui com ódio. A inveja parece onipresente. Você tropeça e percebe a alegria maldisfarçada dos inimigos e até de amigos. (Palavras do frasista francês Rochefoucauld: sempre encontramos uma razão de alegria na desgraça de nossos amigos). A hipocrisia é dominante. As decepções se acumulam. Até seu cachorro se mostrou menos confiável do que você imaginava. Em suma, a vida como ela é. Diante de tudo isso, as alternativas estão basicamente representadas nas atitudes opostas de Heráclito e Demócrito. Você pode chorar. E dedicar o resto de seus dias a movimentos que alternam gemidos de autopiedade e consumo de antidepressivos de última geração. Ou então você pode rir. Sêneca comparou a atitude de Heráclito e Demócrito para fazer seu ponto: ria das coisas, em vez de chorar. Mesmo o alemão Schopenhauer, o filósofo do pessimismo, reconhece sabedoria na jovialidade. No seu livro Aforismos para a Sabedoria de Vida, Schopenhauer, que viveu no século XIX, escreveu: “Acima de tudo, o que nos torna mais imediatamente felizes é a jovialidade do ânimo, pois essa boa qualidade recompensa a si mesma de modo instantâneo. Nada pode substituir tão perfeitamente qualquer outro bem quanto essa qualidade, enquanto ela mesma não é substituível por nada". Cícero, romano, e Demóstenes, grego, foram os dois maiores oradores da Antiguidade. Cícero nasceu com o dom. Demóstenes é uma prova do poder do esforço. Foi graças ao treinamento persistente que Demóstenes se elevou à imortalidade como um símbolo da força das palavras. Demóstenes, natural de Atenas, era de uma família rica. Seu pai morreu quando ele tinha 8 anos. A herança opulenta foi dilapidada por seus tutores, parte por má fé, parte por inépcia. Demóstenes, quando era garoto, assistiu a um julgamento no qual um orador chamado Calístrato teve um desempenho brilhante e, com sua verve, mudou um veredicto que parecia selado. (Orador, lá para trás, era uma espécie de advogado de hoje.) Esse episódio foi assim narrado por um historiador: “Demóstenes invejou a glória de Calístrato ao ver a multidão escoltá-lo e felicitá-lo, mas ficou ainda mais impressionado com o poder da palavra, que parecia capaz de levar tudo de vencida”. Ele entrou numa escola de oratória. Assim que pôde, processou seus tutores. Ganhou a causa. Mas estava ainda longe de ser notável. Um dia, desanimado, desabafou com um amigo ator. Gente bem menos preparada que ele provocava melhor impressão nas pessoas. O amigo pediu-lhe que recitasse um trecho de Eurípedes ou de Sófocles, dois gigantes do teatro grego. Demóstenes recitou. Em seguida, o amigo leu o mesmo trecho, com o tom dramático de um ator. Era a mesma coisa, e ao mesmo tempo era tudo inteiramente diferente. Demóstenes montou então uma sala subterrânea na qual se enfiava todo dia por demoradas horas para treinar, treinar e ainda treinar. Chegava a raspar um dos lados da cabeça para não poder sair de casa e, assim, praticar sem parar. Para aperfeiçoar a dicção, Demóstenes punha pequenas pedras na boca enquanto falava. Fazia também parte de seu treinamento declamar em plena corrida. Olhava-se num grande espelho para ver se sua expressão causava impacto. “Vem daí a reputação de não ter sido bem dotado pela natureza e só haver adquirido habilidade e força oratória pelo trabalho incansável”, escreveu um biógrafo. Ao contrário de outros grandes oradores atenienses, Demóstenes não gostava de improvisar. Por isso os inimigos o chamavam de embusteiro. Quando a Grécia foi ameaçada por Felipe, rei da Macedônia, a voz de Demóstenes ergueu-se em defesa de seu país. Mais que o exército grego, Felipe, pai de Alexandre, o Grande, temeu a voz de Demóstenes. Demóstenes retardou, mas não impediu a queda dos gregos. Fugiu de Atenas para não ser morto, mas