Frase de Antonio Ramos da Silva
Banheira sem sais Chovem lágrimas. (finas gotas cristalizadas). O tempo chora lento. Arrebento; ouço sentimentos invernais. Um deserto nas mãos. Aflição guardada no peito. Água doce banheira sem sais. Poesia banha no leito. Em brasa a saudade arde. Não há caminho e nem eito numa busca covarde. Avessos de mim revirados. Passado de ti esquecido. Trago-te no coração tragado. Desilusão que me invade sorvem água, impurezas... dos meus olhos resguardados. Solitários, derrama na face esquecida. Frases de poemas amarrotados; bebida amarga; engolida solidão. Não há remédio que cure feridas de uma perdida e picante ilusão.
No pensador.ai desde