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Frase de Patrícia Vicensotti

"E tenho assim te amado: descompassado e exagerado. E porque á mim assim tem sido, gosto então só sinto ao que te sou. Meu mundo,menino, por vós tomei e te dou."

Patrícia Vicensotti

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Patrícia Vicensotti

Nada mais me faria tão feliz. De contrário a minha dor,veio de um sorriso solto como as coisas que nascem para ser encanto. Veio abrindo as cortinas,pondo quentura de sol,azul de céu,cheirando erva-doce.Veio algodão-doce,beijo na mão,nuvem a me levar.Veio dos papéis amassados e…
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Nada mais me faria tão feliz. De contrário a minha dor,veio de um sorriso solto como as coisas que nascem para ser encanto. Veio abrindo as cortinas,pondo quentura de sol,azul de céu,cheirando erva-doce.Veio algodão-doce,beijo na mão,nuvem a me levar.Veio dos papéis amassados e encharcados de segredos.Veio de um passado,de um tempo demorado que pensei não mais haver.Veio como que das preces antigas,das cantigas ao pé do ouvido.Veio dos velhos livros,dos sonhos,devolvido,tocando mansinho como a alma quando sente o amor.Mesmo desacreditado,veio...fez-se a graça que tua pureza desenhou. Eu estou te vendo chegar,mas tardio vem vindo... Em encontro,o desencontro,o proibido. Gosto doído de ter que deixar passar.

ÂNSIA DE MARIA Vivia de conter-se,pobre alma; afligia-se por desprovida do mundo.Traços de Maria,como destino das marias,benzia na fronte um repelir ingênuo,quase santificado.Tinha na vida um bem :a mente.Uma única estrada,a qual lhe trazia e a levava ao silêncio das respostas:…
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ÂNSIA DE MARIA Vivia de conter-se,pobre alma; afligia-se por desprovida do mundo.Traços de Maria,como destino das marias,benzia na fronte um repelir ingênuo,quase santificado.Tinha na vida um bem :a mente.Uma única estrada,a qual lhe trazia e a levava ao silêncio das respostas: era por dentro,onde ela mais andava.E nessas voltas,quase sem voltas,definhava em teu rosto a imagem que lhe dera,e como máscara,deixava-se cair.Desnudava as vestes de linho,amarelada e sem vida,e punha sutilmente um olhar,parado,fatalmente destinado,como a gota de lavanda,que (profana),pingara na nuca.Era Maria que vivia calada, nas manhãs e nas tardes; que tecia as lástimas e engomava o pouco de sorte,resignando-as pois, a um fim bem breve.Maria,criava noites que não tinha,e vestida de baile,era tão forte quanto ao batom escarlate.Na meia seda cor da pele,a sobre-pele da menina de chita.Tão fraca e tão viva,tinha cor,agora não mais a de Maria.E era bonita nesses dias...

NOTURNO A saudade inspira essa noite.
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NOTURNO A saudade inspira essa noite. Véu nebuloso da noite, que envolve a dança fria: Mão na palma da minha, ouvido ao som do teu respiro. És distante,meu amor. Mas és tu neste noturno, a estrela maior. Tão solitário. Eu só. A canção que te aproxima curva meu dorso crú. Acendestes as luzes desta noite... És distante,meu amor. Mas és tu neste noturno, a estrela maior. És meu neste noturno. Eu tua por deslumbro, feito anéis de Saturno a nos casar.

Mulher aos trinta Nem verde, nem tão madura, aos trinta anos o gosto, a forma, a temperatura ideal. Nem precoce, nem tardia, é ao ponto; é um quê de vinho do porto que se aprecia. É o andar seguro e envolvente de quem faz que desentende o que causa. Não preza mais só largura dos…
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Mulher aos trinta Nem verde, nem tão madura, aos trinta anos o gosto, a forma, a temperatura ideal. Nem precoce, nem tardia, é ao ponto; é um quê de vinho do porto que se aprecia. É o andar seguro e envolvente de quem faz que desentende o que causa. Não preza mais só largura dos ombros; aos trinta anos, o olhar é mais profundo e veem na inteligência um alto ponto de partida. Se excitam por ideias interessantes. Ela se faz de desentendida, bebe sozinha, desce do carro com ar de quem é independente. Tão mais mulher, tem tom esnobe, segura de tua capacidade. Gosta de atrair olhares, mais do que beijos. Gosta de despertar desejos e é vício de quem a tem. Ela seduz nos trejeitos e é veneno lento: enlouquece com teu modo de firmar os olhos envoltos, aqueles cílios que como trilhos mostram o caminho - dos vinte, o que aos trinta aperfeiçoou. Ela joga o cabelo e abre um sorriso, como se nem notasse o desconcerto dos teus vestígios. Aos trinta anos, não quer perguntas, nem se importa tanto com o passado. Ela espera, ela também demora. Sabe que um "agora" perfeito precisa de jeito e não combina com pressa. Surpreendentemente atraente, a junção inocente com maturidade. A mulher se descobre aos trinta anos. Inteligente e mais audaciosa, é o tempo em se entende e se desprende de fatos, alguns passados, para ser de si. Tempo em que reconstrói decepções, amansa as ilusões e se quebra tabus. Tempo entre as quedas e voos. Tempo de balanço sobre as grandes loucuras ou escassez de coragem. Uma mente mais leve e focada ao que realmente lhe interessa. Não há de tê-la como meio-termo, mas está ao centro do melhor tempo: é a deusa das décadas. Modéstia a parte, quando ela se ama, é um fascínio uma mulher de trinta anos. Nesse equilíbrio dócil entre o frágil e o forte, ela é grave: ela provoca, ela consegue, ela arrebata - passa, escapa pelos dedos, faz arrombos por dentro e sai intacta.