estava perdido. Para não ser capturado pelos inimigos que o caçavam, matou-se com veneno. Mais tarde, os atenienses construíram uma estátua para ele na qual gravaram uma sentença célebre: “Se tivesses tido força igual à tua vontade, Demóstenes, o guerreiro macedônico jamais dominaria a Grécia”. FALE POUCO Não faça como as araras falantes e ouça mais do que fale. Não faça como as araras falantes e ouça mais do que fale. Uma das questões presentes desde sempre para a humanidade é a seguinte: como se expressar? Na vida profissional ou amorosa, numa apresentação de trabalho a seus chefes na empresa ou numa mera conversa de bar, comunicar-se bem faz toda a diferença. Muitos sábios se detiveram nesse tema. Quase todos condenaram a eloqüência desmedida, a suntuosidade verbal. A opção é pela simplicidade e pela brevidade. Uma pessoa afetada na maneira de falar ou escrever é afetada em outras esferas. “A verdade precisa falar uma linguagem simples, sem artifícios”, escreveu um filósofo da Antiguidade. O filósofo francês Montaigne, do século XVI, dedicou linhas brilhantes ao assunto em seus Ensaios. Montaigne conta duas histórias instrutivas e divertidas. Numa delas, os embaixadores de uma cidade grega tentavam convencer o rei de Esparta a aderir a um esforço de guerra. O espartano deixou-os falar longamente. Depois disse: “Não me lembro do começo nem do meio da argumentação de vocês. Quanto à conclusão, simplesmente não me interessa”. Na outra história, dois arquitetos atenienses disputavam a honra de construir um grande edifício. A platéia à qual cabia a escolha ouviu um extenso discurso do primeiro arquiteto. As pessoas já se inclinavam por ele quando o segundo disse apenas: “Senhores atenienses, o que este acaba de dizer eu vou fazer”. Montaigne cita seu pensador predileto, o romano Sêneca, segundo o qual nos grandes arroubos da eloqüência há “mais ruído que sentido”. Escreveu Montaigne: “Gosto de uma linguagem simples e pura, a escrita como a falada, e suculenta, e nervosa, breve e concisa, não delicada e louçã, mas veemente e brusca.” Os espartanos eram admirados por Montaigne pela simplicidade com que viviam e se expressavam. Ele conta que uma vez perguntaram a uma autoridade de Esparta por que não colocavam por escrito as regras da valentia para que os jovens pudessem lê-las. A resposta foi que os espartanos queriam acostumar seus jovens antes aos feitos que às palavras. “O mundo é apenas tagarelice e nunca vi homem que não dissesse antes mais do que menos do que devia”, disse Montaigne. Outro mestre de Montaigne, Plutarco, autor de Vidas Paralelas, mostrou que falar demais pode ser perigoso. “A palavra expõe-nos, como nos ensina o divino Platão, aos mais pesados castigos que deuses e homens podem infligir”, disse Plutarco. “Mas o silêncio jamais tem contas a dar. Não só não causa sede como confere um traço de nobreza.” Mark Twain defendeu a mesma coisa de uma forma divertida. “Melhor ficar quieto e deixar que os outros achem você um idiota do que falar e confirmar.” LEMBRE-SE DE QUE VAI MORRER A "Caveira com Cigarro", de Van Gogh, serve para nos lembrar que, um dia, morreremos. A “Caveira com Cigarro”, de Van Gogh, serve para nos lembrar que, um dia, morreremos. Montaigne disse que quando queria lidar com o medo da morte recorria a Sêneca. Nilo Deyson Monteiro Pessanha

NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA

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Outras frases de NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA

A FUNÇÃO DO FILÓSOFO em você Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede. Vou usar propositalmente minha imagem de quando eu era bebezinho, porém, venha para o conteúdo e leia até o fim o texto abaixo, é para você.
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A FUNÇÃO DO FILÓSOFO em você Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede. Vou usar propositalmente minha imagem de quando eu era bebezinho, porém, venha para o conteúdo e leia até o fim o texto abaixo, é para você. Venha refletir com Nilo Deyson. É bem interessante ver pessoas perguntando " qual é a função do filósofo ?". Não é de hoje que ouvimos essa pergunta. Por conta do condicionamento da maioria das pessoas, na qual o sistema convencional afasta o povo da filosofia, logo é complicado para uma sociedade petrificada nas verdades sistêmicas, entender a função do filósofo. O filósofo é a provocação de toda "verdade ", com base em muitos anos de estudos filosóficos. A função básica seria ampliar os horizontes da visão de mundo da sociedade, para que essa mesma sociedade, cogite possibilidades para mudar talvez ou não, seus conceitos sobre o tudo, sobre a natureza, a ciência, a religião e tudo quanto ela acha saber a "verdade ". Não sejam pragmáticos, leia com calma. A filosofia não faz questão de ser nada, quiçá de ter razão alguma sobre algo, no entanto, o filósofo é um ser intelectual, de envergadura, que estuda muito sobre filosofia, escreve muito e provoca para o despertar. ATENÇÃO!!! Certa vez, salientei com alguns amigos que gostaria de fazer um café filosófico fora do local onde sempre fazíamos quando dava, e uma pessoa da área da saúde que estava com um de meus colegas me falou : " é perca de tempo, não leva à nada ". Respondi então: "Como adoro cereja de bolo"! Continuei então : " não existe mentes impenetráveis, o que existe na verdade, são chaves erradas ". Perda de tempo? Será? Que coisa formidável, a filosofia não presta para nada, a não ser para filosofar... Podemos discutir filosoficamente sobre a existência humana, ciências, religião, política e outros, porém, a linguagem da filosofia é de pertencimento para quem pertence ao mundo intelectual da filosofia, os demais ficarão a ver navios. A filosofia só surte efeito quando o efeito da filosofia se torna à chave para liberdade do indivíduo que se cansou de buscar sua indentidade em outros, e por conta disso, eu, Nilo Deyson, sempre digo : "Libertei mil escravos, e teria libertado outros mil, se esses soubessem que eram escravos" , Deixe que venham, uma flechada sobre tudo que estiver sobre a mesa, e pronto, bem vindos à vida plena... A vida plena é o desapego do condicionamento, é o fim da busca por meio do despertar da consciência, isto é, a sua real natureza ligada na essência de quem você de verdade é. Quando por exemplo, usamos uma linguagem não convencional, isto é, usamos linguagem acadêmica, nos fechamos ao mundo acadêmico para um grupo de acadêmicos e intelectuais. A filosofia é algo estranho para sociedade comum, por seu afastamento, porém penso que a culpa é do sistema e não da sociedade propriamente dita. Sabemos que cada indivíduo pode buscar pelo conhecimento na filosofia e se achar, ou talvez se perder, dependendo de algumas circunstâncias da vida passada, isto é, da experiência como vida e da saúde mental da mesma. A filosofia pode deixar uma pessoa meia ou completamente doída, basta ver os frutos ao longo da vida, porém, isso só acontece se ela não tiver uma base sólida e firme, no sentido de espiritualidade e imparcialidade com as verdades defendidas pelo mundo. Claro que nos últimos 20 anos, a filosofia ressurgiu com muita força, assim como os filósofos, logo muitas dessas falácias de que todo filósofo é maluco ou que todo filósofo não gosta de trabalhar...(mentira). Quando por exemplo, eu falo de jurisprudência, interstícios, amicus curiae, embargos declaratórios, e outras ferramentas do turno jurídico, é óbvio que muitos não me entenderão, por conta da linguagem jurídica. Porém, o filósofo não se fecha, ao contrário, ele declama seus pensamentos por maio da escrita ou por outros meios. Quando se usa uma linguagem técnica ou de modo coloquial de pertencimento de quem escreve, é óbvio que nem todos irão compreender. Contudo, defendo que todas as pessoas devem buscar o conhecimento por meio da literatura, e sei que isso é fantasia, pois fomos formados para trabalhar como máquinas e esperar o sábado chegar para dizer " chegou final de semana ". Isso é ser mediano, raso e vazio. A felicidade está também na segunda, terça e etc... O filósofo é instrutor. O filósofo é um educador que edifica o homem no conhecer a si mesmo, assim liberta ele dos vícios e do fanatismo de quaisquer ordem. Liberdade é definição alguma... Para que serve o filósofo senão para fazer o que o sistema não faz, isto é, educar e dar qualidade de vida. Claro, eu, Nilo Deyson, creio que DEUS na pessoa do ESPÍRITO SANTO, é majoritário em toda sabedoria e poder; e creio que pela fé se vence os problemas impossíveis através de JESUS CRISTO. Digo isto, por conta de que, muitas pessoas confundem conhecimento filosófico com afastamento do Divino. DEUS não pode ser afastado!!! A filosofia não afasta o homem de DEUS, o homem só se afasta de DEUS uma vez que ele não for um homem de DEUS, e sim senhor de si mesmo. Quanto à isso, seria para muitos, o mesmo que se prender em pertencimento, logo não haverá liberdade por conta de que sua indentidade está ligada à uma definição de devoção. A liberdade não quer dizer nenhuma crença, Ao contrário, liberdade para a filosofia do estoicismo por exemplo, significa ter a capacidade de entrar e sair sem traumas de qualquer coisa, sem julgamento nem apontamento. Liberdade emocional, intelectual e paz interior. O filósofo é definido como provocação, como o divisor de águas, como o martelo, como foi o filósofo Nietzsche. Veja por exemplo, o que o filósofo Renê Descartes, salientou em uma das suas frases mais profundas e conhecidas. " Cogito ergo sun " isto é, "penso, logo existo". Frase curta, porém de extrema profundidade para ser refletida. Essa frase já foi discutida milhares de vezes. Ela pode ser analisada por vários ângulos, e eu gosto muito da visão do "penso por que existo, logo não preciso que ninguém pense por mim por não existir um eu fora de mim". Enfim, Nilo Deyson quer fazer você raciocinar e buscar uma vida de qualidade. A filosofia pode lhe auxiliar. Para finalizar, o filósofo pode ser definido por várias linhas de pensamento, o que pode gerar livros, artigos e etc., Entretanto, vou ficando por aqui, e deixo a seguinte mensagem: " Um filósofo não precisa ser compreendido, basta ser questionado, basta ser provocado, eis aí então, a cereja do meu bolo ( Nilo Deyson)". 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COMO QUE FICAMOS PRESOS NO ÚNICO LUGAR ONDE ÉRAMOS PARA SERMOS LIVRES? Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede. Todos nós, desde criança, aprendemos o máximo possível sobre como funciona o mundo e seus mecanismos, e tudo através de informações e ensinamentos.
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COMO QUE FICAMOS PRESOS NO ÚNICO LUGAR ONDE ÉRAMOS PARA SERMOS LIVRES? Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede. Todos nós, desde criança, aprendemos o máximo possível sobre como funciona o mundo e seus mecanismos, e tudo através de informações e ensinamentos. Na escola se aprende, em casa se aprende, com os amigos se aprende, e por aí vai... Entretanto, quando na idade adulta, ou até mesmo já na adolescência, a maioria esmagadora da humanidade, se torna refém da sua própria emoção ! Vítimas da própria mente, presas da própria existência. O resultado de toda essa desordem emocional é visível quando paramos por um momento para dialogar, então logo persebe-se a prisão na qual a pessoa inconscientemente se encontra. Pois bem, o propósito desse texto de Nilo Deyson, é fazer com que você crie uma curiosidade para se libertar das angústias da mente, aprendendo à gerenciar sua própria emoção, dominando seus próprios pensamentos de forma imparcial e desapegado à qualquer eventualidade em trânsito. Todos nós somos limitados, e precisamos de ajuda, de orientação e por vezes, de um choque de realidade. A prisão da mente é a pior de todas as prisões, porquanto o sofrimento domina a pessoa, trazendo angústia, ansiedade e medo do futuro. O único lugar de liberdade é dentro de nós; contudo, muitos vivem com a mente tumultuada, cheia de inutilidades. É preciso jogar no lixo todos esses anos de desgaste emocional, deletar todos os maus pensamentos, e começar à criar sua melhor versão. Como ficamos presos no único lugar onde éramos para sermos livres? Pensa..... A vida está passando a cada piscar de olhos, e talvez você vive planejando o futuro que se quer pode dominar. Que tal gerenciar sua própria mente? Coloque sua atenção no silêncio, na paz por trás de todo tumulto da sua mente tagarela. Evite dar atenção aos infortúnios que passam à sua frente, em forma de pensamentos. São apenas ruídos e nada de verdade importa, senão a felicidade existente no silêncio que observa tudo sem julgamento. Nada de julgar seus pensamentos. Nada de apontar para emoção. Tudo está passando na sua frente, faça silêncio, relaxe e respire fundo. Nada agora importa, na hora certa tudo se coloca no devido lugar. Existe uma paz, um silêncio fora das paixões, fora do estresse e fora do calor do momento condicionado. Ser livre é ser capaz de não se prender à nada, Ser livre é ter experiência zero, Ser livre é ter a capacidade de entrar e sair sem traumas. Enfim, domine suas emoções, faça silêncio quando estiver com raiva, e respire fundo. Medite dentro de você e descubra que existe uma imensa paz que quando despertada para a real natureza que é a consciência, nunca se abala com nada, nunca se surpreende e jamais pode ser tocada por nada, porquanto tudo é condicionamento da linguagem, e para a mente desapegada, fora da linguagem TUDO é silêncio. Nilo Deyson Monteiro Pessanha

A POTÊNCIA, O ATO, O MOVIMENTO Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede. Peço por um momento, que você venha debruçar atenção no texto, pare tudo por um instante e reflita com Nilo Deyson.
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A POTÊNCIA, O ATO, O MOVIMENTO Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede. Peço por um momento, que você venha debruçar atenção no texto, pare tudo por um instante e reflita com Nilo Deyson. Desde o seu começo, no século VI a.C, a especulação filosófica grega ocupou-se do problema do movimento. Enquanto Heráclito de Éfeso afirmava a mudança permanente de todas as coisas, Parmênides apontava a contradição que existiria entre a noção de ser e a noção de movimento. Essa contradição Aristóteles pretende evitar através da interpretação analógica da noção de ser, que lhe permite fazer uma distinção fundamental: ser não é apenas o que já existe, em ato; ser é também o que pode ser, a virtualidade, a potência. Assim, sem contrariar nenhum princípio lógico, poder-se-ia compreender que uma substância apresentasse, num dado momento, certas características, e noutra ocasião manifestasse características diferentes: se uma folha verde torna-se amarela é porque verde e amarelo são acidentes da substância folha (que é sempre folha, independente de sua colocação). A qualidade "amarela " é uma virtualidade da folha, que um certo momento se atualiza. E essa passagem da potência ao ato é que constitui, segundo a teoria de Aristóteles, o movimento. Mas Aristóteles não aceita a doutrina do transformismo universal que, em pensadores pré-socráticos como Anaximandro de Mileto ou Empédocles de Agrigento, apresentava todo o universo como animado por uma transformação contínua, por um único fluxo que interligava as várias espécies num mesmo processo evolutivo. Para Aristóteles o movimento existe circunscrito à substância que, cada qual, atualiza suas respectivas e limitadas potências: o movimento dura enquanto dura a virtualidade do ser, de cada ser, de cada natureza, cessando quando o ser expande suas potencialidades e se atualiza plenamente. Em nome da noção de espécies fixas, Aristóteles se apresenta como adversário do evolucionismo. Dentro da metafísica aristotélica, a doutrina do ato-potência acha-se estreitamente vinculada a determinada concepção de causalidade. Para Aristóteles, causa é tudo o que contribui para a realidade de um ser : é tanto a causa material (aquilo de que uma coisa é feita: o mármore de que é feita a estátua) quanto a causa formal ( que define o objeto, distinguindo-o dos demais: estátua de homem, não de cavalo), como também a causa final ( a idéia da estátua, existente como projeto na mente do escultor, e que o levou a talhar o bloco de mármore para dele fazer uma estátua de homem), como ainda a causa eficiente ( o agente, no caso o escultor, aquele que faz o objeto, atualizando potencialidades de determinada matéria). A causa formal está intimamente ligada à final, pois seria sempre em vista de um fim que os seres ( naturais ou artefeitos) são criados e se transformam: a finalidade é que determinaria o que os seres são ou vêm a ser. Vejam com Nilo Deyson, que no processo do conhecimento, a causa formal é separada, pelo intelecto, das características acidentais do objeto e passa a existir no sujeito, plenamente atualizado e, portanto, universalizada. Antes existia no objeto concreto, particularizadamente, como uma estrutura que o identificava ( fazendo-o por exemplo, uma ave e não um peixe ), ao mesmo tempo que o assemelhava, apesar das peculiaridades individuais, aos demais seres da mesma espécie ( tornando-o uma das aves existentes); depois de abstraída dos aspectos materiais e individualizantes ( cor branca, bico fino, pescoço longo, etc.), a forma passa a existir na mente do sujeito, como um conceito universal ( não mais ave de determinada família, mas simplesmente "ave"). Quer na natureza, quer na arte, todo movimento ( tanto deslocamento quanto mudança qualitativa) constitui, para Aristóteles, a atualização da potência de um ser que somente ocorre devido à atuação de um ser já em ato: o mármore transforma-se na estátua que ele pode ser graças à interferência do escultor, que já possuía a idéia da estátua. Também na geração natural, a forma preexistente ao ser que é gerado: o ser atualizado ( O homem adulto, por exemplo) tornar-se capaz de gerar um ser semelhante a ele. Assim, as formas, entendidas como tipos de organização biológica, seriam imutáveis e incriadas, embora sempre inerentes aos indivíduos. Repare com Nilo Deyson, como a intenção do escultor é que comanda a transformação do mármore em estátua, analogicamente é sempre a causa final que rege os movimentos do universo. Cada ser atualizaria suas virtualidades devido à ação de outro ser que, possuindo-as em ato, funciona como motor daquela transformação. Contrário à visão evolucionista, frequente nos pré-socráticos, Aristóteles não admite que o mais possa vir do menos, que o superior provenha do inferior, que a potência por si só conduza ao ato. Concebe, então, todo o universo como regido pela finalidade e torna os vários movimentos ( atualizações das virtualidades de diferentes naturezas) interdependentes, sem fundi-los, todavia, na continuidade de um único fluxo universal. Haveria uma ação encadeada e hierarquizada dos vários motores, o mais atualizado movimentando o menos atualizado. Enfim, a potência, o ato e o movimento, pode ser interpretado segundo cada indivíduo enxergar, contudo, é interessante você analisar e levar em consideração o ponto de vista de Aristóteles. A filosofia lhe faz refletir assuntosaos quais, a maioria da humanidade sequer cogita debater ou buscar conhecimento das verdades que lhes foi impostas goela abaixo desde que ela se entende por gente. Com isso, o propósito é que você possa buscar o conhecimento, afim de viver uma vida de leveza e de paz interna, com uma visão ampla do mundo, de perceber cada universo e apender a observar em silêncio, e com posse do conhecimento, corar suas próprias palavras, usando-as de modo construtivo em momentos oportunos, afim de transmitir essa paz e sabedoria adquirida através do saber direito quem é você e o que é de verdade a vida. Sigam nossa linha do tempo - (Nilo Deyson Monteiro Pessanha). Educação, cultura e outros. NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA